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Economia

Caso Americanas: acusações têm como base documento ‘parcial’, diz defesa de ex-diretor da companhia

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José Timótheo de Barros afirmou que o comunicado da varejista admitindo fraude por ex-diretores ‘contém inverdades e faz acusações que precisarão ser provadas’. Fachada da Lojas Americanas
Divulgação
A defesa de um ex-diretor da Americanas, apontado pela companhia como envolvido no caso de fraude contábil, afirmou nesta quarta-feira (14) que as acusações são baseadas em um “documento parcial, elaborado para perturbar as apurações”.
A Americanas divulgou fato relevante na manhã da última terça-feira (13) admitindo que houve fraude na empresa por ex-diretores. A avaliação foi baseada em um relatório de assessores jurídicos da varejista, e incluiu informações coletadas por um comitê independente que está apurando o caso.
Um dos seis acusados citados nominalmente pela Americanas, José Timótheo de Barros, ex-diretor operacional da companhia, afirmou por meio de nota que o fato relevante divulgado pela empresa “contém inverdades e faz acusações que precisarão ser provadas”.
“Baseado em documento elaborado de modo parcial para perturbar as apurações, trechos do que seria parte de relatório de investigação feita pelos advogados da empresa (não pelo comitê independente) foram mostrados de maneira leviana em comissão do Congresso Nacional”, disse a nota da defesa de Timótheo de Barros.
O texto também cita que a divulgação desses trechos na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) foi “leviana” e que foram apresentadas “meras opiniões de suspeitas” como se fossem verdades.
ROMBO CONTÁBIL DA AMERICANAS: A CRONOLOGIA DO CASO
Timótheo de Barros foi afastado pela companhia junto com outros cinco executivos de alto escalão, incluindo o ex-presidente Miguel Gutierrez, em fevereiro, e renunciou ao cargo em maio. A assessoria de Gutierrez não respondeu a pedido de comentário.
Na apresentação em que fez aos deputados na CPI, o atual presidente da Americanas, Leonardo Coelho, que chegou à empresa cerca de um mês após a revelação do rombo contábil, no início do ano, expôs documentos e comunicações internas que, em sua visão, sustentam o cometimento de fraude.
Segundo esses documentos, Timótheo de Barros é apontado, entre outros pontos, como um dos ex-diretores destinatários de um e-mail que supostamente mostra a existência de uma demonstração contábil paralela à divulgada ao mercado em 2021 pela empresa.
Esse resultado mostraria um prejuízo operacional de R$ 733 milhões no ano, ao invés do lucro divulgado oficialmente de R$ 2,9 bilhões.
A nota da assessoria de Timótheo de Barros disse que as acusações feitas “serão objeto de devida apuração pelas autoridades competentes a partir de requerimentos formais a serem feitos pela defesa”.
Coelho revelou à CPI o envolvimento, além dos antigos seis executivos de alto escalão, de mais de 30 funcionários, que foram demitidos nesta semana.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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