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Política

Cantor gospel Salomão Vieira e os candidatos a deputado Daniel Xerife e Mari Bizari participaram de ataques em Brasília

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Os três publicaram vídeos e fotos do ataque terrorista em Brasília. Daniel Miller Xerife teve 90 votos nas eleições para a Alesp e está como suplente. Mari Bizari, fotografada com uma faca em Brasília, foi derrotada com 438 votos. Bolsonaristas radicais que estavam presentes na invasão de Brasília.
Reprodução
Entre os bolsonaristas golpistas e criminosos que invadiram e depredaram, no domingo (8), o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, que saíram do estado de São Paulo, estão o cantor gospel Salomão Vieira, Mari Bizari e Daniel Miller Xerife, que se candidataram ao cargo de deputado estadual.
Salomão e Daniel estavam acampados em frente ao Círculo Militar e à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na Zona Sul da capital paulista.
Em publicações nas redes sociais, todos os citados publicavam vídeos em acampamentos com pedidos antidemocráticos.
O acampamento começou a ser desmontado na tarde de segunda (9), e nenhuma pessoa foi detida, apesar da ordem de Alexandre de Moraes prever as prisões.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta terça-feira que a desmobilização das pessoas que estavam acampadas ocorreu sem resistência e que, por isso, ninguém foi preso.
Até o fim da noite de segunda-feira (9), pelo menos 1,2 mil pessoas tinham sido presas pelos atos terroristas em Brasília. Nesta terça-feira (10), o governo do Distrito Federal divulgou uma lista com 277 nomes de pessoas presas, mas nenhum dos três citados nesta reportagem está presente.
O ataque às sedes dos Três Poderes e à democracia é sem precedentes na história do Brasil. Os terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas.
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GOLPISTAS IDENTIFICADOS: Veja nomes de invasores da Praça dos Três Poderes
Salomão Vieira
Publicação de Salomão em um avião a caminho de Brasília.
Reprodução
Salomão Vieira aparece em um vídeo que foi divulgado por influencers bolsonaristas convocando pessoas a irem até Brasília.
Ele se identifica como membro da Assembleia de Deus em São Paulo e tinha um perfil com mais de 335 mil seguidores no Instagram, mas conta foi banida.
Na mesma página, ele compartilhava fotos fazendo compras para os acampamentos e pedindo a arrecadação de dinheiro via PIX.
Publicação de Salomão.
Reprodução
Em diversos vídeos publicados nas redes sociais, Salomão afirmava que estava no acampamento de bolsonaristas golpistas instalado desde novembro de 2022 em frente ao Círculo Militar, na Zona Sul da capital paulista.
Em um dos vídeos, ele mostra uma ceia de Natal que foi realizada no local e, em outros, aparece sobrevoando o acampamento em um helicóptero.
Salomão participava do acampamento golpista em São Paulo.
Salomão transmitiu ao vivo a invasão em Brasília.
Salomão transmitiu ao vivo a invasão em Brasília.
Salomão em transmissão no Instagram da invasão nos Três Poderes.
Reprodução
Segundo a rádio CBN, Salomão foi denunciado por aplicar golpes na comercialização de passagens aéreas no ano de 2019.
Na segunda, Salomão criou uma outra conta no Instagram e postou um vídeo afirmando que não é terrorista. “Informação de que sou terrorista não procede, disse”. Apesar disso, afirmou que “estava sim na manifestação em Brasília, assim como milhões de pessoas, eu estava transmitindo ao vivo”.
Salomão alega também que não fechou “nenhuma caravana, meu celular está a disposição, não financiei nada, a única coisa que fiz foi ajudar pessoas com alimentos e doações e disponibilizei meu Instagram para isso”.
“Em todas as manifestações, não haverá uma foto ou uma imagem de mim, depredando algum bem”, afirmou.
Daniel Miller Xerife
Daniel Miller Xerife dentro do STF.
Daniel Miller Xerife, candidato a deputado estadual em São Paulo pelo Progressistas (PP), aparece em um vídeo dentro do STF gritando “o Supremo é nosso”. Ele teve 90 votos e está como suplente no cargo.
O ex-candidato também estava no acampamento golpista instalado em frente ao Círculo Militar. Segundo vídeos publicados na própria rede social de Daniel, ele estava no local desde 4 de novembro.
Daniel foi candidato a deputado estadual por SP.
Reprodução
Em publicações, Miller também alegava que as eleições tinham sido fraudadas e pedia “socorro às Forças Armadas”.
Miller no acampamento golpista em São Paulo.
Reprodução/ Rede Social
No dia 5 de novembro, Miller postou uma imagem em referência aos protestos de junho de 2013, quando manifestantes subiram no telhado do Congresso Nacional, com a mensagem “vocês já sabem o que fazer”.
Post de novembro de Daniel Miller.
Reprodução/ Instagram
Mari Bizari
Mari Bizari foi candidata a deputada estadual pelo União Brasil. Ela teve 438 votos e foi derrotada nas urnas. Bizari publicou uma foto dentro de um dos prédios dos Três Poderes com um óculos de natação e segurando uma faca.
Ela é natural de Pindorama e tem 50 anos. Bizari teve sua conta no Instagram banida.
Stories postado por Mari com uma faca durante a invasão de bolsonaristas.
Reprodução
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
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O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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