Economia
Caderneta de poupança tem retirada de R$ 45 bilhões no 1º trimestre
Informações foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco Central. Evasão de recursos da poupança acontece em cenário de inflação e endividamento altos. Juro básico da economia também elevado é outro fator que influencia atratividade da poupança. Aplicação tem perdido atratividade em cenário de juros altos
Fábio Tito/G1
As retiradas de recursos das cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 45,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, informou nesta segunda-feira (7) o Banco Central.
De acordo com a instituição, nos três primeiros meses deste ano:
os depósitos somaram R$ 998,51 bilhões;
as retiradas totalizaram R$ 1,04 trilhão.
Essa foi a maior saída de valores da poupança, no primeiro trimestre, desde 2023 — quando R$ 51,2 bilhões deixaram a modalidade de investimentos.
No mesmo período do ano passado, a retirada somou R$ 22,6 bilhões.
Veja a evasão de recursos da poupança mês a mês neste ano:
janeiro: R$ 26,22 bilhões;
fevereiro: R$ 8 bilhões;
março: R$ 11,45 bilhões.
Cenário da economia
A retirada de recursos da caderneta de poupança acontece em um cenário de inflação e de endividamento ainda altos, ao mesmo em que a taxa básica de juros está em nível semelhante a 2015/2016, na gestão da então presidente Dilma Rousseff.
Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 1,31% em fevereiro. Foi o maior patamar para fevereiro desde 2003, há 22 anos. Em doze meses, a inflação registrou avanço de 5,06%.
De acordo com o Banco Central, houve um aumento significativo no preço médio dos alimentos nos últimos meses, devido à estiagem e à elevação de preços de carnes. Segundo o banco, o aumento tende a se propagar para os próximos meses.
Indicadores também mostram que o endividamento da população segue elevado. Segundo o BC, ele somou 48,3% da renda acumulada nos doze meses até dezembro do ano passado.
Juro alto reduz atratividade da poupança
A alta taxa de juro básica da economia brasileira, a Selic, também ajuda a reduzir a atratividade da caderneta de poupança. Atualmente, para tentar conter a inflação, a Selic está em 14,25% ao ano, o maior juro real do planeta.
Pelas regras da poupança, a aplicação segue com rendimento limitado. Isso ocorre porque, com as regras vigentes, quando a taxa Selic ultrapassa o patamar de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês, mais a variação da taxa referencial (TR, que é calculada pela média ponderada dos títulos públicos prefixados).
De acordo com analistas ouvidos pelo g1, o retorno da poupança tem perdido para outras aplicações em renda fixa. Eles apontaram que investimentos no Tesouro Direto, em CDBs e também CDIs têm registrado melhor desempenho em um cenário de alta dos juros básicos da economia, e que a renda fixa deve continuar atrativa em 2025.
Nesta segunda, os mercados financeiros globais vivem mais um dia de grande aversão aos riscos com as bolsas de valores registrando quedas acentuadas por conta da forte retaliação às tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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