Política
Bolsonaro no STF: os pontos fortes e fracos do depoimento – e o que dividiu a opinião de criminalistas
Ex-presidente foi questionado na Primeira Turma sobre trama golpista e falas com ataques a autoridades e às eleições. Advogados consultados pelo g1 veem pontos que reforçam e que enfraquecem a defesa do político. Bolsonaro ouve questionamentos de Moraes
Fellipe Sampaio/STF
O depoimento que o ex-presidente Jair Bolsonaro prestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (10) teve pontos que podem ser positivos e negativos para sua própria defesa – segundo a avaliação de advogados criminalistas ouvidos pelo g1.
Bolsonaro é réu no STF sob acusação de ter liderado uma organização criminosa que tentou romper a ordem democrática após a derrota nas eleições de 2022.
O g1 ouviu os advogados criminalistas Pierpaolo Bottini e Juliana Tempestini – que não atuam na defesa de Bolsonaro ou dos outros réus desse inquérito.
Ambos apontaram, como “pontos favoráveis à defesa”, o fato de Bolsonaro ter negado a intenção de dar um golpe de Estado e o tom moderado que o ex-presidente adotou, em contraposição a seus habituais arroubos.
Um ponto visto como negativo foi a contradição entre as falas de Bolsonaro e de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, sobre alterações na minuta de um decreto golpista que previa a prisão do ministro Alexandre de Moraes e a decretação de estado de exceção.
Bottini e Juliana não concordaram em todos os pontos da análise.
Eles têm pontos de vistas distintos, por exemplo, sobre Bolsonaro ter confirmado participação em reuniões com comandantes das Forças Armadas, já depois das eleições de 2022, para discutir “hipóteses constitucionais” – o que ficou conhecido, na verdade, como “minuta golpista”.
Bolsonaro admite ter buscado alternativas ao resultado eleitoral
Reuniões com militares
Bolsonaro disse no depoimento a Moraes, relator da ação penal, que fez reuniões com a cúpula militar no final de 2022 depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um pedido de seu partido, o PL, para anular votos do segundo turno da eleição presidencial.
Na ocasião, o TSE aplicou uma multa ao PL no valor de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé, já que o partido não apresentou nenhuma prova confiável de problemas nas urnas eletrônicas.
“Essas reuniões [com militares] que ocorreram foram em grande parte em função da decisão do TSE. Quando nós peticiamos ao TSE sobre possíveis vulnerabilidades [das urnas], no dia seguinte não foi acolhido, não se discute nada mais além disso, e nos surpreendeu uma multa de R$ 22 milhões. Essa multa nos abalou e, no nosso entendimento, se viéssemos a recorrer, a multa poderia ser agravada e outras coisas mais poderiam acontecer. Então, nós decidimos, pelo TSE, encerrar qualquer discussão sobre o resultado das eleições”, relatou Bolsonaro.
“Conforme falou o general Freire Gomes [comandante do Exército à época], talvez tenha sido nessa reunião [de 7/12/2022], nós estudamos possibilidades outras dentro da Constituição, ou seja, jamais saindo das quatro linhas […] Em poucas reuniões abandonamos qualquer possibilidade de uma ação constitucional. Abandonamos e enfrentamos aí o ocaso do nosso governo”, completou o ex-presidente.
Bolsonaro admite ter discutido com comandantes militares possibilidades na Constituição para contestar eleição
A Constituição prevê a decretação de estado de sítio ou de defesa em situações extremamente excepcionais, como momentos de grande caos social. O inconformismo com o resultado da eleição não é uma das hipóteses previstas na Constituição.
O criminalista Pierpaolo Bottini afirma que, em seu entendimento, não ficou claro que Bolsonaro discutiu a possibilidade de decretar estado de sítio ou estado de defesa para contestar o resultado eleitoral. No entanto, se isso se confirmar, é um ponto negativo para a defesa.
“O teor do depoimento não é muito claro nesse aspecto. Tudo vai depender da interpretação que será dada pelos ministros do Supremo à luz das demais provas dos autos. Se entenderem que a discussão sobre as medidas constitucionais teve como causa a negativa do TSE de acolher a impugnação às urnas, há um forte indício de que a intenção dos envolvidos era de buscar meios de romper com a ordem democrática”, diz Bottini.
