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Economia

Brasil lidera em número de milionários na América Latina, mas é o país mais desigual; veja ranking

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Índice de desigualdade brasileiro foi o pior entre 56 nações, ao lado da Rússia, mostra o Relatório Global de Riqueza 2025, do banco suíço UBS. Mais de mil pessoas ficaram milionárias por dia nos EUA em 2024
O Brasil é o país com maior número de milionários (em dólares) da América Latina, com cerca de 433 mil pessoas. Por outro lado, é também o mais desigual, mostra o Relatório Global de Riqueza 2025, do banco suíço UBS, divulgado nesta semana. O documento analisa a dinâmica da riqueza em 56 nações.
O Índice de Gini, utilizado para medir a desigualdade, foi de 0,82 no Brasil em 2024, segundo o estudo, empatando com a Rússia no pior resultado. A Eslováquia, país com menor desigualdade no ranking, registrou um coeficiente de 0,38, segundo o levantamento.
🔎O Índice de Gini é uma forma de medir se a distribuição de renda de uma região é justa ou desigual. Nessa medida, quanto mais próximo de 1 for o índice, maior é a desigualdade na região avaliada. Da mesma forma, quanto mais próximo de 0 for o índice, mais justa é a região.
Veja os 10 países mais desiguais, de acordo com o relatório:
Brasil: 0,82
Rússia: 0,82
África do Sul: 0,81
Emirados Árabes Unidos: 0,81
Arábia Saudita: 0,78
Suécia: 0,75
Estados Unidos: 0,74
Índia: 0,74
Turquia: 0,73
México: 0,72

🔎 O índice brasileiro no relatório do UBS é diferente do divulgado pelo IBGE no mês passado. Segundo o instituto, o Gini do rendimento domiciliar per capita caiu para 0,506 em 2024 — o menor da série histórica. No entanto, o relatório do banco suíço considera não apenas a renda, mas todo o patrimônio de uma pessoa.
Ranking de milionários
O estudo analisou 56 países que, juntos, representam mais de 92% da riqueza global. Ao final de 2024, os EUA somavam cerca de 23,8 milhões de milionários — o maior contingente do mundo, superando com folga os números da Europa Ocidental e da Grande China somados.
Na América Latina, o Brasil lidera o ranking, com aproximadamente 433 mil milionários em dólares, seguido pelo México, com 399 mil. Entre todos os países analisados, o Brasil ocupa a 19ª posição.
💵 Atualmente, US$ 1 milhão equivale a cerca de R$ 5,5 milhões, considerando a cotação do dólar a R$ 5,50.
Veja abaixo o ranking dos 25 países com mais milionários no mundo.
Estados Unidos: 23,831 milhões
China continental: 6,327 milhões
França: 2,897 milhões
Japão: 2,732 milhões
Alemanha: 2,675 milhões
Reino Unido: 2,624 milhões
Canadá: 2,098 milhões
Austrália: 1,904 milhões
Itália: 1,344 milhões
Coreia do Sul: 1,301 milhões
Países Baixos: 1,267 milhões
Espanha: 1,202 milhões
Suíça: 1,119 milhões
Índia: 917 mil
Taiwan: 759 mil
Hong Kong (RAE): 647 mil
Bélgica: 549 mil
Suécia: 490 mil
Brasil: 433 mil
Rússia: 426 mil
México: 399 mil
Dinamarca: 376 mil
Noruega: 348 mil
Arábia Saudita: 339 mil
Singapura: 331 mil
O Brasil no relatório da riqueza
Arte/g1
Riqueza global volta a crescer
De acordo com o relatório do UBS, a riqueza global também voltou a crescer, dando continuidade à recuperação iniciada em 2023, após a queda registrada em 2022. Em 2024, a alta foi de 4,6%, levemente acima do crescimento de 4,2% observado no ano anterior.
O avanço, no entanto, foi desigual entre as regiões analisadas. As Américas — especialmente a América do Norte — concentraram a maior parte do crescimento, com uma expansão superior a 11%, impulsionada pela estabilidade do dólar e pelo bom desempenho dos mercados financeiros.
Além disso, ter um grande número de milionários não significa, necessariamente, que a população de um país seja rica. No caso do Brasil, a desigualdade de riqueza é um dos pontos que mais chama atenção no relatório, conforme os dados já observados nesta reportagem.
Para o levantamento, os autores consideraram como “riqueza” o valor de todos os bens financeiros (como dinheiro e investimentos) e bens reais (como imóveis e veículos), descontadas as dívidas. Isso significa que a casa própria, por exemplo, é incluída no cálculo.
Notas de dólar.
Murad Sezer/ Reuters

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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