Economia
Consolidada no mercado, fotógrafa cadeirante luta por mais inclusão: “Quero muitos comigo, voando”
Maria Paula Vieira também é jornalista, modelo, atriz, criadora de conteúdo e ativista dos direitos das pessoas com deficiência (PcD). Cadeirante, Maria se formou em jornalismo e decidiu empreender como fotógrafa
Divulgação
Maria Paula Vieira, 29 anos, era uma jovem universitária quando realizou seu primeiro ensaio fotográfico como modelo, em 2011. O resultado foi revelador: ao se enxergar nas imagens, ela percebeu o olhar do fotógrafo – e como ele fez (e faz) diferença. Decidiu que também queria estar do outro lado das lentes e se tornou a primeira fotógrafa cadeirante a se consolidar no Brasil, como se apresenta no perfil @maaria_vieira.
Nas imagens, Maria viu a verdadeira Maria. Nada daquela menina sem autoestima, abalada pela rejeição e pelo bullying enfrentados no ensino médio. Refletida ali, uma jovem sonhadora que se tornaria, além de fotógrafa e jornalista, empreendedora, criadora de conteúdo, modelo, atriz, ativista dos direitos das pessoas com deficiência (PcD) e, por tudo isso, a personagem de janeiro nas inserções do VAE na Globo e Globo News.
“Comecei a ver, pelo olhar de outro artista, o quanto eu poderia ser e era linda. Vi ali o poder que o registro fotográfico tem na vida do outro! Depois disso, eu sabia que eu queria, um dia, levar esse mesmo sentimento que senti a outras mulheres como eu”, conta a profissional, nascida em Santo André (SP).
Ainda na universidade, como aluna do curso de Jornalismo, recebeu os primeiros incentivos. A primeira câmera, presente dos pais, também foi fundamental para que pudesse praticar e, em 2015, abrir a MPV Fotografia – mais que um negócio, uma forma de jogar luz em temas ligados às mulheres e a PcDs.
“O empreendedorismo veio, para mim, também como uma alternativa de um mercado de trabalho que rejeita e dá poucas oportunidades a pessoas com deficiência, sem deixar que mostremos nosso potencial, sem oferecer chance de crescimento. E isso aconteceu muito comigo, como acontece com milhares”, afirma.
Menos preconceito, mais acessibilidade
O uso de cadeira de rodas nunca foi uma limitação. Com uma doença genética rara, recém diagnosticada, Maria passou anos se locomovendo com dificuldades e muitas dores, até a decisão de usar a cadeira.
“A sociedade vê a cadeira como uma prisão, por quê? Prisão é uma sociedade sem acessibilidade. Com acessibilidade todas as formas de andar serão respeitadas e livres. A cadeira me trouxe muito mais liberdade do que eu nunca tive, estudo, trabalho, socializo, vivo”, explica.
Exposição do trabalho foi uma das tantas conquistas de Maria Paula
Divulgação
Tudo isso ela relata nas redes sociais, onde fala de representatividade, luta por um mundo mais inclusivo, acessível e anticapacitista, e compartilha o dia a dia, o trabalho e as conquistas, como fez ao lançar a primeira exposição, “Mulheres Invisíveis”.
Maria quer muito mais, como realizar novas exposições, lançar um livro fotojornalístico e ter o próprio estúdio. Os planos, no entanto, não são apenas individuais. Embora se orgulhe do pioneirismo, deseja que outras Marias, como ela, também conquistem espaço no mercado de trabalho ou outros ambientes.
“E eu posso ser a primeira (fotógrafa cadeirante) a se consolidar, mas não pretendo ser a última. Quero muitos comigo, voando!”, afirma.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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