Economia
Censo 2022: Acre tem quase 32 mil indígenas e mais de 60% ainda vivem em áreas delimitadas
Feijó, Jordão e Santa Rosa do Purus são as cidades com maior número absoluto de indígenas. Acre tem quase 32 mil indígenas, segundo Censo do IBGE
Marcos Santos/Secom
O Acre tem, entre sua população, 31.699 pessoas indígenas, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Comparada com a população geral do estado, que é de 830.026 pessoas, o percentual de indígena dentro desse total é de 3,82% – o quarto maior percentual do país de pessoas indígenas na população residente.
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Desde 1991, os povos indígenas do país passaram a ser pesquisados pelo IBGE, com base na identificação dos respondentes que se classificam como “indígena”, tanto os que vivem em terras indígenas e aos que vivem fora delas.
Ao todo, 1.693.535 indígenas moram no Brasil, que é 0,83% da população do país. 4 832 municípios têm população indígena. Os dados apontam ainda que 61,79% dos indígenas do estado vivem em áreas delimitadas. Com relação a 2010, o aumento dessa população em terras indígenas foi de 44,61% no ano passado.
População indígena por cidade do Acre
População geral
A população do Acre é de 830.026 pessoas, segundo o Censo Demográfico 2022, divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os números indicam um crescimento de 13,15% em relação à população apurada no censo anterior, de 2010. Na ocasião, o Acre tinha 733.559 moradores.
A variação absoluta foi de 96.467 pessoas a mais morando no Acre. Mesmo com esse aumento, o estado é o terceiro menos populoso do país.
Do total de 22 municípios acreanos, somente Plácido de Castro registrou redução no número de habitantes em 12 anos. Saindo de 17.209 pessoas em 2010 para 16.560 em 2022.
Censo do IBGE
O Censo é uma pesquisa realizada pelo IBGE para fazer uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira. Ela permite traçar um perfil socioeconômico do país, já que conta os habitantes do território nacional, identifica suas características e revela como vivem os brasileiros. Veja abaixo dados.
📌 Quantos municípios receberam visita de recenseadores? Todos os 5.568 municípios brasileiros, mais dois distritos (Fernando de Noronha e Distrito Federal), num total de 5.570 localidades.
🏘️ Quantos domicílios foram visitados? Segundo o IBGE, 106,8 milhões de endereços em 8,5 milhões de quilômetros quadrados.
📝 Quantos questionários foram respondidos? 79.160.207, dos quais 88,9% com 26 quesitos e 11,1% com 77 quesitos. No total, 98,88% das entrevistas foram presenciais; o restante foi pela internet ou por telefone.
🔎 Que dados a pesquisa coletou? Além verificar exatamente qual o tamanho da população, o Censo compila dados sobre as características dos moradores (como idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade e renda) e informações sobre saneamento básico dos domicílios.
🐢 Por que o Censo 2022 atrasou? A lei prevê que a pesquisa deve ocorrer a cada dez anos. Como a edição anterior era de 2010, a nova sondagem deveria ter sido realizada novamente em 2020, mas foi suspensa por conta da pandemia. Em 2021, o Censo teve segundo adiamento, desta vez por cortes orçamentários do governo Jair Bolsonaro. Após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram liberados R$ 2,3 bilhões solicitados pelo IBGE, que iniciou trabalhos em 1º de agosto de 2022.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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