Política
CNU 2025: provas discursivas são divulgadas; veja o que caiu e o que dizem professores
CNU 2025: como será formato, pesos, critérios e regras da prova discursiva
Os temas das provas discursivas e redação do Concurso Nacional Unificado (CNU) foram divulgados nesta segunda-feira (8).
Os candidatos podem acessar os cadernos de provas para nível superior e nível médio por meio do site oficial da Fundação Getulio Vargas (FGV).
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📂 Baixe abaixo os cadernos de questões com os temas das provas discursivas e redação.
Os temas variaram conforme o bloco temático escolhido pelo candidato. Abaixo, confira os assuntos disponíveis em cada um dos nove blocos.
Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social)
Participação social na seguridade e equidade nas políticas frente a desastres climáticos
Bloco 2: Cultura e Educação
Inclusão Digital e Políticas Públicas Relacionadas à Cultura
Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia
Impactos da transformação digital e políticas públicas para inclusão e soberania digital.
Bloco 4: Engenharias e Arquitetura
Integração interdisciplinar em projetos de acessibilidade e soluções para saneamento básico sustentável
Bloco 5: Administração
Emendas Parlamentares e Comunicação Pública
Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico
Mercado de trabalho e extensão rural
Bloco 7: Justiça e Defesa
Direito Internacional Humanitário e governança da segurança pública no Brasil
Bloco 8: Intermediário – Saúde
Urbanização, ocupações irregulares e desafios de saúde pública
Bloco 9: Intermediário – Regulação
Mobilidade Urbana: O papel do estado na implantação e popularização do transporte coletivo de qualidade, além da ação que as agências reguladoras
Essa é a segunda segunda edição do CNU. A seleção deste ano oferece mais de 3,6 mil vagas, com salários iniciais que chegam em até R$ 16,4 mil.
Professores do Estratégia Concursos e do Gran Concursos, ouvidos pelo g1, analisaram os temas, explicaram os caminhos mais seguros pra cada resposta e alertaram sobre os pontos de atenção em todos os blocos.
Ao longo desta reportagem, você acompanha esses comentários e consegue comparar com o que fez na prova.
Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU
Ministério da Gestão e Inovação
O que os professores acharam dos temas?
Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social)
De acordo com Lígia Carvalheiro e Nilza Ciciliati, professoras do Estratégia Concursos, as questões do Bloco 1 abordaram temas centrais para saúde e assistência social, mas surpreenderam pela forma como foram apresentadas.
A primeira questão tratou da relação entre democracia e saúde, exigindo articulação entre participação social, SUS, SUAS e gestão democrática. Era esperado que o candidato conectasse a fala histórica de Sérgio Arouca aos mecanismos atuais, como conselhos e conferências, e exemplificasse ações concretas. O domínio da legislação — Constituição de 1988, LOAS e PNAS — foi considerado um diferencial.
Segundo as professoras, a questão também pedia exemplos que relacionassem democracia, equidade e cidadania, como aprovação de planos priorizando áreas de risco ou implantação de Consultórios de Rua. Políticas como a de Saúde Mental ou a PNAB poderiam ser citadas para mostrar participação social nos Conselhos Gestores. A introdução deveria ser objetiva, apresentando o tema sem tentar abordar todos os tópicos de uma vez.
A segunda questão trouxe um tema mais inesperado: desastres climáticos, equidade e intersetorialidade. O candidato precisava explicar equidade como princípio, diferenciando-a da igualdade, e discutir justiça social como objetivo ético.
Também era necessário mostrar a integração SUS–SUAS para enfrentar desastres, com exemplos como planos de contingência, mapeamento de riscos e articulação com defesa civil. Entre os desafios, destacam-se falta de dados, subfinanciamento e lacunas na capacitação das equipes.
Bloco 2: Cultura e Educação
As questões deste bloco trataram de inclusão digital e políticas culturais, temas previstos no edital.
A primeira questão exigiu que o candidato relacionasse os conceitos de conectividade significativa e capacidades humanas, explicando como o acesso à internet qualificada amplia direitos e liberdades, segundo Júlia Branco, professora do Estratégia Concursos.