Diferentemente dele, a criminalista Juliana Tempestini entende que o ex-presidente admitiu ter discutido com os comandantes militares medidas para contestar o resultado da eleição. Para ela, entretanto, a discussão dessas medidas não demonstra a intenção de dar um golpe.
“Ele admitiu que eles fizeram essas reuniões e que uma das pautas era procurar alternativas constitucionais para, talvez, frear aquela evolução das eleições. Na minha visão, ele tentou conversar com assessores, com os ministros, para agir ‘dentro das quatro linhas da Constituição’, talvez trazendo um estado de sítio ou um estado de defesa, o que era uma discussão jurídica. Depois eles entenderam não ser cabível essa opção”, diz Juliana.
“Como eu sou criminalista, sou legalista. Depende muito da interpretação. Na minha opinião, se um instrumento jurídico é previsto pela Constituição e se ele foi utilizado no passado de forma muito ruim, isso não significa que a norma seja ilegal ou que qualquer conversa sobre isso, uma consulta jurídica, significa uma tentativa de golpe”, avalia.
Intenção de cometer crime
Na visão de Juliana, “um ponto favorável à defesa é que Bolsonaro mostrou uma negativa consistente da intenção, ou seja, uma ausência de intenção golpista”.
“Ele disse que jamais desejou ou planejou um golpe de Estado. Nesses crimes que foram imputados a ele, a intenção é extremamente necessária, porque são crimes de dolo específico, ou seja, que o réu queria aquela finalidade. Mesmo que a tentativa de golpe já seja punível — isto é, não necessita a execução [do golpe] —, é necessário o dolo específico”, afirma.
Bottini também destaca que Bolsonaro enfatizou que nunca teve a intenção de romper com a democracia.
“Ele disse que criticava as urnas, que fez aquelas reuniões [com militares] — que ele não desmente, até porque não dá para desmentir, porque estão provadas —, mas disse que nunca teve a intenção de romper com a ordem democrática e que, se alguém fez isso, ele não aderiu. Então, basicamente, foi essa linha que ele seguiu no interrogatório e acho que é a linha que ele poderia seguir. Foi um depoimento dentro do esperado”, analisa o advogado.
Bolsonaro: ‘Tivemos que entubar o resultado das eleições’
O peso de cada depoimento
Bottini explica que o interrogatório é “um ato de defesa, a primeira e única oportunidade que o réu tem de olhar no olho do juiz e contar pessoalmente sua versão dos fatos”.
“O interrogatório do réu é um ato que compete apenas a ele. É por isso que o ministro não ficou rebatendo o que ele falava”, acrescenta Juliana.
De acordo com Bottini, no Brasil existe uma particularidade, que é o direito à não autoincriminação. Um acusado tem o direito de não produzir provas contra si mesmo, o que lhe permite, inclusive, mentir.
“Por conta disso, o réu não presta juramento, não responde por falso testemunho. Significa que ele pode ficar em silêncio ou pode não dizer a verdade. Isso faz com que esse ato seja importante no processo, mas, justamente por não ter essa obrigação, ele tenha um valor um pouco menor, por exemplo, do que o depoimento de uma testemunha”, diz Bottini.
Assim, na hora de analisar os elementos de um processo, os juízes tendem a dar mais peso ao depoimento de uma testemunha, que falou sob juramento de dizer a verdade, do que à versão de um réu.
No caso concreto, por exemplo, os depoimentos dos ex-comandantes da Aeronáutica e do Exército, que relataram que as medidas discutidas nas reuniões resultariam no impedimento da posse de Lula em janeiro de 2023, poderão ter um peso maior do que as declarações de Bolsonaro.
Quais são os próximos passos do julgamento do golpe
Contradição sobre a minuta do golpe
Os depoimentos de Bolsonaro e de Mauro Cid, que fechou acordo de delação premiada em troca de ter uma pena mais branda, tiveram uma contradição sobre alterações na minuta do de um documento que previa anular o resultado da eleição.
