Economia
Como o tarifaço de Trump mexe com a economia mundial
Medida do presidente dos EUA derruba bolsas, provoca retaliações e aumenta temor de recessão global; Brasil também pode ser afetado. O Fantástico deste domingo (6) mostrou como tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mexeu com a economia do mundo inteiro na última semana. A medida, que prevê novas tarifas de importação para cerca de 60 países, causou reações imediatas em bolsas de valores, governos e especialistas — e levanta o risco de recessão global.
Bolsas globais derretem, repercutindo tarifaço de Trump e resposta da China
As tarifas, chamadas de “recíprocas” pelo governo americano, foram calculadas com base em critérios considerados arbitrários por analistas. O próprio Trump apresentou um mapa com as novas taxas, classificando os países com maior déficit comercial com os EUA como “criminosos”. Até o Brasil, mesmo com uma das menores tarifas da lista, avalia como responder.
Logo após o anúncio, os mercados financeiros despencaram. Bolsas nos Estados Unidos, Europa, Ásia e Brasil fecharam em queda. A resposta de outros países veio rapidamente: a China anunciou aumento de impostos sobre produtos americanos, e outras nações avaliam medidas semelhantes.
O impacto pode ser ainda mais profundo. Especialistas alertam que a guerra comercial pode provocar uma recessão na maior economia do mundo. A revista britânica The Economist estampou na capa: “Dia da Ruína”, em referência à fala de Trump, que chamou o tarifaço de “Dia da Libertação”.
A fórmula usada pelo governo americano para calcular as tarifas causou confusão até entre estudantes de economia. Segundo Gustavo Moreira, coordenador do curso de Economia do Ibmec-RJ, a equação leva em conta a balança comercial e outros fatores técnicos — mas é tão complexa que gerou um sonoro “não” quando ele perguntou aos seus alunos se fazia sentido.
O tarifaço também virou piada nas redes sociais. Memes transformaram Trump em garçom segurando um cardápio de tarifas e até em supervilão dos impostos. Mundos fictícios, como Nárnia e Wakanda, entraram na brincadeira como “alvos” das novas taxas.
Entre as tarifas mais inusitadas, está a cobrança de 10% para produtos vindos das Ilhas Heard e McDonald, um território sem habitantes, povoado apenas por pinguins e animais protegidos por organizações internacionais.
Na noite deste domingo (6), Donald Trump defendeu as tarifas que ele impôs a produtos importados e comparou a medida a um remédio. Ele diz não estar preocupado com o resultado dos mercados financeiros, que abriram novamente em queda hoje na Ásia. Trump afirmou, ainda, que os governos vão precisar pagar muito dinheiro para mudar as tarifas impostas.
Mais cedo, o secretário do tesouro dos Estados Unidos disse que mais de 50 países já procuraram o governo para negociar as tarifas de importação – mas não relevou os nomes. Scott Bessent minimizou as quedas das bolsas de valores depois do anúncio e disse que não há razão para temer uma recessão.
Ontem começaram a valer as tarifas básicas de 10% e os produtos brasileiros estão nesta categoria. As taxas diferenciadas para cada país entram em vigor na próxima quarta-feira.
Donald Trump fala à repórteres na Casa Branca
REUTERS/Evelyn Hockstein
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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