Economia
CNU 2025: prova discursiva acontece neste domingo; saiba o que levar e o que evitar
g1 em 1 Minuto: Governo divulga nesta segunda os locais das provas discursivas do CNU
A prova discursiva da segunda edição do Concurso Nacional Unificado será aplicada neste domingo (7) e deve reunir cerca de 42,4 mil candidatos em todo o país.
Com a data se aproximando, cresce a preocupação com os estudos, mas um ponto essencial também merece atenção: saber o que é permitido e o que é proibido levar no dia da prova.
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Para evitar contratempos, o g1 reuniu na arte abaixo as orientações oficiais do edital.
Confira as principais orientações para a 2ª edição do CNU
g1
A orientação é deixar todos os itens separados na noite anterior e revisar a lista antes de sair de casa. Assim, no domingo, a atenção fica totalmente voltada para a prova.
Ao longo desta reportagem, veja ainda:
🧱 Como será a estrutura da prova?
🔍 O que será avaliado?
📚 Como estudar?
⚠️ O que pode zerar?
⏰ Quais são os horários?
📝 Como foi a primeira fase?
Prova de concurso público.
Reprodução/Freepik
1. Como será a estrutura da prova?
A aplicação da discursiva será no mesmo dia para todos os blocos temáticos, mas o formato varia conforme o nível da vaga. Ficando assim:
No nível superior, os candidatos responderão a duas questões discursivas de até 30 linhas cada, valendo 22,5 pontos por resposta.
No nível intermediário, a avaliação será feita por meio de uma redação dissertativo-argumentativa, também limitada a 30 linhas, com valor total de 30 pontos.
Em ambos os casos, a banca espera clareza, objetividade e domínio da norma culta.
A nota da discursiva será integrada à Nota Final Ponderada, sistema que atribui pesos diferentes para cada etapa e pode elevar significativamente o desempenho final.
Na prática, isso significa que um candidato que foi mediano na objetiva pode melhorar a classificação se conseguir uma boa performance na discursiva, o que torna essa etapa especialmente estratégica.
O que será avaliado?
Essa segunda etapa do concurso segue regras específicas, conforme o edital.
No nível superior, 50% da nota depende do domínio técnico do conteúdo, como precisão conceitual, atendimento ao enunciado e uso correto dos temas dos Conhecimentos Específicos. A outra metade avalia o uso da língua portuguesa, incluindo ortografia, coesão, coerência e estrutura textual.
No nível intermediário, toda a avaliação se concentra na qualidade da escrita e na capacidade de argumentação.
Como estudar?
Para se preparar, não basta memorizar. É preciso transformar conhecimento em texto, revisando os eixos do edital e identificando os temas mais cobrados.
Estude com três pilares: revisão focada, treino e simulação, dica da professora Leticia Bastos. Revise conteúdos-chave, treine redações respeitando 30 linhas e o tempo da prova e simule a prova completa pelo menos uma vez.
No nível superior, foque em conceitos, classificações, políticas públicas e procedimentos específicos. Por exemplo, no Bloco 5, Administração, é comum cobrar gestão por competências.
Leia o edital com atenção, explica Leticia Bastos. Confira formato da prova, eixos temáticos e critérios de correção para planejar seus estudos.
Para escrever bem dentro de 30 linhas, use estrutura em quatro parágrafos: introdução, dois blocos de desenvolvimento e conclusão, conselho da professora. Faça um rascunho com tese, argumentos e conclusão, distribua linhas e use conectivos claros.
Equilibre conhecimento técnico e língua portuguesa. Nível superior divide a nota entre conteúdo e linguagem; intermediário avalia 100% língua portuguesa, orientação de Leticia Bastos.
Na revisão final, dedique 5 a 10 minutos para conferir tema, coerência e erros gramaticais, recomenda Leticia Bastos.
O que pode zerar?
Para evitar problemas, o candidato também precisa ficar atento às regras formais, que são eliminatórias.
De acordo com o edital, a escrita deve ser feita exclusivamente com caneta esferográfica azul ou preta, de corpo transparente.
A folha definitiva não pode ter assinatura, marcas, símbolos ou qualquer elemento que permita identificar o autor.
Além disso, respostas fora do espaço delimitado ou ilegíveis recebem nota zero. E o rascunho não será corrigido — só o texto final transcrito na folha oficial tem validade.
Quais são os horários?
Os portões serão fechados às 12h30, no horário de Brasília, e a prova começa às 13h. A partir daí, muda apenas a duração conforme o cargo:
No nível superior, a prova segue até 16h (três horas totais) e o caderno só pode ser levado a partir das 15h;
No nível intermediário, a prova termina às 15h (duas horas de aplicação) e a retirada do caderno é permitida a partir das 14h.
Em ambos os casos, o candidato deve permanecer pelo menos uma hora na sala, entregar o cartão de respostas e a folha de textos definitivos ao final, e as três últimas pessoas da sala precisam permanecer juntas até a assinatura da ata.
Como foi a primeira fase?
A primeira etapa do CNU 2025, realizada no dia 5 de outubro, teve números expressivos e algumas mudanças em relação ao ano anterior.
Para reforçar a segurança contra fraudes, foram produzidas 36 versões diferentes da prova objetiva, com quatro modelos distintos para cada bloco temático.
Outra novidade foi a permissão de levar o caderno de questões para casa — mas apenas para quem permaneceu até a última hora do período total da prova.
As provas começaram às 13h, com durações diferentes:
Nível Superior: 5 horas (até 18h)
Nível Intermediário: 3h30 (até 16h30)
Independente do nível, todos precisaram ficar na sala pelo menos duas horas antes de poder sair. A estrutura da objetiva foi dividida em duas partes:
Conhecimentos gerais, como português, lógica e atualidades.
Conhecimentos específicos, variando conforme o bloco temático.
O número de questões também variou:
90 questões para nível superior (30 gerais + 60 específicas);
68 questões para nível intermediário (20 gerais + 48 específicas).
Segudo o Ministério da Gestão, a participação de candidatos surpreendeu: quase 60% dos inscritos compareceram, reduzindo a abstenção para 42,8%, um índice muito menor que o de 2024 (54%).
Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país.
O menor índice de abstenção foi no Distrito Federal (30,8%); o maior, no Amazonas (51,2%).
A primeira fase, portanto, fechou com boa participação e reforçou a expectativa para a etapa discursiva, que agora decide o futuro dos candidatos.
Sobre o CNU 2025
A segunda edição do CNU organizou suas vagas em nove blocos temáticos. Com uma única inscrição, o candidato concorre a todas as vagas do seu bloco. O títulos dos blocos são:
Seguridade Social
Cultura e Educação
Ciências, Dados e Tecnologia
Engenharias e Arquitetura
Administração
Desenvolvimento Socioeconômico
Justiça e Defesa
Intermediário – Saúde
Intermediário – Regulação
Os salários vão de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível. Embora a maioria das vagas esteja em Brasília, há oportunidades em vários estados.
O CNU 2025 também trouxe uma mudança importante: agora todo o processo é regido por um único edital, facilitando o acesso às informações e a comparação entre blocos.
Próximos Passos
1º de dezembro – Cartão de confirmação com o local da prova.
7 de dezembro – Provas discursiva e objetiva.
6 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção.
7 e 8 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos.
30 de janeiro de 2026 – Resultado final da discursiva e lista de classificação.
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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