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Política

Cesta básica: supermercados e agro criticam ‘cashback’ na reforma tributária e pedem alíquota menor em itens

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Relator no Senado manteve proposta de ‘cesta básica nacional’ com imposto zero e criou lista adicional com taxação reduzida. Parte desse imposto deve ser devolvida à população carente. Representantes do setor agrícola e de redes de supermercados têm criticado, nas últimas semanas, o trecho da reforma tributária em tramitação no Senado que trata da cesta básica.
O formato em discussão atualmente prevê duas listas de produtos:
uma, da “cesta básica nacional”, que seguirá com imposto zero nos moldes atuais;
e outra, chamada de “cesta básica estendida”, que seria tributada com uma alíquota menor que a dos demais produtos (o projeto prevê 40% do imposto geral).
O projeto em tramitação prevê ainda que um mecanismo de “cashback” devolva parte desse imposto da lista estendida para a população de baixa renda – como forma de reduzir o impacto dessa cobrança no orçamento dos mais pobres.
O agro e os supermercados dizem ser contrários a esse sistema de “cashback” e defendem que a lista estendida tenha uma tributação ainda menor: 20% da alíquota geral, e não 40%.
A regra em vigor atualmente estabelece imposto zero para uma lista grande de produtos considerados itens da cesta básica.
A relação atual de produtos é alvo de críticas porque, segundo especialistas, inclui produtos que só são consumidos pela população mais rica – queijos importados e peixes nobres, por exemplo. Com isso, o governo acaba arrecadando menos e “financiando” parte desse consumo de luxo.
Veja os principais pontos do texto que vai ser avaliado pelo Senado
Relator no Senado propõe mais recursos para estados e revisão de benefícios a setores a cada 5 anos
Por outro lado, estudos apontam que o uso de alíquotas menores para a cesta básica pode não ser efetiva para reduzir o peso dos impostos sobre os mais pobres.
Segundo esses estudos, o “cashback” seria uma alternativa menos custosa e mais eficaz para favorecer a camada mais pobre da população, favorecendo a redistribuição de renda.
Por esse formato, o preço na gôndola seria o mesmo para todo mundo, mas os mais pobres receberiam uma devolução parcial do preço – na prática, estariam pagando menos.
A regra atual
Na cesta básica, atualmente, não há cobrança de impostos federais (PIS/Pasep, Cofins e IPI).
A lista contempla produtos básicos, como carnes bovina, suína, ovina, caprina, de aves, peixes, café, açúcar, óleo de soja, manteiga, margarina, sabões, produtos para higiene dentária, e papel higiênico, além de leite, feijão, arroz, farinha de trigo ou massa, batata, legumes, pão e frutas.
Entretanto, de acordo com relatório do de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (CMAP) divulgado em 2021, o formato atual inclui itens que são consumidos principalmente pela população de maior renda. Por exemplo:
salmão;
bacalhau;
queijos como ricota e provolone;
fígado de pato e de ganso (“foie gras”);
óleo de côco;
cogumelos e trufas;
nozes, macadâmia e tâmaras.
Governo avalia que atual desoneração da cesta básica é ineficiente para atender os pobres
“Foram então encontrados 745 alimentos diferentes abrangidos pelas leis de desoneração de tributos federais. Não foram incluídos outros produtos básicos, que por vezes são considerados na análise de desoneração da cesta básica, mas que não guardam relação com a alimentação, como por exemplo, produtos de higiene”, informa o relatório do de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (CMAP”), divulgado em 2021.
Ao desonerar a cesta básica, o governo abre mão de arrecadação, ou seja, os recursos deixam de entrar nos cofres do governo. Isso agrava o rombo das contas públicas.
Segundo estimativa do governo federal, se as regras não forem alteradas, a desoneração da cesta básica custará R$ 39 bilhões aos cofres públicos em 2024.
Além dos impostos federais, cada estado define uma alíquota de ICMS para cada uma dessas categorias.
Essas alíquotas são zeradas para alguns produtos em alguns estados, mas podem chegar a até 33% segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Reforma tributária
Nesta semana, o relator da reforma tributária no Senado Federal, Eduardo Braga (MDB-AM), manteve a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados de instituir uma “cesta básica nacional de alimentos” com alíquota zero, ou seja, isenta de tributos.
Porém, ele incluiu também um novo conceito no texto que será avaliado pelo Senado Federal — a chamada “cesta básica estendida”. Nesse caso, os produtos lá incluídos pagarão 40% do imposto cobrado dos demais setores da economia.
O relator também propôs “cashback”, ou seja, devolução de parte , ou de todos os impostos, pagos pela população de baixa renda, na compra de produtos da cesta básica estendida.
A definição de quais produtos entrarão na cesta básica nacional, com alíquota zero, e também na lista estendida ocorrerá somente por meio de lei complementar – após a eventual aprovação da PEC da reforma tributária pelo Legislativo.
O senador Eduardo Braga explicou que a mudança decorre do fato de que havia uma pressão para incluir muitos produtos na cesta básica nacional, que será isenta dos impostos sobre o consumo.
Por isso, optou por cria uma lista adicional, que terá um tributo reduzido, deixando a cesta básica nacional (com isenção) para uma lista restrita de itens.
Desonerar cesta básica custa R$ 34,7 bilhões
Supermercados e setor agrícola
Em nota, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) diz que a proposta de reforma tributária do senador Eduardo Braga (MDB-AM), com uma cesta básica nacional e outra “estendida”, é positiva.
“Para a entidade, o mais importante é que o Congresso Nacional, durante as negociações do texto, garanta que a versão isenta tenha os produtos necessários para uma alimentação completa e que a versão estendida não supere a tributação atual”, informou.
