Política
Bolsonaro investigado: relembre inquéritos e ações abertos contra ex-presidente
Casa de Jair Bolsonaro foi alvo de mandados de busca e apreensão em operação que apura inserção de dados falsos de vacinação contra Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Jair Bolsonaro e Mauro Cid em imagem de março de 2020
Alan Santos/PR
A operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, nesta quarta-feira (3) é parte do inquérito sobre milícias digitais que está no Supremo Tribunal Federal (STF). Além desse inquérito, o ex-presidente é alvo de ao menos mais quatro investigações no Supremo, um inquérito administrativo e 16 ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e uma investigação que ainda está sendo feita pela Polícia Federal. Leia mais abaixo.
A operação desta quarta investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde (entenda). Bolsonaro afirmou, após a operação, não ter tomado a vacina e negou ter havido adulteração nos cartões de vacina da família.
Foram presos: o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa; o PM Max Guilherme Machado de Moura e o militar do Exército Sérgio Cordeiro (ambos seguranças próximos a Bolsonaro); o secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha; o sargento Luis Marcos dos Reis, que era da equipe de Mauro Cid; e o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros;
Relembre abaixo cada um dos inquéritos em que Bolsonaro é investigado. Em nenhum dos processos hove julgamento até agora.
Processos abertos no STF
Divulgação de notícias falsas sobre a vacina contra Covid-19
Vazamento de dados sigilosos da PF
Ataques às urnas e milícias digitais
Suposta interferência na Polícia Federal
Autores intelectuais dos atos de 8 de janeiro
Processos abertos no TSE
Inquérito administrativo por lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas numa transmissão ao vivo em julho de 2021
16 ações de investigação judicial eleitoral apresentadas por opositores em razão de atos durante e antes da campanha eleitoral
Na Polícia Federal
Investigação sobre joias milionárias sauditas
Bolsonaro é alvo da Polícia Federal: entenda a suspeita de fraude em cartões de vacinação
Divulgação de notícias falsas sobre vacina
Neste inquérito, a Polícia Federal concluiu que Bolsonaro incitou a prática de crime ao desestimular uso de máscara para conter Covid. O relatório também aponta que o ex-presidente praticou delito de contravenção ao associar falsamente a vacina anticovid ao risco de contrair o vírus da Aids. O caso foi encaminhado para o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, e ainda precisa ser analisado pela Justiça.
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Vazamento de dados sigilosos da PF
Em agosto de 2021, o então presidente Bolsonaro divulgou nas redes sociais a íntegra de um inquérito da Polícia Federal que apurava suposto ataque ao sistema interno do TSE em 2018 – e que, conforme o próprio tribunal, não representou qualquer risco às eleições. Bolsonaro citou o inquérito da Polícia Federal, mas distorceu a apuração da corporação, sem demonstrar as supostas falhas. A PF chegou a concluir que houve crime, mas não indiciou Bolsonaro.
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Ataques às urnas e milícias digitais
A operação desta quarta-feira é parte deste inquérito, que começou, em 2019, apurando a divulgação de notícias fraudulentas, ofensas e ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal. Em maio de 2022, Alexandre de Moraes entendeu que o inquérito deveria tramitar junto com o que apura a suposta atuação de uma milícia digital contra a democracia, com possível recebimento de dinheiro público. Não foi informado o motivo de a operação desta quarta estar vinculada a este inquérito.
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Gerson Camarotti: ‘Situação do ex-presidente Jair Bolsonaro fica cada vez mais agravada’
Suposta interferência na Polícia Federal
Ao deixar o governo enquanto ocupava o cargo de ministro da Justiça de Bolsonaro, o senador e ex-juiz Sérgio Moro havia dito que o então presidente tentou interferir politicamente no trabalho da Polícia Federal e em inquéritos relacionados a seus familiares. O ministro Celso de Mello, do STF, autorizou em 27 de abril de 2022 a abertura de inquérito para investigar as denúncias de Moro.
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Autores intelectuais dos atos de 8 de janeiro
Bolsonaro também foi incluído no inquérito que apura os atos golpistas de 8 de janeiro, quando seus apoiadores invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Na avaliação de investigadores, uma postagem feita em 11 de janeiro pelo ex-presidente o associa aos atos golpistas. Na ocasião, Bolsonaro compartilhou um post que, sem provas, colocava em dúvida o sistema eleitoral, e a mensagem foi avaliada como um sinal de que Bolsonaro pode ter estimulado os atos de invasão dos prédios. Em depoimento em 27 de abril, Bolsonaro disse que compartilhou o vídeo sem querer. Alegou que queria apenas salvá-lo para visualizar depois.
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Inquérito administrativo por lançar dúvidas sobre urnas eletrônicas em live
A investigação foi aberta em agosto de 2021 no TSE após uma série de ataques sem provas de Bolsonaro às urnas eletrônicas. Depois, foi incluído no inquérito da ofensiva do ex-presidente sobre a Justiça Eleitoral antes do 7 de Setembro e no próprio dia, quando houve atos contra ministros do STF em Brasília e em São Paulo. A intenção era verificar se ficou configurada propaganda política antecipada. Outro foco é o uso de recursos públicos nas motociatas realizadas por Bolsonaro, que podem configurar atos antecipados de campanha eleitoral.
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Ações na Justiça Eleitoral por atos em campanha
Foram abertas no TSE 16 ações sobre a conduta de Jair Bolsonaro e aliados ao lançarem dúvidas sobre o resultado das eleições e ao, supostamente, serem concedidos benefícios sociais de forma ilegal durante a campanha. A apuração cita suposta prática de uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder político. A investigação se refere a condutas antes, durante e depois do processo eleitoral para emitir aos eleitores o sentimento de insegurança e descrença no sistema e, por consequência, atentando contra a existência do próprio Estado Democrático de Direito.
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Investigação sobre joias milionárias sauditas
O inquérito da PF apura se o ex-presidente cometeu o crime de peculato – apropriação de dinheiro ou bem público do qual se tem posse – ao tentar ficar com um conjunto de joias recebido do governo da Arábia Saudita, avaliado em R$ 16 milhões e que foi retido pela Receita Federal em outubro de 2021.
Além desse pacote, Bolsonaro recebeu outros dois com joias presenteadas pelo governo saudita, em 2019 e 2021. Os dois não tiveram a entrada no país barrada pela Receita Federal e foram armazenados como itens do acervo pessoal de Bolsonaro, em vez de integrar o acervo da União. Após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), os pacotes foram entregues pela defesa de Bolsonaro à Caixa Econômica Federal.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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