Economia
CNU: governo divulga resultado de recursos da prova escrita e convoca candidatos a cotas para verificação
Inscritos nas vagas do ‘Enem dos concursos’ reservadas para negros, indígenas e pessoas com deficiência precisam comprovar que fazem parte desses grupos; entenda como funciona. O “Enem dos concursos” vai preencher 6.640 vagas em 21 órgãos do governo federal
Daniel Cymbalista/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O governo federal divulgou, nesta quinta-feira (17), os resultados dos pedidos de revisão das notas das provas discursivas (nível superior) e da redação (nível médio) do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), o “Enem dos concursos”.
Também nesta quinta (17), os candidatos que estão concorrendo à reserva de vagas (pessoas negras, indígenas e com deficiência) começaram a ser chamados para procedimentos de verificação (confira abaixo como funciona).
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Para verificar o resultado da revisão da parte escrita, caso ela tenha sido corrigida, o participante deve acessar a área do candidato, na página oficial do concurso e clicar no menu “Resultados e Convocações”.
Na mesma página, o participante também consegue acessar as informações referentes à convocação para o procedimento de verificação para os negros, indígenas e pessoas com deficiência.
Conforme os editais, a correção da parte escrita das provas dependia da nota que o candidato tirou na prova de múltipla escolha (entenda como funciona o corte).
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Como funciona procedimento de verificação?
Quem se autodeclarou negro e concorre às vagas reservadas para este grupo deverá se apresentar à comissão de heteroidentificação entre os dias 2 e 3 de novembro.
Durante o procedimento, o participante terá seus dados biométricos coletados e será submetido ao exame grafológico. Todo o processo será filmado pela Fundação Cesgranrio, a banca organizadora do processo seletivo, para uso da comissão. Será eliminado o candidato que:
Não comparecer ao procedimento de heteroidentificação;
Recusar-se a ser filmado;
Recusar-se a coletar os dados biométricos ou a fazer o exame grafológico.
Já o procedimento de verificação para quem concorrer às vagas reservadas às pessoas indígenas, será realizado pela Comissão de Verificação Documental Complementar, também nos dias 2 e 3 de novembro.
A comissão irá analisar a documentação comprobatória de pertencimento étnico, que foi enviada pelos candidatos no momento da inscrição do concurso. Segundo o edital, não será possível enviar outros documentos.
Por fim, os candidatos que se declararam com deficiência vão precisar passar por uma perícia médica (avaliação biopsicossocial). A avaliação documental será realizada por uma equipe multiprofissional, designada pela Cesgranrio.
Esses profissionais são responsáveis por emitir um parecer conclusivo sobre o enquadramento ou não da deficiência na lei. Os candidatos serão avaliados com base na documentação médica (atestado, laudo ou relatório) enviada, via upload, no ato da inscrição.
O documento precisar “atestar a espécie e o grau ou o nível de deficiência (se conhecida), bem como a provável causa da deficiência”. A divulgação dos resultados preliminares está prevista para 13 de novembro. Os recursos para estes resultados poderão ser enviados até o dia 14.
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Próximos passos
Em 4 de novembro, serão divulgados os resultados preliminares da avaliação de títulos – comprovação de experiências profissionais e titulação acadêmica que ajudam a compor a nota final. Até o dia 5, os participantes poderão entrar com eventuais pedidos de recurso.
A lista final de aprovados no Concurso Nacional Unificado está prevista para sair no dia 21 de novembro. Em janeiro de 2025, começam os cursos de formação dos aprovados.
➡️ Serão aprovados os candidatos que receberem as notas mais altas dentro do número de oportunidades disponíveis para cada cargo, considerando a reserva de vagas para pessoas negras, com deficiência e indígenas.
A classificação também vai levar em consideração a preferência entre as carreiras e especialidades indicada pelo participante no momento da inscrição.
Se o candidato for aprovado no seu segundo cargo mais preferido, por exemplo, ele ainda ficará na lista de espera da sua primeira opção, mas será eliminado da concorrência das carreiras menos preferidas.
CNU: os próximos passos depois da prova do ‘Enem dos concursos’
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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