Economia
Chuvas no RS: produtores lançam campanha integrada para motivar a compra do vinho gaúcho
Nova ação engloba representantes de cerca de 100 empresas e mais de 10 mil produtores de uva. Mercado vinícola tem desafios logísticos à frente, com o fechamento do aeroporto de Porto Alegre e com os danos em estradas impactadas pelos deslizamentos de terra. Selo verde lançado pela campanha do Consevitis-RS serve para destacar o vinho gaúcho na gôndola dos supermercados
Divulgação/Circle Lab
O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) lançou nesta segunda-feira (20) uma campanha integrada de apoio aos produtores de vinho, suco de uva e derivados do Rio Grande do Sul.
O estado ainda sofre com alagamentos e as consequências das fortes chuvas neste mês, que causaram a morte de 157 pessoas, além de milhares de desabrigados. Os efeitos na economia do estado ainda são calculados com dificuldade em meio à tragédia.
A nova ação em prol do vinho gaúcho engloba os representantes de cerca de 100 empresas associadas entre a União Brasileira De Vitivinicultura (Uvibra), Associação Gaúcha De Vinicultores (AGAVI) e Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho). Pela Associação da Comissão Interestadual da Uva (ACIU), são 23 sindicatos, com mais de 10 mil produtores de uva.
A campanha do Consevitis-RS procura dar destaque ao produto com um selo que identifica o vinho gaúcho nas gôndolas de lojas e supermercados. Serão impressas 500 mil unidades no primeiro momento da campanha.
Junto com os selos, será lançada também uma campanha digital, por meio das hashtags #CompreVinhoGaucho e #AjudeRS.
“Ainda estamos vivendo as consequências da catástrofe, e muitos produtores foram fortemente impactados. Além de continuar com o acolhimento a todos os que foram atingidos, para que haja reconstrução precisamos movimentar a economia. E valorizar os produtos gaúchos também é uma das formas de prestar esse apoio”, diz em nota Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis-RS.
As primeiras campanhas que surgiram, de produtores e revendedores do Rio Grande do Sul, foram pulverizadas para incentivar a compra de vinho gaúcho — seja em benefício do próprio setor, seja para ajudar regiões afetadas pelas cheias.
Como mostrou o g1 na semana passada, a região da Serra Gaúcha foi a mais afetada, com vinhedos alagados e deslizamentos de terra que destruíram as videiras.
Dados preliminares da Emater/RS-ASCAR, instituição de assistência técnica a produtores, dão conta de que foram destruídos ao menos 500 hectares de vinhedos. Os danos podem chegar a algo perto de 2% dos cerca de 44 mil hectares ativos no estado.
Além das perdas nos vinhedos, empresas que tinham pontos de apoio logístico em áreas alagadas tiveram prejuízos pontuais de estoque.
Outro desafio dos produtores nos próximos meses será o escoamento da produção, já que o aeroporto de Porto Alegre está inoperante e ainda há bloqueios em estradas do estado. Esses dois fatores prejudicam, também, o turismo na região.
Segundo o Consevitis-RS, o Complexo Econômico da Uva e Derivados representa cerca de 2% do PIB do estado do Rio Grande do Sul, com atividade vinda de 550 vinícolas e cooperativas.
Temporais no RS alagam vinhedos na Serra Gaúcha: ‘Nem imagino o estrago’, diz produtor
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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