Economia
Brasil cria 180 mil empregos formais em abril, com queda de 12,4% frente ao mesmo mês do ano passado
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado do ano, foram criadas 705,7 mil de vagas formais de emprego, também com queda frente ao mesmo período de 2022. O Brasil gerou 180 mil empregos com carteira assinada em abril deste ano, informou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Trabalho e Emprego.
O dado consta do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e representa o saldo líquido (contratações menos demissões) da geração de empregos formais.
Ao todo, segundo o governo federal, foram registrados em abril:
1,865 milhão de contratações;
1,685 milhão de demissões.
O resultado representa queda em relação a abril do ano passado, quando foram criados 205,49 mil empregos formais. O recuo foi de 12,4% nesta comparação.
Em abril de 2020, durante a pior fase da pandemia, foram fechados 981,69 mil postos de trabalho e, no mesmo mês de 2021, foram abertas 89,84 mil vagas formais.
A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo anterior mudou a metodologia.
Parcial do ano
De acordo com o Ministério do Trabalho, 705,7 mil de vagas formais de emprego foram criadas no país nos quatro primeiros meses deste ano.
O número representa recuo de 14,5% na comparação com o mesmo período de 2022, quando foram criadas 825,49 mil vagas.
Ao final de abril de 2023, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 43,15 milhões de empregos com carteira assinada.
O resultado representa aumento na comparação com março deste ano (42,97 milhões) e com abril de 2022 (41,24 milhões).
Setores
Os números do Caged de abril de 2023 mostram que foram criados empregos formais em todos os setores da economia.
Regiões do país
Os dados também revelam que foram abertas vagas em todas regiões do país no mês passado.
Salário médio de admissão
O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.015,58 em abril deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a março desse ano (R$ 1.971,11).
Na comparação com abril de 2022, também houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 1.980,61.
Caged x Pnad
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto é, não incluem os informais.
Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).
Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (31) mostram que a taxa de desemprego no Brasil foi de 8,5% no trimestre móvel terminado abril. Essa é a menor taxa para um trimestre encerrado em abril desde 2015, quando ficou em 8,1%.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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