Economia
BYD pede que fornecedores reduzam preços à medida que guerra de preços no setor se intensifica
A BYD tem promovido descontos nos carros vendidos na China desde o ano passado, quando começou a guerra de custos com a americana Tesla. BYD Song Premium
divulgação/BYD
A BYD está pedindo a seus fornecedores que reduzam seus preços, em um sinal de que uma brutal guerra de preços na China, maior mercado automotivo do mundo, está prestes a se intensificar.
Citando um e-mail vazado da BYD, datado de 26 de novembro, a agência de notícias chinesa thepaper.cn informou na última quarta-feira (27) que a montadora de veículos elétricos pediu a um fornecedor não identificado que reduzisse seus preços em 10% a partir de 1º de janeiro.
A Reuters não conseguiu verificar o e-mail, cujas capturas de tela foram amplamente compartilhadas nas redes sociais. A BYD não respondeu a um pedido de comentário.
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No entanto, um executivo da BYD disse na última quarta-feira (27), em sua conta na rede social Weibo, que a montadora chinesa estabelece metas de redução de preços para os fornecedores ao fazer compras em grande escala. Essas metas são negociáveis e não obrigatórias, acrescentou ele.
“As negociações anuais de preços com os fornecedores são uma prática comum na indústria automotiva”, disse o gerente geral do Departamento de Marca e Relações Públicas da BYD, Li Yunfei, em sua publicação. Ele não se referiu ao e-mail vazado.
A BYD tem promovido vários descontos nos preços de seus veículos desde que a guerra com a Tesla iniciou no ano passado. Essa postura agressiva a ajudou a desbancar sua rival norte-americana como a maior vendedora de veículos elétricos do mundo, embora a maioria dos carros da BYD seja vendida na China.
A BYD liderou as classificações de vendas de automóveis da China, com uma participação de 15,8% do mercado geral nos primeiros nove meses. No ano passado, a montadora ficou atrás apenas das vendas combinadas das duas joint ventures da Volkswagen na China.
Já no Brasil, a BYD ocupa a décima posição na lista de carros mais vendidos entre janeiro e outubro de 2024, logo atrás das tradicionais japonesas Nissan e Honda. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e abrangem todos os veículos, sejam eles eletrificados ou não.
Considerando apenas o mercado de elétricos e híbridos, a BYD lidera o Brasil com 42,4% das vendas de carros novos no mesmo período. Em segundo lugar está a GWM, com 16,9%.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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