Economia
Como economizar nos presentes de Dia das Mães, mesmo com compras de última hora?
Especialistas elencam os pontos aos quais o consumidor deve estar atento para tentar garantir uma condição melhor nas compras para a data comemorativa. Compras de última hora podem atrapalhar a procura por formas de economizar
Arquivo pessoal
Quase 14 milhões de brasileiros devem comprar um presente de Dia das Mães nos últimos dias antes da data, celebrada no próximo domingo (14). Trata-se de um dos momentos do ano que mais movimentam dinheiro no país.
De acordo com um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a data deve levar 128,7 milhões de pessoas às compras, movimentando cerca de R$ 33,2 bilhões no comércio.
Aquelas que deixaram as compras para a última hora — pessoas principalmente das classes C, D e E, segundo o estudo — representam 11% do total. A pressa para a escolha dos presentes, porém, pode significar prejuízo financeiro.
Ansiedade financeira: veja dicas para trabalhar a mente e evitar gastos
José César da Costa, presidente da CNDL, afirma que “na correria para garantir os presentes, muitas pessoas acabam recorrendo ao parcelamento de forma impensada ou compram o produto na primeira loja que visitam”.
O g1 ouviu quatro especialistas e reuniu dicas de como o consumidor pode economizar dinheiro na hora de escolher o presente de Dia das Mães, mesmo em cima da hora:
Cuidado com golpes na hora de pagar a conta.
Avalie opções menos tradicionais para presentear;
Procure por descontos;
Pesquise antes de fazer a compra;
Defina um teto de gastos;
Veja mais detalhes abaixo.
🎯 Defina um teto de gastos
O educador financeiro Thiago Godoy, da Rico Investimentos, destaca que o primeiro passo para economizar na hora de escolher o presente é impor um limite de quanto poderá ser gasto.
Esse limite deve ser definido de acordo com a realidade e as possibilidades econômicas de cada um, sem comprometer outras contas básicas e sem gerar uma grande dívida no cartão de crédito.
Além de definir esse teto de gastos, Thiago ressalta que é importante se comprometer a segui-lo. “O teto serve para que o consumidor nem procure opções que estejam fora do valor definido”.
🔍 Pesquise antes de fazer a compra
Ainda que faltem poucos dias para a data, um consenso entre os entrevistados é que o consumidor deve pesquisar muito antes de realizar qualquer compra, seja em uma loja física ou online.
Karyna Terrel, empreendedora do segmento têxtil e especialista em varejo de grandes centros comerciais, recomenda que o cliente faça uma lista com os presentes que estão entre suas opções de compra.
“As ruas de comércio popular (assim como shoppings) são sempre cheias de opções. Se o consumidor não souber exatamente o que busca, pode acabar se empolgando e comprando mais do que deveria. A boa e velha lista é sempre uma forma de manter o foco antes de sair de casa”, afirma Karyna.
Além de a lista limitar quais serão as compras, ela também pode ajudar na tarefa de encontrar o melhor preço.
Thiago pontua que vale muita apena procurar o mesmo produto em várias lojas para saber qual oferece o menor preço. Nesse sentido, ele considera que a internet pode ser uma grande aliada.
Mesmo para as compras em lojas físicas, as pesquisas de preços podem ser feitas pela internet, com base na lista de presentes. Assim, na hora da compra o cliente já vai direcionado ao local com o melhor custo, evitando distrações e sem gastar mais que o necessário.
🏷️ Procure por descontos
Segundo Karyna, além de mapear os menores preços, o consumidor também pode conseguir boas oportunidades se procurar por formas de obter descontos.
Para isso, ela indica que os consumidores tentem pechinchar e negociar valores com base na forma de pagamento. Muitos lojistas e empresas oferecem descontos por compras pagas pelo PIX, por exemplo, porque o valor cair instantaneamente na conta. Isso acontece tanto no ambiente físico quanto no virtual.
Se não for possível pagar o valor de uma só vez, os especialistas também ressaltam a importância de verificar se haverá a cobrança de juros sobre o parcelamento.
As taxas de juros seguem elevadas no Brasil — atualmente a Selic está em 13,75% ao ano — e, por isso, o parcelamento pode representar um grande acréscimo ao valor final da compra. Sempre que possível, a melhor opção é escolher um local que parcele as compras sem juros.
💇 Avalie opções menos tradicionais para presentear
Veronica Marques é mestre em Economia Criativa e defende que opções “feitas à própria mão” podem ser uma boa solução para quem precisa economizar, mas ainda assim geram bons sentimentos em quem recebe, já que demonstra o esforço da pessoa que fez o presente.
Ela dá três exemplos do que pode funcionar bem no Dia das Mães:
álbum de fotos;
convites para passeios diferentes e que entreguem novas experiências;
café da manhã preparado em casa.
Thiago, da Rico, compartilha da mesma visão e destaca que o “melhor presente não é o mais caro ou o mais barato, mas aquele que é útil para quem recebe”.
Nesse sentido, o educador financeiro recomenda que o filho converse com a mãe para verificar coisas que ela precisa e que, ao presenteá-la com isso, pode gerar uma economia para os dois. “Uma sessão de massagens ou um corte de cabelo no salão, por exemplo, podem sair muito mais em conta e serem mais úteis do que presentear com algo que ela já tenha”.
⚠️ Cuidado com golpes na hora de pagar a conta
Ronaldo Trigo, diretor de Prevenção à Fraude, Crédito e Risco na Fiserv, comenta que, pela grande movimentação, o Dia das Mães pode oferecer riscos extras que acabam em prejuízo financeiro.
“Qualquer aumento de demanda é utilizado pelos golpistas para passarem despercebidos e se aproveitarem dos momentos de comemoração”, pontua.
Trigo elenca uma série de dicas para que o consumidor se proteja.
Nas compras em lojas físicas:
nunca entregar o cartão a terceiros na hora de pagar;
conferir o valor da compra antes de inserir ou aproximar o cartão;
solicitar a segunda via do cartão para conferir e ter os dados da loja;
ao terminar a compra, verificar se o nome que está no cartão está correto, pois um dos golpes utilizados nesses momentos é a troca de cartões.
Nas compras online:
desconfiar de promoções com grandes descontos ou ofertas milagrosas, principalmente se as promoções forem enviadas por links em mensagens ou e-mails;
quando o banco oferecer a opção, utilizar o cartão virtual para compras na internet, para que o número do cartão físico fique resguardado de futuras utilizações fraudulentas;
desconfie dos sites que só oferecem uma única forma de pagamento, principalmente se forem transferências imediatas;
ao receber ligações comunicando algum problema com a conta bancária ou cartão, procurar o gerente da conta ou verificar o extrato pela internet para ver se realmente aconteceu algo;
nunca fornecer dados ou senhas de cartões por telefone, porque o banco não solicita essas informações;
em casos de pagamento com boleto, transferência ou PIX, conferir o nome da empresa beneficiária que aparece no momento do pagamento e, se for diferente da loja, não efetuar o pagamento.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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