Economia
Censo do IBGE 2022: ‘As pessoas estão à vontade para dizer que são indígenas’, diz ministra Sonia Guajajara
Brasil tem 1,7 milhão de indígenas e número mais que dobrou desde o último censo. Dados do IBGE sobre população indígena foram apresentados em Belém. População indígena no Pará mais que dobrou em relação ao último Censo
Alex Ribeiro/Agência Pará
O número de pessoas que se auto declaram indígenas no Brasil aumentou em 2022 em relação ao Censo de 2010, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (7). Para as Ministras do Planejamento e Orçamento e dos Povos Indígenas, entre os fatores que contribuíram para o aumento está a ampliação da metodologia usada e a busca de resgate de identidade dos povos indígenas, informaram em coletiva de imprensa em Belém, cidade que sedia a Cúpula da Amazônia nesta semana.
“As pessoas da cidade também se identificaram como indígenas. Muitas pessoas se distanciaram e buscam esse resgate. É um momento que as pessoas estão à vontade para dizer que são indígenas, sendo que teve momento que tiveram que negar sua identidade para não morrer”, afirmou a ministra Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas.
Em 2022, o número de indígenas contabilizados foi de 1.693.535 pessoas (0,83% da população total). Já em 2010, o IBGE contou 896.917 indígenas, ou 0,47% do total de residentes do país. Em termos absolutos, a variação representa um aumento de 89% entre os Censos — mas esta comparação deve ser vista com ressalvas, já que o Censo de 2022 ampliou a sua metodologia para alcançar mais indígenas no país.
“É que eram invisíveis porque o Estado não chegava a eles”, afirmou a ministra Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento.
Ministra Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, e Ministra Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas
Lissa de Alexandria g1
Ao lado de Cimar Azeredo, presidente interino do IBGE, as duas ministras falaram também sobre a melhoria de políticas públicas para essa população e sobre o papel desses povos para preservação das florestas.
“É entender de forma racional que manter a floresta em pé significa manter o homem originário pisando nesse solo, é fazer com que tenhamos políticas públicas para que eles continuem onde estão, pois são os protetores da floresta. São 28 milhões de brasileiros que moram aqui [na Amazônia] é nenhum vai ficar pra trás”, afirmou Tebet.
Só nos municípios da Amazônia Legal foram contadas 867.919 pessoas indígenas, o que representa 51,25% do total da população indígena residente no Brasil.
Das 5.570 cidades do país, 4.832 têm moradores indígenas (86,8%). Já no Pará, há indígenas em todas as 144 cidades paraenses, segundo o Censo.
Leia também: Brasil tem 1,7 milhão de indígenas
Veja os principais destaques do Censo de 2022 sobre o assunto:
O Brasil tem 1,7 milhão de pessoas que se identificam como indígenas. Isso corresponde a 0,8% da população total do país.
O Norte concentra 45% dos indígenas brasileiros, com grande destaque para o estado do Amazonas – que, sozinho, tem 490,9 mil indígenas, ou 29% do total.
Há indígenas em todas as regiões e em todos os estados brasileiros.
Das 5.570 cidades do país, 4.832 têm moradores indígenas (86,8%).
A maioria da população indígena (63%) vive fora das 573 terras oficialmente demarcadas
Pesquise a população indígena na sua cidade:
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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