Política
Cidades pelo Brasil têm atos pelo Dia da Mulher com protestos contra violência de gênero
Ato pede pelo fim da violência contra mulheres
Cidades pelo Brasil tiveram atos nas ruas neste domingo (8), data que marca o Dia Internacional da Mulher.
As mobilizações reuniram entidades, organizações da sociedade civil e movimentos feministas em defesa de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero, ao combate à violência contra as mulheres e à ampliação de direitos.
Em várias capitais, manifestantes levaram cartazes e faixas com críticas à violência de gênero e pedidos por mais proteção às mulheres.
Os protestos ocorrem em meio a dados recentes que apontam para a persistência e o agravamento da violência contra mulheres no país. Em 2025, o número de feminicídios bateu recorde no Brasil: foram 1.470 casos entre janeiro e dezembro, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Casos de grande repercussão também voltaram a colocar o tema no centro do debate público neste ano, como o estupro coletivo de uma adolescente e o assassinato de uma professora, episódios que mobilizaram discussões sobre segurança, responsabilização dos agressores e políticas de prevenção.
Mulheres protestam na orla da Praia de Copacabana, neste domingo (8).
FELIX AVERBUG/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro (RJ), movimentos feministas e organizações da sociedade civil participaram de um ato na Praia de Copacabana, na Zona Sul da cidade.
A mobilização ocorreu na altura do Posto 3 e reuniu ativistas, lideranças políticas e integrantes de coletivos. O grupo defendeu políticas públicas de igualdade de gênero e combate à violência contra mulheres.
O protesto ocorreu no mesmo bairro onde, há poucas semanas, uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo. O caso gerou forte repercussão e mobilizou protestos na cidade.
Ato em Copacabana reúne manifestantes contra a violência às mulheres no dia 8 de março.
Reprodução / Luciana Boiteux
Após a concentração, os participantes caminharam pela orla até o Posto 1. Um trio elétrico acompanhou o trajeto.
Manifestantes usaram camisetas e adesivos com frases como “não é não”, “eu quero viver sem medo” e “a vergonha precisa mudar de lado”.
O ato principal começou por volta das 11h com uma apresentação da Escola de Teatro Popular. Durante o evento, participantes destacaram a importância da mobilização coletiva diante do aumento da violência de gênero.
Integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil também fizeram um ato simbólico na areia. Sob o tema “Parem de nos matar”, mulheres fincaram cruzes na praia em referência às vítimas de feminicídio.
São Paulo
Mulheres protestam na Avenida Paulista, na região centro-sul de São Paulo, neste domingo, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres.
TOMZÉ FONSECA/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO
Em São Paulo, um grande ato começou às 14h na Avenida Paulista.
Organizações civis como Apeoesp, Bancada Feminista, Central Classe Trabalhadora, União Nacional por Moradia Popular, SimproSP e Movimento de Mulheres de Olga Benário organizaram a caminhada.
Os participantes pediram o combate ao feminicídio, igualdade de gênero, críticas à jornada de trabalho 6×1 e homenagens às mulheres assassinadas.
Cartazes e faixas também chamaram atenção para a violência contra mulheres e a necessidade de políticas públicas mais eficazes.
Porto Alegre
Ato do Dia do Mulher em Porto Alegre
Pietro Oliveira/ RBS TV
No centro de Porto Alegre (RS), o ato deste domingo teve momentos de forte simbolismo.
Integrantes de um grupo teatral carregaram sapatos cobertos por um líquido vermelho que representava sangue. Durante a performance, elas gritaram em coro os nomes das 20 mulheres assassinadas no estado apenas neste ano.
A intervenção transformou a rua em um corredor de memória e luto.
Sapatos ensanguentados e nomes ecoados marcam ato do Dia da Mulher em Porto Alegre
No Rio Grande do Sul, os casos de feminicídio cresceram 53% até o fim de fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado.
O protesto reuniu mulheres de coletivos, entidades, sindicatos e movimentos sociais da capital. Durante a caminhada, manifestantes exibiram cartazes e bandeiras com mensagens contra a violência e em defesa da valorização do trabalho feminino.
Florianópolis
Ato em Florianópolis celebra o Dia Internacional da Mulher e pede fim a violência
Sinte/SJ
Em Florianópolis, dezenas de pessoas participaram de uma manifestação que combinou caminhada, debates e intervenções culturais.
O encontro começou às 9h30 no Parque da Luz, próximo à cabeceira da Ponte Hercílio Luz. No local, participantes realizaram rodas de conversa e palestras.
Em seguida, o grupo caminhou por ruas do centro e pela Beira-Mar Norte.
Coletivos, sindicatos, movimentos sociais, políticos e moradores da cidade participaram do ato.
Os manifestantes lembraram vítimas recentes de violência no estado. Entre os nomes citados estava o de Catarina Kasten. A jovem foi violentada sexualmente e assassinada em novembro de 2025 quando saía de casa para uma aula de natação.
O crime ocorreu na trilha da Praia do Matadeiro, usada por moradores da região.
As organizações civis: Apeoesp; Bancada Feminista; Secretaria da Mulher; Central Classe Trabalhadora; SimproSP; e Movimento de mulheres de Olga Benário, organizaram uma manifestações pelo Brasil, que foca no combate ao feminicídio, igualdade de gênero, críticas à jornada de trabalho 6×1 e pelas vidas de mulheres mortas. Neste domingo (8), Dia Internacional das Mulheres.
WAGNER ORIGENES/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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