Também era necessário apontar barreiras, como baixa alfabetização digital e custo da banda larga, e propor estratégias para ampliar a conectividade, especialmente para grupos vulneráveis.
Na segunda questão, o candidato deveria identificar duas formas de manifestação cultural: em espaços institucionalizados, como museus e teatros, e nas comunidades, por meio de coletivos locais.
Para Júlia, era importante discutir a dificuldade de acesso aos espaços formais e articular a Política Nacional de Cultura Viva com os pontos e pontos de cultura, destacando seu papel no mapeamento das manifestações e na distribuição de recursos para reduzir desigualdades.
Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia
No bloco 3, foram tratados a soberania digital do Brasil e dos impactos socioeconômicos do avanço acelerado da inteligência artificial, especialmente sobre o mundo do trabalho e as políticas públicas.
Segundo o professor Eduardo Cambuy, do Gran Concursos, a prova discursiva do bloco 3 exigiu bastante domínio técnico, mas seguiu um padrão já esperado pelos candidatos. “Na primeira questão, o foco foi totalmente nas novas tecnologias e em suas repercussões econômicas e sociais, com destaque para a Inteligência Artificial”, afirmou o especialista.
“A banca pediu a análise dos impactos da expansão da IA sobre o mundo do trabalho e, em seguida, a apresentação de uma política ou medida regulatória para mitigar efeitos negativos, em uma estrutura que facilitou a organização da resposta”, explicou.
Para Cambuy, “foi uma prova técnica, mas totalmente dentro do que havíamos previsto”. Sobre a segunda questão do bloco 3, o professor ressaltou que o tema da soberania digital já havia sido trabalhado no ítem anterior.
“O candidato precisou escolher duas categorias de soberania digital indicadas no texto-base e avaliar como os princípios da Estratégia Federal de Governo Digital (EFGD) que contribuem para sua promoção. Também foi necessário propor uma ação concreta para fortalecer a soberania digital e de dados no Brasil, com a devida justificativa”, afirmou.
Segundo Cambuy, o fechamento exigiu uma análise mais abrangente. “Era preciso discutir a viabilidade de implementação da proposta, considerando instituições, políticas públicas, marco legal, infraestrutura tecnológica e competências científicas e tecnológicas do país. Na prática, tratava-se de uma terceira argumentação, já encaminhando a conclusão”, explicou.
Bloco 4: Engenharias e Arquitetura
No bloco 4, foram abordados o planejamento e integração de projetos de engenharia voltados à infraestrutura pública, com foco em saneamento básico, acessibilidade, sustentabilidade e atendimento às normas técnicas e legais.
De acordo com professores do Gran Concursos, esse foi um dos blocos mais difíceis da prova discursiva, com questões extensas, quadros explicativos, além de 3 a 4 itens para análise por enunciado. Para Eduardo Cambuy, o principal desafio foi cumprir rigorosamente os comandos.
“Cada um desses itens daria uma redação de 30 linhas, então esse já foi um primeiro desafio para os candidatos. Além disso, quando a banca usa o plural ou impõe uma abordagem qualitativa, o candidato precisa apresentar, no mínimo, dois aspectos ou soluções, sempre focando em elementos substanciais”, explicou.
Ele também destacou que a banca indicou claramente o caminho das respostas ao apontar critérios objetivos, como inclinação, corrimão e espaço, reforçando temas transversais como mobilidade e acessibilidade. Na avaliação de Aragonê Fernandes, professor de Direito Constitucional, a prova enfatizou a necessidade de integração entre áreas técnicas.
“O enunciado deixa claro que engenheiros e arquitetos não atuam sozinhos. A proposta é pensar projetos de forma integrada, evitando retrabalho”, afirmou. Segundo ele, o foco em acessibilidade dialoga com o envelhecimento da população brasileira e com políticas públicas atuais.
Já na segunda questão, o destaque foi o saneamento básico, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde fatores logísticos, geográficos e hidrográficos dificultam a implementação de soluções eficazes. Para Letícia Bastos, professora de Língua Portuguesa, o quarto item da primeira questão exigiu atenção redobrada.
