Política
Copa do Mundo em condomínios: veja o que pode e o que não pode
Prédio na Asa Norte, em Brasília, com tirinhas decorativas em verde e amarelo.
Vianey Bentes/TV Globo
Reunir amigos e familiares em casa está entre os programas previstos para os próximos dias por muitos torcedores — especialmente em datas como este sábado (13), quando a seleção brasileira entrará em campo contra o Marrocos no primeiro jogo em busca do hexacampeonato mundial.
O g1 consultou a legislação para mostrar o que pode e o que não pode acontecer nos condomínios durante esse período. As regras estão previstas na Constituição Federal e no Código Civil, que reúne dispositivos específicos sobre a convivência em condomínios.
🚨 Vale lembrar: além dessas normas gerais, cada condomínio tem regras próprias, definidas na convenção e no regulamento interno.
Em caso de problemas relacionados à reserva de áreas comuns, por exemplo, cabe ao síndico de cada condomínio solucionar a questão, explica Angélica Arbex, diretora de Marketing e Estratégia da Lello Condomínios.
“Durante esse período, percebemos um aumento significativo nas reservas e na utilização das áreas comuns, além da maior circulação de visitantes. Essas situações podem gerar dúvidas e, eventualmente, conflitos, o que faz com que os síndicos busquem mais orientação”, afirma.
Agora no g1
Veja abaixo 10 pontos sobre as regras de convivência em condomínios para garantir uma torcida sem transtornos.
✅ 5 coisas liberadas:
🍻🥜 Chamar a torcida para casa
Vale reunir amigos e familiares para assistir aos jogos no apartamento sem necessidade de autorização prévia ou agendamento. A exceção são os eventos realizados em áreas comuns, como salões de festa e churrasqueiras, que dependem das regras e do sistema de reserva do condomínio.
🇧🇷 Varanda decorada
Bandeiras do Brasil ou de outras seleções podem ser colocadas temporariamente nas varandas durante o torneio. O mesmo vale para outros enfeites temáticos da Copa. O cuidado é não transformar a decoração em algo permanente, o que pode ser interpretado como alteração da fachada do prédio.
🗣️ Gritar gol
A comemoração mais tradicional do futebol está liberada. Mas é preciso atenção aos excessos e ao volume da festa, especialmente após as 22h. Em muitos municípios, leis de controle de ruído impõem limites para o barulho durante a noite — e algumas partidas da Copa serão disputadas no fim da noite ou até de madrugada.
Cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2026, na Cidade do México, nesta quinta-feira (11)
REUTERS/Kai Pfaffenbach
👕Vestir a camisa
Moradores e convidados podem usar camisas, bandeiras e outros adereços de qualquer seleção — ou mesmo de clubes de futebol — tanto nos apartamentos quanto nas áreas comuns do condomínio.
Durante a Copa, a torcida está liberada. Continuam valendo, porém, as regras gerais de convivência, como restrições ao uso de roupas de banho em áreas secas do condomínio ou de roupas inadequadas para espaços compartilhados.
🚗 Reservar uma vaga para a torcida
O morador pode usar sua vaga de garagem ou cedê-la a convidados que forem assistir aos jogos. Para isso, é importante seguir as regras do condomínio, informando previamente a portaria quando necessário e respeitando os limites de tamanho e ocupação da vaga.
❌ 5 pontos de atenção:
🧨Nada de fogos na varanda
A legislação proíbe o uso de rojões e fogos de artifício em janelas, varandas e áreas comuns dos condomínios. A prática é considerada um risco à segurança e pode causar perturbação do sossego. Na hora de comemorar um gol, é melhor deixar os fogos de fora da festa.
🔕 Sem som alto após as 22h
Essa regra vale o ano inteiro, mas deve ser reforçada no período de Copa. Como algumas partidas começam às 22h ou até à 1h da manhã, a comemoração dos gols e dos lances decisivos precisa respeitar os limites de barulho para não incomodar os vizinhos. Caso contrário, o torcedor pode ser alvo de reclamações, advertências e até multas.
🏙️Não transformar a fachada em bandeirão
Pendurar bandeiras e outros enfeites de forma temporária está liberado. O que não pode é pintar paredes externas, varandas ou partes da fachada para homenagear a seleção. Por se tratar de uma alteração permanente da aparência do edifício, a prática é vedada pelo artigo 1.336 do Código Civil.
🎉 Nada de fazer da área comum uma extensão da sua sala
As áreas comuns só podem ser modificadas com autorização da administração do condomínio. Corredores, escadas e rotas de fuga não podem ser ocupados por mesas, cadeiras, televisões ou decorações improvisadas para acompanhar os jogos.
Além disso, qualquer dano causado ao patrimônio do edifício pode gerar multa. O morador responde tanto por seus próprios atos quanto pelos prejuízos causados por convidados, sem prejuízo de eventuais medidas civis ou criminais.
⚠️ Respeitar capacidade máxima
Mesmo com a reserva das áreas comuns, é obrigatório respeitar a capacidade máxima de cada espaço. Salões de festa, churrasqueiras e outras áreas de convivência têm limites definidos por questões de segurança, incluindo prevenção de incêndios e preservação da estrutura do condomínio.
Ultrapassar o número permitido de pessoas pode resultar em advertência ou multa, além de colocar em risco a segurança dos moradores e convidados.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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