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Política

Com novas filiações, PL se torna maior bancada da Câmara dos Deputados, aponta levantamento

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De acordo com levantamento do g1, partido do presidente Jair Bolsonaro soma agora pelo menos 60 deputados, à frente de União Brasil (58) e PT (53). Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em cerimônia de filiação de deputados à sigla nesta terça-feira (15).
Pedro Henrique Gomes/g1
Com filiações realizadas nesta terça-feira (15), o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, se tornou a sigla com a maior bancada da Câmara, com pelo menos 60 deputados, à frente de União Brasil (58) e PT (53), segundo levantamento do g1.
No último dia 3, quando se abriu a janela partidária (período até 1º de abril no qual os deputados podem trocar de partido sem risco de perder o mandato), a bancada do PL somava 42 deputados. Desde então, o partido perdeu quatro parlamentares na Câmara, mas filiou outros 22.
‘Janela partidária’: começa período para parlamentares trocarem de partido sem perder mandato
O g1 confirmou parte dessas filiações com base nos registros oficiais no site da Câmara dos Deputados e a outra parte em contato com os gabinetes dos deputados, que confirmaram o ingresso dos parlamentares no PL.
Nesta terça-feira, em uma cerimônia em Brasília, o partido filiou pelo menos quatro deputados (Carla Zambelli, Major Fabiana, General Girão, oriundos do União Brasil, e José Medeiros, ex-Podemos).
O g1 não conseguiu confirmar duas filiações de deputados ao PL previstas para esta terça — Filipe Barros (União Brasil-PR) e Paulo Begtson (PTB-PA). Caso se confirmem, o número de deputados da bancada aumenta para 62.
No último sábado, houve outro evento de filiação, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, no qual ingressaram no partidos outros 11 deputados.
Para o próximo sábado, está previsto um novo evento, no qual estão programadas as filiações, entre outros, dos deputados Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente, Bia Kicis (DF) e Hélio Lopes (RJ).
A BANCADA DO PL APÓS AS FILIAÇÕES DESTA TERÇA-FEIRA
Durante a cerimônia de filiações desta terça-feira, o presidente nacional do PL , Valdemar Costa Neto, comemorou a “sorte” de ter levado Jair Bolsonaro para o partido.
“Eu fico pensando da sorte que nós tivemos de poder recebê-lo no nosso partido. Eu nunca imaginei. Eu passei 30 anos correndo atrás de deputado para o meu partido crescer”, afirmou em discurso. ” Nunca pensei que nós iríamos chegar aonde nós estamos chegando”, disse.
Por esse motivo, segundo Costa Neto, o partido precisa ser “fiel” a Bolsonaro e “fazer tudo” o que ele estabelecer.
“O eleitor do Bolsonaro é fiel e, aconteça o que acontecer, o resultado vai vir. Por isso, nós temos que ser fieis ao Bolsonaro, fazer tudo que o que ele pede, tudo que ele precisa. Estamos enfrentando problemas em alguns estados e vamos enfrentar em todos que precisar para podermos retribuir o que ele fez para nós”, declarou.
União Brasil
A maioria dos deputados que migraram para o PL na janela partidária saiu do União Brasil. A legenda nasceu em fevereiro, após confirmada a fusão entre PSL e DEM pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, a corte concedeu 30 dias para que os filiados pudessem optar por permanecer ou deixar o partido.
Com a junção, o União Brasil surgiu com 81 parlamentares. Dias depois, começou a perder os primeiros correligionários. Iniciada a janela partidária, o União Brasil tinha 78 deputados federais e ainda era a maior bancada da Câmara.
Passadas quase duas semanas de movimentações, o União desidratou e agora soma 58 integrantes. No período da janela partidária, a bancada do partido só ganhou uma nova integrante: Rose Modesto, que deve disputar o governo do Mato Grosso do Sul.
A saída em massa do União Brasil já era esperada. O partido tinha entre os filiados deputados eleitos pelo PSL com o apoio do presidente Jair Bolsonaro em 2018, eleito sob a mesma legenda.
Bolsonaro anunciou a saída do partido ainda no primeiro ano de governo, após uma série de desentendimentos com Luciano Bivar, presidente do PSL à época e atual presidente do União Brasil.
À época, o presidente anunciou a criação do Aliança pelo Brasil (vídeo abaixo), que não chegou a sair do papel. Os aliados na Câmara, no entanto, não deixaram o PSL e esperaram o anúncio da nova casa de Bolsonaro para preparar a migração.
Bolsonaro participa do lançamento do partido Aliança pelo Brasil
Outro fator que motivou o atraso na saída dos deputados foi o risco de enquadramento nas regras de fidelidade partidária da Justiça Eleitoral.
Um parlamentar que trocar de partido fora do período da janela partidária sem apresentar à Justiça Eleitoral uma justa causa, corre o risco de perder o mandato.
Isso porque a Justiça Eleitoral entende que os mandatos de deputados federais, estaduais e distritais pertencem aos partidos, não ao eleito — e o partido pode reivindicar na Justiça o mandato do parlamentar que saiu.
* Estagiário, sob supervisão de Fausto Siqueira
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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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