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Economia

China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos EUA

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EUA incluem Brasil em lista de 60 países que falham no combate ao trabalho forçado
A China afirmou nesta quarta-feira (3) que se opõe a tarifas “unilaterais” e negou acusações de uso de trabalho forçado, após os Estados Unidos proporem novas sobretaxas sobre importações de cerca de 60 economias.
Nesta terça-feira (2), uma investigação dos EUA concluiu que 60 países, entre eles China e Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
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Em resposta, o governo chinês rejeitou as alegações e afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington.
“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em coletiva de imprensa.
A medida dos EUA inclui a China entre as economias potencialmente afetadas e faz parte de uma estratégia mais ampla de endurecimento comercial com base em critérios ligados a direitos trabalhistas e práticas de cadeia de suprimentos.
Além da China, outros países também reagiram. O governo do Reino Unido afirmou estar em diálogo constante com Washington e tem adotado medidas para combater o trabalho forçado em cadeias de produção domésticas e globais, destacando que mantém negociação com os EUA sobre o tema.
Os mercados asiáticos reagiram de forma mista ao cenário de maior tensão comercial. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,6%, enquanto bolsas da China continental fecharam em leve alta, com o CSI300 avançando 0,5% e o Xangai subindo 0,2%.
Já o setor de semicondutores liderou ganhos, apoiado por expectativas positivas relacionadas à demanda por inteligência artificial.
Em meio às preocupações comerciais, dados econômicos mostraram que a atividade do setor de serviços chinês cresceu no ritmo mais forte em três meses em maio, impulsionada por novos negócios e melhora na demanda externa.
Analistas do Goldman Sachs mantiveram visão positiva sobre ações chinesas A-share, citando melhora nas perspectivas de crescimento e exposição ao setor de tecnologia.
Entenda a nova proposta de sobretaxa
Uma investigação dos EUA concluiu, nesta terça-feira que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a mesma usada para justificar a proposta de tarifa de 25% contra produtos brasileiros. Ainda não está claro se as tarifas serão cumulativas.
O Brasil foi incluído no grupo que poderá enfrentar a sobretaxa de 12,5%, ao lado de China, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul.
Segundo o relatório, o país não possui mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outros países.
Os EUA argumentam que essa falha cria concorrência desleal para empresas e trabalhadores americanos e contribui para a manutenção do trabalho escravo moderno nas cadeias globais de produção.
A proposta ainda não entrou em vigor. O governo americano receberá contribuições públicas até 6 de julho, e realizará audiências sobre o tema em 7 de julho antes de decidir sobre a implementação das tarifas.
*Com informações da Reuters
Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026
REUTERS/Tingshu Wang

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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