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Política

Condenado no STF, Bolsonaro é alvo de outras investigações no tribunal; veja lista

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Veja os vídeos que estão em alta no g1
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a reabertura do inquérito que investiga se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou interferir na Polícia Federal.
A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que quer cruzar dados desse caso com outras apurações, principalmente sobre ataques ao sistema eleitoral e à democracia com uso de desinformação.
A PGR quer cruzar dados com um inquérito que apura uma organização criminosa suspeita de usar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para espalhar desinformação contra o sistema eleitoral e instituições democráticas.
Bolsonaro também é alvo de outras investigações no STF, incluindo a que trata da tentativa de golpe de Estado, caso em que já foi condenado.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado em 2022. Ele foi considerado culpado por cinco crimes:
golpe de Estado;
abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
dano qualificado;
deterioração de patrimônio tombado; e
organização criminosa.
A decisão está na fase de elaboração do acórdão — documento que oficializa o julgamento. Depois da publicação, a defesa poderá apresentar recurso.
Relembre as investigações contra o ex-presidente que tramitam no Supremo:
Interferência na Polícia Federal
🚨 O inquérito foi aberto em 2020, a pedido da Procuradoria-Geral da República, após denúncias do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro.
Moro disse que Bolsonaro pressionou pela troca do superintendente da PF no Rio de Janeiro e exonerou o diretor-geral da corporação, Mauricio Valeixo, indicado por ele.
Bolsonaro negou irregularidades e afirmou que a troca de Valeixo ocorreu “por falta de interlocução”.
Em 2022, a PF concluiu que não houve crime. A PGR então pediu o arquivamento do caso.
Sergio Moro conversa com Bolsonaro durante intervalo do debate na Globo
Stephanie Rodrigues/g1
Atuação contra processo da trama golpista
Em maio, o STF autorizou investigação contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por ações contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos. Em julho, Jair Bolsonaro foi incluído no inquérito.
A PGR afirma que os dois tentaram convencer os Estados Unidos a aplicar sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras. A intenção seria interferir no julgamento da tentativa de golpe de 2022, em que Bolsonaro foi condenado em setembro.
⚖️ No âmbito dessa investigação, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar do ex-presidente, além de medidas restritivas. Eduardo Bolsonaro foi denunciado pela PGR. A situação de Jair Bolsonaro está em análise.
No fim de setembro, a defesa de Bolsonaro pediu o fim da prisão domiciliar e das restrições. Alegou que, como ele não foi denunciado, as medidas não se justificam. Moraes negou o pedido.
Negociação das joias sauditas
Em 2024, Bolsonaro foi indiciado pela PF por suspeita de ficar indevidamente com joias milionárias recebidas do governo da Arábia Saudita. A polícia apontou indícios de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
🔎 As joias foram recebidas durante o mandato e não foram registradas como patrimônio público, como exige a lei.
👉🏽 Segundo as investigações, parte das joias foi negociada nos Estados Unidos. Depois que o caso se tornou público, aliados de Bolsonaro tentaram recomprar os itens e devolvê-los ao governo.
⌚ Entre os presentes estão um relógio Rolex de ouro branco, anel, abotoaduras e um rosário islâmico.
Joias dadas de presente por autoridades sauditas a comitiva brasileira e que ficaram com Bolsonaro
Arquivo pessoal
Abin Paralela
Em junho desde 2025, a Polícia Federal finalizou a investigação sobre um esquema de espionagem ilegal dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo Bolsonaro.
A PF aponta que policiais e servidores da Abin formaram uma organização criminosa para espionar autoridades e cidadãos, invadindo celulares e computadores. Segundo as investigações, Jair Bolsonaro tinha conhecimento do esquema e se beneficiou da espionagem, mas não foi indiciado pela PF.
A PF deixou para a PGR decidir se ele deve responder por organização criminosa — crime pelo qual já foi condenado no caso da tentativa de golpe.
Incitação ao 8 de janeiro
Bolsonaro também foi incluído nas apurações dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando seus apoiadores invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
🖊️ Investigadores apontam que uma postagem feita por Bolsonaro em 11 de janeiro o liga aos atos ilegais. Ele compartilhou um vídeo que questionava, sem provas, o sistema eleitoral. A publicação foi vista como possível incentivo às invasões.
Em depoimento, Bolsonaro afirmou que compartilhou o vídeo por engano e que queria apenas salvá-lo para assistir depois.
Criminosos ocupam a Praça dos Três Poderes em meio à fumaça, reprimidos pela polícia em Brasília
Ueslei Marcelino/Reuters
Desinformação sobre vacina da Covid
💉 Em 2022, a PF concluiu que Bolsonaro incitou o crime ao associar, sem provas, a vacina contra a Covid-10 ao risco de desenvolver AIDS.
A afirmação é falsa. A Anvisa e outras autoridades de saúde reforçam que vacinas não causam doenças — elas protegem contra infecções. Bolsonaro fez essa associação em uma live nas redes sociais, ainda na presidência.
👉🏽 Segundo a PF, a fala de Bolsonaro pode ter levado pessoas a ignorar normas sanitárias, como a vacinação. A PGR se posicionou contra o indiciamento. O caso segue em análise no STF.
Vazamento de informações sigilosas
Em 2022, a PF apontou crime em uma live em que Bolsonaro divulgou dados sigilosos de uma investigação.
🤳 Na live de agosto de 2021, Bolsonaro citou um relatório da PF sobre um ataque ao sistema do TSE em 2018. O tribunal afirma que o episódio não comprometeu as eleições. Mesmo assim, Bolsonaro usou os dados para questionar, sem provas, a segurança das urnas.
A PGR pediu o arquivamento, mas Moraes manteve o caso aberto. A defesa também tentou encerrar o processo, mas o STF negou.
Bolsonaro com uma caixa de cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid, em foto de setembro de 2020..
REUTERS/Adriano Machado
Conclusões da CPI da Covid
Em setembro, o ministro Flávio Dino autorizou investigação sobre as conclusões da CPI da Covid sobre as ações da gestão Bolsonaro contra a pandemia.
O relatório da CPI, de 2021, recomendou o indiciamento de Bolsonaro por prevaricação, charlatanismo, descumprimento de normas sanitárias e uso irregular de verbas públicas. Aliados e ex-ministros também foram citados. A PF tem 60 dias para investigar o caso.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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