Economia
Caixa quer usar recursos do Pré-Sal para financiar crédito imobiliário
Segundo executiva, banco está na fase final das negociações para que o Fundo Social aporte aproximadamente R$ 15 bilhões até 2030. Agência da Caixa Econômica Federal.
Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal está em negociações para direcionar mais recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a habitação, afirmou a vice-presidente de habitação do banco, Inês Magalhães, nesta quarta-feira (28).
Segundo a executiva, a ideia é que o uso dos recursos siga o mesmo feito pelo governo em março deste ano, quando remanejou R$ 15 bilhões do fundo para o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). (Entenda mais abaixo)
“Tivemos no último período uma negociação para que o fundo do Pré-Sal pudesse trazer um pouco de dinheiro… Nós estamos com a negociação mais ou menos até 2030, pelo menos, de que ele venha a aportar mais ou menos o que ele aportou nesse ano”, disse Magalhães, em evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em São Paulo.
O painel em que Magalhães se apresentou comentava sobre soluções de funding para garantir a sustentabilidade do setor imobiliário, e também contou com a participação do presidente da Abecip, Sandro Gamba, e do presidente da Abrainc, Luiz França.
“Eu brinco que esse aporte do Pré-Sal é o jet ski que pode nos ajudar a atravessar as ondas de Nazaré”, afirmou a executiva, citando a cidade do litoral de Portugal que se tornou referência de ondas gigantes.
“Não vai resolver nosso problema, evidentemente, mas ele ajuda um pouco a descompressão para esse tema”, acrescentou. Ela não deu mais detalhes sobre os planos.
Em março, o governo remanejou R$ 15 bilhões do Fundo Social para o financiamento de operações da faixa 3 do MCMV. A medida abriu espaço para a criação de uma nova faixa para o programa habitacional voltada para atender a classe média.
O Fundo Social foi instituído em dezembro de 2010 e tem a finalidade de se consolidar como fonte de recursos para o desenvolvimento social e regional a partir de um percentual dos recursos obtidos com a exploração de petróleo na região do Pré-Sal.
Minha Casa, Minha Vida: veja novas regras
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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