Economia
Conflito no Oriente Médio derruba exportações de carne bovina e de frango para a região
Imagem ilustrativa de uma carne bovina; vendas para o Oriente Médio caíram após o conflito.
Foto de David Foodphototasty na Unsplash
As dificuldades de navegação no Oriente Médio, em meio à escalada de tensão entre EUA, Israel e Irã, impactou diretamente as exportações do agro brasileiro para mercados-chave da região.
As vendas de carne bovina para os Emirados Árabes Unidos em março, por exemplo, despencaram 49% em volume em relação a igual mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) nesta quarta-feira (8).
Os Emirados são o terceiro maior comprador da carne bovina brasileira no Oriente Médio. O primeiro é o Egito, para onde as exportações caíram 16% em março, e o segundo é a Arábia Saudita, que registrou uma retração menor no mês (-7,6%).
Para outros destinos da região, as exportações de carne bovina tiveram quedas mais intensas, como Catar (-55,3%), Jordânia (-44,8%), Iraque (-42,5%) e Kuwait (-34,4%).
Apesar da forte queda para o Oriente Médio, as exportações totais do Brasil fecharam o mês com alta de 9,1% em relação a março do ano passado, totalizando 270,8 mil toneladas. Em receita, as exportações renderam US$ 1,48 bilhão, avanço de 26% na mesma comparação.
O aumento, em volume, foi liderado por:
China: 335,3 mil toneladas (+41,8%);
EUA: 107,4 mil toneladas (+13,4%);
Chile: 39,0 mil toneladas (+4,9%);
União Europeia: 26,0 mil toneladas (+3,2%);
Rússia: 33,9 mil toneladas (+4,2%).
Carne de frango
Em março, as vendas brasileiras para o Oriente Médio caíram 18,5% em volume na comparação com fevereiro, mês anterior à escalada do conflito, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Na região, a Arábia Saudita é o principal destino. Em março, o país importou 38,7 mil toneladas de frango, volume 5,3% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado.
Apesar disso, o desempenho total do setor foi positivo. As exportações somaram 504,3 mil toneladas em março, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 476 mil toneladas.
“Apesar da queda comparativa registrada no Oriente Médio, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio das rotas alternativas”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
“São mais de 100 mil toneladas enviadas aos mercados da região no mês de março, com mais de 45 mil toneladas destinadas aos países diretamente impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz”, acrescenta.
“As gestões de facilitação realizadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor têm sido efetivas, garantindo oferta de alimentos para as áreas hoje atingidas pela Guerra do Golfo. No restante dos mercados, a demanda segue crescente, em especial, nos principais destinos da Ásia”, acrescenta.
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Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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