“A banca cobrou a menção nominal das equipes estrutural, mecânica, hidráulica e de arquitetura, não permitindo respostas genéricas”, ressaltou. De acordo com a docente, esse formato reflete o estilo da FGV, que costuma concentrar vários aspectos em uma única questão.
Bloco 5: Administração
Segundo o professor Stefan Fantini, do Estratégia Concursos, as questões discursivas do Bloco 5 abordaram dois temas atuais e desafiadores na Administração Pública: o peso das emendas parlamentares e os dilemas da comunicação governamental nas redes sociais. Segundo ele, muitos candidatos tiveram dificuldade porque esperavam temas mais amplos e neutros, mas encontraram problemas práticos de gestão, exigindo raciocínio crítico e visão integrada.
Na questão sobre emendas parlamentares, era necessário unir três pontos: conceitos orçamentários (tipos de emendas e caráter impositivo), regras da Lei 13.019/2014 e estratégias para uma Organização da Sociedade Civil captar recursos.
O professor destaca que respostas fragmentadas perderam força, pois a banca buscava uma abordagem completa, incluindo transparência, governança e qualidade do gasto.
Já na questão sobre comunicação pública, o desafio foi diferenciar comunicação institucional de conteúdo promocional e analisar os riscos do uso de linguagem humorística por órgãos públicos. De acordo com Fantini, o candidato precisava propor uma estratégia voltada aos jovens, explicando como ela fortaleceria transparência, confiança social e governança, sem comprometer a credibilidade institucional.
Para o professor, o conjunto das questões deixou claro que decorar conceitos não basta: é preciso interpretar, conectar teoria à prática e apresentar soluções coerentes. Quem conseguiu fazer isso, afirma Fantini, saiu na frente.
Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico
As duas questões do bloco foram pertinentes e alinhadas à realidade brasileira. A primeira abordou aspectos do mercado de trabalho, como a baixa taxa de desemprego, aumento das solicitações do seguro-desemprego e impacto das políticas de proteção ao trabalhador, seja pelo mercado ou pela assistência social.
O candidato precisava articular esses elementos sem cair em respostas superficiais, pontua Amanda Aires, professora do Estratégia Concursos.
Já a segunda questão destacou a importância da extensão rural, com ênfase no papel da Embrapa, e exigiu a proposição de duas parcerias público-privadas. Segundo Amanda Aires, quem se limitou à teoria pode ter enfrentado dificuldades, pois a banca esperava soluções práticas e contextualizadas.
Para a professora, um ponto comum às duas questões foi a necessidade de gerenciar bem o espaço, já que os comandos traziam muitos elementos e o limite era de 30 linhas. Além disso, aspectos de língua portuguesa representaram 50% da nota, o que penalizou candidatos que falharam em coesão, coerência ou gestão das linhas.
Bloco 7: Justiça e Defesa
O bloco 7 abordou os princípios do Direito Internacional Público e Humanitário, Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS), ambos os temas previstos em edital.
Segundo Aragonê Fernandes, professor de Direito Constitucional, a prova discursiva do Bloco 7 apresentou uma estrutura diferente em relação aos demais blocos de nível superior. “A primeira questão trouxe itens muito específicos e baseados em situações concretas, o que exigiu do candidato uma análise mais aplicada, menos genérica”, avaliou.
Na mesma linha, Letícia Bastos, professora de Língua Portuguesa do Gran Concursos, destacou que a FGV adotou o formato de estudo de caso logo na primeira questão. “A banca contou uma história e formulou perguntas a partir desse contexto. O candidato precisava necessariamente relacionar a resposta ao texto motivador, mencionando o caso e os personagens apresentados. Não era possível responder de forma abstrata”, explicou.
Segundo a professora, essa característica diferenciou a prova do Bloco 7. “Até então, vínhamos observando questões discursivas mais amplas e abertas. Já na segunda questão, apesar de não ser um estudo de caso, os comandos foram longos, detalhados e bastante específicos, o que também exigiu atenção redobrada na interpretação do enunciado”, concluiu.
