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Política

Com bênção de Lula, Marta Suplicy volta ao PT nove anos depois para ser vice de Boulos em SP: ‘Sou petista raiz’

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Ato de filiação reuniu diversos nomes da política brasileira, além de centenas de apoiadores, que lotaram a Casa de Portugal, no Centro de São Paulo. Ela retorna ao partido depois de ter votado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Boulos, Lula e Marta Suplicy.
Reprodução
Marta Suplicy (PT) voltou ao Partido dos Trabalhadores nesta sexta-feira (2), quase nove anos após sua desfiliação da sigla. O retorno aconteceu com a bênção – e assinatura – do presidente Lula (PT) em um ato que reuniu diversos nomes da política brasileira, além de centenas de apoiadores que lotaram a Casa de Portugal, no Centro de São Paulo.
A refiliação ocorre porque Marta será candidata à vice-prefeita na chapa com Guilherme Boulos (PSOL), que tentará em outubro deste ano vencer a disputa pela prefeitura da capital. O ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também marcaram presença no evento.
Sob aplausos de apoiadores, a ex-prefeita discursou emocionada e disse que está voltando mais madura. “Essa noite eu só pensava nisso, que emoção seria essa volta. Voltar ao ninho, sentir que eu sou PT raiz, que nunca saiu de dentro de mim, me emociona muito”.
“Aqui eu estou de volta ao meu aconchego, a minha raiz. Nunca saiu de dentro de mim o PT. Eu vi o PT nascer, PT crescer nas ruas do país”, completou.
A ex-prefeita também disse que tem como desafio “fazer da capital um bastião de resistência democrática”.
O presidente Lula também discursou e entregou para Marta a ficha de filiação do partido, que foi assinada durante o evento.
Ao lado de Lula, Marta Suplicy assinou a ficha de filiação ao PT nesta sexta (2)
Reprodução
Boulos também discursou e deus boas-vindas para Marta.
“Marta, minha companheira, hoje a Gleisi te deu boas-vindas ao PT e eu quero te dar boas-vindas a chapa vitoriosa da cidade de São Paulo. Temos a consciência de uma missão em outubro desse ano, que é derrotar o bolsonarismo na maior cidade do país. E a Marta veio para construir essa frente”, afirmou Boulos.
No discurso Boulos também criticou a CPI que foi protocolada na Câmara Municipal de São Paulo para investigar as ações sociais do padre Júlio Lancelotti. Boulos também brincou sobre o encontro de Lula com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Lula e Tarcísio participaram de cerimônia em Santos (SP sobre a construção do túnel que liga a cidade ao Guarujá (SP). O projeto receberá recursos federais e estaduais. “Pelo que eu vi hoje lá em Santos, se bobear, o Lula traz até o Tarcísio para essa frente ampla”, disse Boulos.
“Nós queremos ganhar essa eleição porque a gente precisa devolver a cidade de São Paulo para o nosso povo, a gente precisa de um governo que volte a olhar para o povo mais pobre dessa cidade e que tenha coragem para enfrentar o abandono, a insegurança e a crise que a cidade enfrenta hoje”, completou Boulos.
O senador Eduardo Suplicy (PT), que chegou a se colocar como possibilidade de candidato a vice-prefeito, mudou de ideia e resolveu apoiar o nome da ex-mulher após uma conversa com Boulos: “O PT tem um histórico de prévias, e eu gostaria que elas acontecessem, mas aceitei que o partido pode ter Marta como candidata a vice. Meu compromisso é ajudar na vitória do Boulos”, afirmou.
Suplicy, inclusive, tocou suas famigeradas versões de “Blowing in the wind” e “Eu sei que vou te amar” na abertura do evento de filiação.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, iniciou os discursos dizendo que São Paulo precisa reencontrar sua versão progressista e chegou a dizer que “Marta saiu do PT, mas o PT nunca saiu de Marta”.
Filiação de Marta Suplicy.
Reprodução.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também discursou durante a cerimônia de filiação.
Retorno decidido pelo diretório
O Diretório Municipal do PT em São Paulo decidiu pelo retorno de Marta no início do ano com duas votações, uma para a filiação da ex-prefeita e outra para a suspensão de prévias no partido. O resultado de ambas foi o mesmo: 12 votos “sim”, 1 “não”, uma abstenção e duas ausências.
Ela se desfiliou do PT em 2015, no auge da Operação Lava Jato, afirmando que a sigla tinha protagonizado “um dos maiores escândalos de corrupção da nação brasileira”. Na época, Marta estava rompida com a então presidente Dilma Rousseff (PT) e votou a favor do impeachment dela no Senado, em 2016, mesmo tendo sido ministra da Cultura da gestão petista.
Até o dia 9 de janeiro, a petista era secretária das Relações Internacionais da gestão Ricardo Nunes (MDB), agora adversário político, já que o atual prefeito de São Paulo tentará a reeleição.
Marta Suplicy (sem partido) é recebida no Palácio do Planalto pelo presidente Lula (PT).
Divulgação/Palácio do Planalto
Diretório do PT em São Paulo
TV Globo
Almoço com Boulos
No dia 13 de janeiro, Boulos foi até o apartamento de Marta, na Alameda Franca, nos Jardins, bairro nobre da capital paulista, para um almoço simbólico. Preocupado com a resistência de parte da militância do PT e do PSOL ao nome da ex-prefeita, o psolista disse que levará a ex-prefeita a encontros com movimentos sociais. O almoço selou o anúncio a parceria entre eles nas eleições municipais de 2024.
Na saída, Boulos conversou com os jornalistas e afirmou que o PT vai definir a chapa e que Marta agrega muito ao projeto.
“Feita a filiação no Partido dos Trabalhadores, eu vou levá-la para um encontro com os movimentos sociais da cidade de São Paulo para que tenha essa reconexão da Marta de volta ao PT e retome sua relação com movimentos sociais, provavelmente já em fevereiro, um encontro nosso com os movimentos sociais”, disse ele na ocasião.
“As diferenças políticas, críticas que fiz a ela, que ela fez a mim, isso só mostra que é uma aliança que amplia, não é uma aliança de duas pessoas que pensam da mesma forma. Já tivemos divergências, como, inclusive na eleição passada, vários partidos que hoje estão conosco eram adversários”, completou.
Marta Suplicy (sem partido), oferece almoço neste sábado (13) em sua residência no Jardim Paulista, para o pré candidato a prefeitura da cidade de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) e Rui Falcão (deputado federal).
Aloisio Maurício/Estadão Conteúdo

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
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O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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