Acrescentou, porém, que em sua visão a isenção total da cesta básica nacional beneficiaria “principalmente os mais vulneráveis”.
Levantamento da Abras também estimou que a cesta básica sem tributos poderia aumentar o consumo desses itens em 8,6% pelas famílias brasileiras e reduzir o preço médio em 7,9% em todo o país.
No entanto, a Abras entende que o cashback poderá ter o efeito não desejado de aumentar impostos.
Isso porque, segundo a associação, não está claro como será feito o cashback nem o público que receberá. A falta de transparência, de acordo com a Abras, pode gerar custos.
“A entidade [Abras] considera o cashback uma medida ineficiente, obrigando a todos, inclusive os mais pobres, a pagar impostos mais altos nos supermercados, diminuindo seu poder de compra. Seria mais eficiente ampliar a desoneração dos alimentos da cesta básica estendida de 60% para 80%, do que criar um mecanismo de devolução”, informou a Abras.
De acordo com o coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, a entidade não é contrária ao mecanismo de “cashback”, mas sim contra o atual modelo que, em sua visão, não tem transparência. Pela proposta do relator, essas definições aconteceriam só em 2024 — após eventual aprovação da PEC da reforma tributária.
“Não temos definição do público alvo e nem do valor a ser devolvido a esse público alvo. Somos contra a ausência completa de definição do público e valores a serem pagos”, declarou Renato Conchon, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Segundo ele, os produtos que estão atualmente na cesta básica desonerada com impostos federais, caso passem para a lista “estendida”, com tributação de 40% do valor dos impostos sobre o consumo, teriam alta de preços.
O representante da CNA defendeu, assim como o setor de supermercados, uma alíquota menor, de 20% (ou seja, com desconto de 80%), na chamada cesta básica estendida – ao invés de 40%.
Estudos sobre o ‘cashback’
Enquanto o novo modelo da cesta básica é criticado por produtores e pelo comércio, estudos apontam que o uso do “cashback” seria uma alternativa menos custosa e mais eficaz para beneficiar a camada mais pobre da população, favorecendo a redistribuição de renda.
1) De acordo com estudo do Banco Mundial, divulgado na última semana, uma isenção ampla dos itens da cesta básica pode beneficiar os mais ricos em termos absolutos, ao mesmo tempo em que o uso de um “cashback” direcionado pode ser mais eficaz para aliviar a carga tributária sobre os mais pobres e redistribuir a renda. As avaliações constam em estudo divulgado na semana passada.
“Analisamos um sistema de cashback que compensa a não isenção de alguns itens no sistema básico. Usando a definição de cesta básica reduzida, menos receita seria perdida. Ao mesmo tempo, são preservadas baixas barreiras ao acesso à maioria dos alimentos e cuidados essenciais. O montante equivalente de dinheiro economizado tributando o restante do cesta básica com a redução de 60% da taxa-padrão pode financiar o cashback para famílias vulneráveis, como, por exemplo, as registradas no cadastro social (Cadastro Único)”, avaliou o Banco Mundial.
2) O Centro de Liderança Pública (CLP), uma organização suprapartidária que busca um Estado mais eficiente, avaliou, por meio de nota, que o “cashback” reduziria a regressividade dos impostos sobre o consumo no Brasil, que ocorre quando a incidência dos tributos afeta proporcionalmente os mais pobres.
“Isentar a cesta básica atinge menos a população alvo [carente] do que o ‘cashback’, pois você pode identificar facilmente para quem está devolvendo o imposto. Enquanto a desoneração da básica beneficiaria todo mundo, de todos estratos da população ali incluídos [com os ricos]. O cashback pode ser mais organizado nesse sentido”, declarou Daniel Duque, gerente de inteligência técnica do CLP.
3) Estudo da FGV Direito SP, divulgado em abril deste ano, concluiu que a utilização de alíquotas diferenciadas (zeradas, ou menores) para a cesta básica não são um “meio eficiente para redução das desigualdades, porque o benefício não é dirigido exclusivamente aos mais pobres”.
“Todos, inclusive os mais ricos, acabam aproveitando a redução de preços. Nesse sentido, outros instrumentos de política tributária mais dirigidos poderiam ser muito mais eficientes para atingir o objetivo proposto”, diz o estudo da FGV Direito SP.
Por fim, o documento diz que, embora em alguns países a redução de alíquotas tenha sido repassada integralmente aos consumidores, “muitas outras vezes” isso não aconteceu: o repasse foi apenas parcial ou, em algumas situações, sequer houve repasse.
4) Relatório de 2021 do Conselho de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas, subordinado ao antigo Ministério da Economia – na gestão do então ministro Paulo Guedes -, concluiu que a desoneração do PIS-COFINS na cesta básica gera uma redução do preço relativo dos produtos da cesta básica de, em média, de 5%.
O estudo avaliou que uma reoneração (retorno dos tributos) da cesta básica implicaria em um aumento igual dos preços. Mas acrescentou que isso poderia ser compensado por um pagamento (cashback) à população mais pobre.
“Uma transferência de R$ 30 para os 20% mais pobres já minimiza qualquer impacto sobre a desigualdade e reduz de forma mais intensa a proporção de pessoas na pobreza considerando um aumento de preços de 5%, e quando se transfere aos 50% mais pobre atinge-se uma redução da desigualdade mesmo com um aumento de preços dos alimentos da cesta básica de 10%”, concluiu o estudo do antigo Ministério da Economia, divulgado na gestão do presidente Jair Bolsonaro.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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