Bloco 8: Intermediário – Saúde
O bloco 8, por sua vez, tratou a relação entre ocupações irregulares nas grandes cidades, os impactos na saúde e o papel do poder público. Segundo Letícia Bastos, professora de Língua Portuguesa, a redação deste bloco seguiu de forma consistente o que estava previsto no edital.
“A FGV propôs uma dissertação argumentativa com base em textos motivadores, abordando temas ligados à saúde pública. O assunto dialoga diretamente com o eixo temático do bloco, envolvendo determinantes sociais, desigualdades regionais e políticas públicas”, explicou.
De acordo com a professora, a banca valorizou a capacidade de análise crítica dos candidatos. “Esperava-se que o participante fosse capaz de identificar problemas sanitários decorrentes da urbanização desordenada, como surtos de doenças, falta de saneamento e dificuldade de acesso aos serviços de saúde, além de propor medidas governamentais viáveis e articuladas”, explicou
“Era preciso demonstrar conhecimento técnico, responsabilidade social e ir além do senso comum, com argumentos estruturados e exemplos pertinentes”, completou a professora. Para Letícia Bastos, a escolha do tema não foi surpreendente.
“A relação entre desigualdade social, ocupações irregulares e impactos na saúde é amplamente discutida na saúde pública brasileira, sobretudo em cidades que cresceram sem planejamento. A FGV optou por um tema que exige visão sistêmica, empatia e compromisso ético, avaliando não apenas o domínio de conteúdo, mas a capacidade de interpretar cenários complexos e propor soluções concretas”, concluiu.
Bloco 9: Intermediário – Regulação
A redação do bloco 9 tinha como tema a mobilidade urbana. O candidato deveria comentar sobre o papel do estado na implantação e na popularização do transporte coletivo de qualidade, além das ações que as agências reguladoras deveriam promover para melhoria da mobilidade urbana.
Segundo o professor Herbert Almeida, do Estratégia Concursos, na redação do Bloco 9 a maior dificuldade era estruturar as ideias. “É um tema geral e de amplo conhecimento, mas os candidatos tiveram algumas dificuldades, principalmente com a quantidade de informações que poderiam ser abordadas”, explicou.
Um exemplo levantado pelo professor é que no papel do Estado, era possível comentar sobre investimentos em infraestrutura, segurança no transporte coletivo, integração entre os diferentes modais, investimento em campanhas para popularizar o transporte coletivo, entre outros.
Sobre as agências reguladoras, o professor destacou que o desafio foi ainda maior devido à escassez de órgãos especializados em transporte urbano no Brasil, ponto inclusive abordado nos textos motivadores.
“Ainda assim, era possível citar ações como incentivo à concorrência, participação do usuário na administração pública e a normatização do setor com disseminação de boas práticas”, explicou. Segundo ele, o fundamental foi selecionar poucas medidas, justificá-las com dados e respeitar o espaço da redação.
Para Rodolfo Gracioli, o tema tem caráter atual e estrutural, dialogando com o direito social ao transporte previsto na Constituição e com o crescimento urbano desordenado. “Quando a mobilidade urbana não é garantida, as desigualdades sociais se aprofundam”, afirmou. Na avaliação do professor, a banca acertou ao escolher um tema socialmente relevante, conectado ao bloco e ao cenário atual.
Movimentação de candidatos antes da abertura dos portões para a realização das provas do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025.
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
📆 Próximos Passos
8 a 17 de dezembro – Caracterização da deficiência + verificação de autodeclaração (vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas)
8 de janeiro de 2026 – Resultado preliminar da Avaliação de Títulos
9 a 12 de janeiro de 2026 – Recursos do resultado preliminar da Avaliação de Títulos
15 de janeiro de 2026 – Resultados preliminares da avaliação de autodeclaração e caracterização da deficiência
16 a 19 de janeiro de 2026 – Recursos para avaliação de autodeclaração e caracterização da deficiência
23 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção
26 e 27 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos
18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão das notas de títulos + resultado definitivo da verificação documental da autodeclaração e caracterização da deficiência
18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão e nota definitiva da prova discursiva
20 de fevereiro de 2026 – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) + 1ª convocação para confirmação de interesse dos classificados
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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