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Política

Castro diz que entrega em 60 dias ao STF nova versão de plano contra mortes em ações policiais no Rio

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Governador do Rio de Janeiro se reuniu nesta quarta-feira com o ministro Edson Fachin, relator no Supremo da ação que levou à limitação das operações policiais em comunidades. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou nesta quarta-feira (1º), após encontro em Brasília com o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que entregará em até 60 dias uma nova versão do plano de redução da letalidade policial no estado.
Segundo ele, a nova versão levará em conta a determinação do ministro de que devem ser ouvidos sobre o assunto a Defensoria Pública, o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Fachin é o relator da ação que pede a limitação das operações policiais em comunidades do Rio.
Moradores vivem em meio ao medo na Vila Cruzeiro
O Supremo Tribunal Federal informou que, no encontro, Fachin “externou preocupação quanto à priorização das unidades de polícias que devem receber as câmeras para serem instaladas nos uniformes das polícias”. A jornalistas, o governador informou que deve relatar ao Supremo o cronograma de implantação das câmeras nos uniformes dos policiais, iniciado no começo da semana.
De acordo com o Supremo, o ministro informou ao governador “ter recebido notícias de que defensores de direitos humanos estariam recebendo ameaças”. Segundo o STF, Fachin solicitou “providências” a fim de que seja assegurado o direito das entidades “de promover e lutar pela proteção e realização dos direitos humanos e das liberdades fundamentais”.
Questionado por jornalistas após a reunião sobre as mortes nas comunidades do Jacarezinho (em maio do ano passado) e da Vila Cruzeiro (na semana passada), o governador rechaçou o uso da palavra “chacina”, usada por um repórter para se referir ao caso.
“Não houve chacina alguma. O que houve foi uma operação em que a polícia entra às quatro e pouca da manhã e tem um bonde fortemente armado saindo. Eles tentaram fazer chacina com a polícia. Foi o inverso. Não há chacina nenhuma ali. A polícia cumpriu o papel dela. Tanto que eram três forças policiais diferentes. Achar que eles ficaram no cafezinho antes combinando chacina é no mínimo desrespeitar as forças policiais”, afirmou Castro.
Castro defende operação na Vila Cruzeiro
Ao defender a operação policial, Castro disse que não celebrou as mortes e que quem faz chacina é “quem aponta arma para a polícia” e “quem mata policial”.
“Infelizmente tem horas que o efeito colateral da operação é esse. A gente não celebra esse tipo de morte, nem nada, mas também a polícia está fazendo o trabalho dela. E nós não deixaremos que a bandidagem tome conta do Rio de Janeiro”, declarou.
Ele também foi questionado sobre a reação do Supremo às declarações do secretário de Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Marinho Pires, que atribuiu uma suposta migração de criminosos de outros estados para o Rio à decisão da Corte de limitar as incursões policiais em favelas. O presidente do STF, Luiz Fux, disse que a polícia do Rio é que “deve satisfações”.
O governador afirmou que esteve com Fux na semana passada e conversou individualmente com vários ministros. Disse que se trata de “questão totalmente superada”.
“No Rio a gente acredita que decisão judicial se cumpre, e o local de discordar dela é dentro do processo. Então, a gente tem tido uma relação de muito respeito, tanto com o ministro quanto com a Corte. Até porque essas discussões são muito sensíveis e acalorá-las mais ainda com uma pretensa, uma possível briga institucional, não ajuda em nada a questão, nem da violência e muito menos das soluções que a gente tem que ter para essa violência”, argumentou.
Ele afirmou que os secretários do Rio estão orientados a não criar “discussão institucional”. “O que temos que fazer é trabalhar juntos para achar soluções para essa questão da letalidade, mas principalmente, para proteção da nossa população”, ponderou.
Nesta quarta-feira (1º), partidos e entidades de direitos humanos que apresentaram a ação ao Supremo sobre operações policiais pediram ao ministro Fachin uma série de medidas em relação ao uso de câmeras pelas polícias:
que o Rio de Janeiro garanta o armazenamento de todas as gravações de áudio e vídeo pelo prazo de, pelo menos, um ano, com envio imediato dos arquivos para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, permitindo também o acesso à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, às vítimas de ocorrências, seus familiares e representantes legais, sem a imposição de sigilo para eles;
que o estado priorize, no primeiro momento, os batalhões da Polícia Militar localizados em áreas que sofrem com os maiores índices de letalidade policial;
que o estado determine o uso obrigatório de câmeras de áudio e vídeo durante as operações policiais;
que o estado promova a instalação de câmeras de áudio e vídeo nas fardas e nas viaturas de todos os órgãos policiais fluminenses, incluindo-se não apenas os batalhões regulares e especiais da Polícia Militar, como também os da Polícia Civil.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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