Política
Caiado busca representar quem ‘já tem representante’, diz Eduardo Leite sobre candidatura à Presidência pelo PSD
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), durante filiação ao PSD, ao lado do presidente da sigla, Gilberto Kassab.
Divulgação/PSD
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, comentou nesta quinta-feira (26) sobre a reunião que teve com presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, acerca da candidatura do PSD à presidência da República nas eleições deste ano.
“A conversa que tive com o presidente Kassab ontem (quarta-feira, 25) me deixa muito animado com a perspectiva de poder ser esse candidato. O jogo está em aberto”, declarou Leite em entrevista coletiva.
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Após a desistência de Ratinho Junior, que informou que irá concluir seu mandato à frente do governo do Paraná, o PSD conta com duas pré-candidaturas. Além de Leite, disputa a preferência do comando nacional da sigla o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
“Destaquei ao presidente Kassab, com todo o respeito que o governador Caiado merece, mas aquilo que ele (Caiado) procura representar já tem representante. Essa eleição precisa ter uma candidatura ao centro. E eu quero muito, vivamente, ser o líder desse projeto para mostrar ao Brasil e aos brasileiros que tem um caminho que é firme contra o crime, mas é sensível com as pessoas que mais precisam. Que trabalha para reduzir o custo da máquina pública, mas que faz isso tudo sem ofender ninguém, construindo com tolerância e respeito”, salientou o gaúcho.
No dia anterior ao encontro com Kassab, Leite havia anunciado que só deixará o governo do Rio Grande do Sul para se candidatar ao Palácio do Planalto. A decisão descarta a possiblidade de uma candidatura ao Senado, antes considerada uma alternativa viável por aliados próximos.
Antes de se encontrar com Leite, o dirigente do PSD nacional recebeu Caiado em São Paulo. Após dialogar com os dois pré-candidatos, deixou a palavra final para a próxima terça-feira (31). “Vamos nos próximos dias certamente ter muitas interações internas. O presidente Kassab vai conversar com lideranças para entender o sentimento do partido e, assim, tomar a decisão na próxima terça-feira”, disse ainda o governador gaúcho.
Eduardo Leite reafirma pré-candidatura à Presidência após desistência de Ratinho Junior
Ratinho Junior desiste de pré-candidatura à Presidência
Candidatura de Caiado ganha força no PSD com desistência de Ratinho Junior
Ratinho era o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas
Após desistência de Ratinho Junior, Kassab diz que partido segue firme em apresentar ‘melhor via’ para disputa à Presidência
Após desistência de Ratinho, Leite reitera pré-candidatura.
Ronaldo Caiado, governador de Goiás, Ratinho Junior, governador do Paraná, e Eduardo Leite, governador do RS
LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
Com Ratinho Junior fora da corrida pelo Palácio do Planalto, Leite divulgou um vídeo reiterando suas intenções eleitorais horas após o anúncio da desistência de seu correligionário.
“De minha parte, reafirmo aqui minha disposição de liderar este projeto de um centro democrático que ofereça aos brasileiros um novo caminho de união, esperança e futuro. O PSD pode ganhar estas eleições, e estou pronto e com muito energia para estar à frente desta alternativa diferente e fora da polarização. Tenho certeza que seremos muito ajudados nessa missão pelo governador Ratinho Jr”, afirmou na ocasião.
Ratinho Junior era o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas. Na Quaest mais recente, de março, aparecia com 7% das intenções de voto nos cenários de primeiro turno, contra 4% de Ronaldo Caiado e 3% de Eduardo Leite.
Ratinho, Leite e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, eram os três nomes cotados para concorrer a presidente da República pelo PSD. Agora, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, deverá escolher entre o gaúcho e o goiano para representar uma candidatura da chamada ‘terceira via’ no Brasil.
Em vídeo publicado já na noite desta segunda-feira, Leite afirmou que seu partido tem capacidade de vencer as eleições. “Tenho certeza que é uma eleição possível e o PSD tem essa responsabilidade com o país. Nos próximos dias, ele vai tomar essa decisão e eu estou aqui firme para poder liderar este projeto que ajuda a despolarizar o Brasil”, declarou.
Após a desistência de Ratinho, Kassab divulgou nota reiterando que o PSD terá candidato a presidente. “O PSD se mantém firme em sua decisão de apresentar aos brasileiros uma candidatura a presidente da República, que com certeza será a ‘melhor via’, contrapondo-se a essa polarização de propostas radicais que em nada contribuem para o que o Brasil precisa”, diz o texto.
Ele ainda tece elogios a Leite e Caiado e mantém o prazo que havia sido definido para a tomada de decisão, que deve ocorrer até o final do mês. “Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são governadores muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas. Ambos têm apresentado seus projetos para o Brasil, que nortearão o plano de governo do candidato do PSD. A escolha, como afirmado anteriormente, deve ocorrer até o fim deste mês de março”, afirma a nota assinada pelo presidente nacional da sigla.
Leite ainda fez declarações elogiosas a Ratinho e afirmou que respeita sua decisão. “Recebi com respeito e admiração a manifestação do governador Ratinho Jr. sobre sua decisão de permanecer como governador até o final do seu mandato, abrindo mão de disputar a presidência neste ano. Um dos melhores governadores do país, sabe melhor do que nenhum de nós as razões que o levam a esta decisão, e nos cabe apoiá-lo e desejar que tenha ainda mais sucesso daqui pra frente”, escreveu em suas redes sociais.
Há menos de 20 dias, Leite lançou um manifesto ao país oficializando sua pré-candidatura e reiterando em carta seu desejo de se candidatar à Presidência. Na ocasião, afirmou que “o Brasil tem um problema de direção”.
Dias antes, declarou ao g1 que teria um “diferencial” para “liderar um projeto de despolarização” na medida em que “não abraçou, nas eleições 2022, nem Lula (PT) nem Bolsonaro (PL)”.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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