Cid afirmou ao STF que Bolsonaro “enxugou” a minuta, retirando a previsão de prender membros do Congresso Nacional e deixando apenas a ordem de prender Moraes.
Bolsonaro, por sua vez, negou o enxugamento. Afirmou ainda que a investigação da Polícia Federal só encontrou a parte inicial da minuta — os “considerandos”, que listavam supostas interferências ilegais do Judiciário em seu governo — e que nunca assinou o documento.
No curso da investigação, a PF também apreendeu uma mensagem de áudio que Cid enviou a Freire Gomes, então comandante do Exército, em 9 de dezembro de 2022, dois dias após a reunião realizada no Palácio da Alvorada.
Nesse áudio, Cid disse, segundo a transcrição feita pela PF:
“Bom dia general! Sei que o momento não é apropriado, mas só para atualizar o senhor… O presidente vem sendo pressionado, aí, por vários atores a tomar uma medida, mais, mais radical, né? Mas ele ainda tá naquela linha do que foi discutido, que foi conversado com os Comandantes, né, com o ministro da Defesa. Ele entende as consequências do que pode acontecer. Hoje ele mexeu naquele decreto, né. Ele reduziu bastante. Fez algo mais direto e curto, e limitado, né”.
Acerca da contradição entre os depoimentos, Bottini explica que, como Cid é delator, “o valor probatório do depoimento dele é nenhum”.
“O colaborador premiado é um meio de obtenção de prova, ele não é prova. Então, o que o Cid fala não tem valor. Já o que o réu fala tem valor. Mas é um valor que tem que ser pesado devido à não obrigação de dizer a verdade. Um documento, uma mensagem no celular, ao tempo dos fatos, tem um peso maior [que o depoimento do réu]”, afirma o criminalista.
“Claro que toda prova precisa ser interpretada. Cid diz [no áudio de 2022] que o Bolsonaro estaria analisando um documento. Ele não fala do conteúdo daquele documento”, pondera Bottini. “Mas é uma prova relevante, sem dúvida.”
Juliana aponta que, “se realmente tiver esses elementos materiais, não só a palavra [do delator], mas um e-mail, arquivo, mensagem, que fragilize a versão de Bolsonaro, então essa contradição pode ser um ponto desfavorável à narrativa que ele apresentou no interrogatório”.
Bolsonaro contradiz Cid e nega ter alterado minuta golpista
Moderação do discurso
A postura do ex-presidente durante o interrogatório foi considerada positiva para sua defesa, na análise dos dois criminalistas.
“Ele não confrontou o tribunal, não transformou o depoimento num palanque. E eu acho que foi importante para ele. Porque ele depende do tribunal não só para decidir o mérito do caso, mas, caso ele seja condenado, para decidir o regime de pena, para decidir sobre um eventual pedido de prisão domiciliar”, diz Bottini.
Para Juliana, mais do que uma moderação no tom, Bolsonaro demonstrou arrependimento em alguns trechos de sua fala, o que pode contar a seu favor no julgamento.
“O que eu acho é que ele demonstrou ali um arrependimento da forma como ele se comportava perante os ministros. Ele confessou que não possuía prova de fraude das urnas eletrônicas, por exemplo. Isso pode ser até uma estratégia de moderação política. Nesse interrogatório ele se mostrou muito mais humilde e arrependido de muitas coisas que falou”, avalia.
‘Gostaria de convidá-lo a ser meu vice em 2026’, diz Bolsonaro a Moraes, que declina
Passados os interrogatórios dos réus, a ação penal entra na fase em que tanto defesa quanto acusação podem pedir ao ministro relator diligências complementares.
“Se eventualmente alguma pessoa foi citada, algum fato novo apareceu durante o processo, podem pedir uma diligência para juntar um documento ou para ouvir uma pessoa a mais. Terminada essa fase, abre para a acusação, o delator e as defesas apresentarem alegações finais. Depois, é marcada a sessão de julgamento”, explica Bottini.
Devido à celeridade do processo, a expectativa é que o julgamento final – que vai dizer se Bolsonaro e os outros sete réus são culpados ou inocentes – aconteça ainda neste ano.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


