Economia
Caso Master: veja o que faziam os servidores afastados no Banco Central
A nova fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), em que o banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser preso, também afastou dois servidores que ocuparam cargos importantes nos últimos anos no Banco Central (BC): Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana.
Os dois, que já eram alvo de investigação interna do Banco Central, comandaram, respectivamente, a Diretoria de Fiscalização (Difis) e o Departamento de Supervisão Bancária (Desup) Eles foram afastados pelo BC em janeiro.
🔎O BC possui oito diretorias. Elas estão diretamente ligadas à presidência da instituição (veja mais abaixo). Os diretores são indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado.
Nas funções, os dois servidores afastados nesta quarta-feira (4) chegaram a assinar uma série de documentos hoje sob foco da PF por terem dado sobrevida a negócios suspeitos do Master.
A auditoria do Banco Central investigava fatos relativos ao Banco Master desde 2018, quando Daniel Vorcaro conseguiu autorização para comprar o Banco Máxima.
Entenda quais as atribuições dessas áreas chave do Banco Central.
Diretoria de Fiscalização
Como diz o nome do cargo, a Diretoria de Fiscalização (Difis) do Banco Central é a principal responsável pela supervisão das instituições autorizadas a operar no Brasil.
Essa diretoria precisa estar sempre atenta ao risco que cada instituição apresenta e à saúde do sistema financeiro como um todo.
No monitoramento feito das instituições, a chamada Difis acompanha o modelo de negócio e a solvência financeira dos bancos, ou seja, se eles têm condições de honrar obrigações, especialmente, as de longo prazo, e se estão cumprindo as normas e os regulamentos vigentes.
No desempenho dessas atribuições, cabe ao chefe da Difis, por exemplo, representar o Banco Central no Comitê de Supervisão Bancária da Basileia em assuntos relacionados à área de fiscalização.
Esse comitê é o fórum internacional para discussão e formulação de recomendações para o gerenciamento de riscos e de crises do sistema financeiro.
Departamento de Supervisão
O Departamento de Supervisão Bancária (Desup) está no guarda-chuva da Diretoria de Fiscalização do Banco Central. O Desup monitora o capital e a liquidez dos bancos e acompanha as práticas de gestão e de controle interno das instituições.
Esse é o departamento que sinaliza sobre a necessidade de medidas preventivas e o que cuida da classificação de risco das instituições. Os integrantes do Desup também supervisionam conglomerados financeiros liderados por bancos, como é o caso do Master e das instituições ligadas a ele.
INFOGRÁFICO – Organograma do Banco Central
Arte/g1
Posicionamento do BC
Em nota, o Banco Central declarou que a instituição está convicta no trabalho desenvolvido pela Polícia Federal (PF).
O Banco Central informa que identificou indícios de percepção de vantagens indevidas por dois servidores de seu quadro permanente de pessoal, durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master. De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal.
O Banco Central afirmou ainda “que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei.”
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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