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Economia

Brasil tem mais de 1 milhão de motos fabricadas no 1º semestre, melhor número em 12 anos

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Levantamento da Abraciclo mostra que os emplacamentos também superaram 1 milhão, o segundo maior da história do setor. Honda Transalp 750
Divulgação | Honda
A produção de motocicletas em Manaus (AM) superou 1 milhão de unidades no primeiro semestre de 2024, alcançando o melhor momento para o setor nos últimos 12 anos. O balanço foi feito pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo).
Foram fabricadas 1.015.201 de unidades no Polo Industrial de Manaus nos seis primeiros meses deste ano. Trata-se de um aumento de 14,4% em comparação com o número mesmo período de 2023.
A região concentra 96% de toda a produção do país. E a alta é tão expressiva que bate a marca alcançada pela última vez em 2012.
“A indústria de duas rodas de Manaus segue cumprindo seus planos de produção, por isso os números positivos nesses primeiros sete meses do ano. Porém, a expectativa de estiagem na região amazônica para os próximos meses do ano exige atenção” destaca Marcos Bento, presidente da Abraciclo.
Para os próximos meses, o ritmo deve se reduzir, e o executivo garante que as companhias na região estão preparadas.
“Todas as fabricantes desenvolveram planos de contingência para cumprir o planejamento dos volumes de produção e seguir com o abastecimento do mercado”, complementa.
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Vendas de motos foram as maiores dos últimos 16 anos
Os números de emplacamentos foram ligeiramente superiores aos de fabricação. A Abraciclo informou que 1.090.088 unidades foram emplacadas no primeiro semestre, uma alta de 20,7% na comparação com o mesmo semestre do passado.
A associação aponta que este foi o melhor semestre em emplacamentos desde 2008, sendo o segundo maior desempenho da história do segmento.
A categoria de moto mais emplacada do Brasil foi a street (48,8%), representada por nomes famosos como as Honda CG e CB, e a Yamaha Factor e Fazer. Depois, aparecem as motos Trail (18%), com modelos com as Honda NXR e XRE, além da Yamaha XTZ e a Shineray XY.
A Abraciclo não divulga quais modelos foram mais vendidos, mas a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou sua contagem no mês passado.
A Fenabrave contabilizou 932.940 unidades emplacadas entre janeiro e junho, um aumento de 19,7%.
Veja a lista das mais vendidas abaixo.
Honda CG 160: 224.381 unidades;
Honda Biz: 152.059 unidades;
Honda Pop 110i: 79.647 unidades;
Honda NXR 160: 79.589 unidades;
Honda PCX 160: 30.558 unidades;
Honda CB 300F: 28.052 unidades;
Yamaha YBR 150: 25.715 unidades;
Mottu Sport 110i: 24.438 unidades;
Yamaha Fazer 250: 24.112 unidades;
Honda XRE 300: 23.784 unidades.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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