Economia
CEO da Enel diz que tem “boas discussões” para solução definitiva contra apagões em São Paulo
Enel
Reuters/via BBC
A Enel tem mantido diálogos positivos para apresentar uma solução definitiva para os apagões na rede de distribuição de energia em São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (23) o CEO do grupo italiano, Flavio Cattaneo.
“Temos, acredito, uma boa base de diálogo para propor uma solução final que evite esse tipo de problema”, disse o executivo durante a apresentação ao mercado do novo plano estratégico da companhia para os próximos anos.
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Ele destacou as dificuldades da rede elétrica aérea na região metropolitana de São Paulo, principalmente por causa da queda de árvores, que danificam os cabos e tornam mais lento o restabelecimento do fornecimento de energia.
“Na nossa visão, não se trata apenas de um problema da Enel. Se esse tipo de árvore continuar existindo, só alguém seria capaz de resolver isso — e não é um ser humano, é Jesus Cristo, porque não há outra forma de evitar apagões”, afirmou.
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Segundo Cattaneo, o departamento jurídico da empresa e a subsidiária brasileira apresentaram às autoridades locais os resultados da companhia, que teria melhorado em 50% a qualidade do serviço em São Paulo no último ano.
O executivo acrescentou que, no Ceará e no Rio de Janeiro — os outros dois Estados onde a empresa atua na distribuição de energia e busca a renovação dos contratos —, as negociações para a prorrogação das concessões estão praticamente concluídas.
US$ 63 bilhões até 2028
A Enel pretende ampliar seus investimentos nos próximos três anos, com foco maior em fontes renováveis, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos.
O grupo controlado pelo governo italiano prevê investir cerca de 53 bilhões de euros (US$ 63 bilhões) entre 2026 e 2028. Desse total, metade será destinada às redes de energia, e aproximadamente 38% a projetos de geração renovável, informou a empresa em comunicado.
No plano estratégico anterior, a companhia havia previsto investimentos de 43 bilhões de euros, sendo 60% para redes e 28% para projetos de energia limpa.
“O grupo espera acelerar de forma significativa os investimentos em energias renováveis, alcançando cerca de 20 bilhões de euros, com foco em regiões onde a demanda por energia cresce de maneira mais intensa”, afirmou a empresa.
No sábado, o grupo anunciou um programa de recompra de ações no valor de 1 bilhão de euros, com execução prevista até o fim de julho.
A companhia estima que o lucro por ação suba para entre 0,80 e 0,82 euro em 2028, frente aos 0,69 euro projetados para 2025. O balanço anual será divulgado no próximo mês. O dividendo por ação deve crescer, em média, 6% ao ano até 2028, partindo de 0,49 euro em 2025.
A Enel informou ainda que o aumento dos investimentos e dos retornos aos acionistas deve elevar a dívida líquida para cerca de três vezes o lucro básico, ante uma relação de 2,5 vezes registrada no fim do ano passado.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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