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Economia

Copape e Aster Petróleo: conheça as principais empresas usadas pelo PCC no setor de combustíveis

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Copape e Aster Petróleo foram compradas por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “primo” ou “João.
Reprodução/TV Globo
As empresas Copape, produtora de gasolina, e Aster Petróleo, distribuidora, estão entre os principais alvos da megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28). Apontadas como peças centrais no esquema de fraudes no setor de combustíveis, elas seriam ligadas ao grupo criminoso PCC, segundo a investigação.
Pertencente aos empresários Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Renato Steinle de Camargo, elas eram usadas na engrenagem do grande esquema de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos em todo o setor de combustíveis de oito estados brasileiros, investigado pelo Gaeco do Ministério Público de SP, pela Polícia Federal e a Receita Federal.
Mourad é apontado pelos promotores como o “epicentro das operações” e chefe da organização que utilizava empresas em todo o setor de combustíveis — desde usinas até postos e lojas conveniências — para realizar fraudes fiscais massivas, ocultar patrimônio e lavar bilhões de reais.
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Segundo a investigação do Ministério Público de São Paulo, em 2020 Mourad comprou as empresas Copape e Aster Petróleo, desembolsando R$ 52 milhões na operação.
A Copape, sediada em Guarulhos, na Grande São Paulo, fabrica gasolina a partir da mistura de derivados de petróleo. Já a Aster, do mesmo grupo econômico, comercializa esse combustível e abastece uma rede de mais de mil postos em diferentes estados do país, segundo a Receita Federal.
Polícia descobre esquema de fraude de impostos na produção de combustíveis em SP
O produto base para o combustível era importado por outra empresa, a Terra Nova Trading, com filial no Tocantins. Essa era a empresa que, de acordo com o MP, atuava como um braço importador da Copape.
No esquema, a Terra Nova Trading era usada para comprar o Nfata (a matéria-prima da produção do combustível) de países como Estados Unidos, pelo estado de Tocantins e não por São Paulo, onde imposto de importação era muito menor – 1%, contra 25% de SP.
O produto era transferido direto para a refinaria da Copape em Guarulhos, que produzia gasolina e etanol mais barato que a média do mercado, por pagar menos impostos.
Segundo a apuração da força-tarefa, o Grupo Copape/Aster Petróleo também é dono indireto de uma rede de postos de gasolina independentes espalhadas pelo Brasil, alguns deles até de bandeiras conhecidas do consumidor, mas que não tiveram ainda os nomes revelados.
A aquisição teria sido feita por meio de empresários laranjas, que também estão sendo investigados no esquema. Os investigadores dizem que os criminosos do PCC ligados à rede achacavam donos de postos de combustíveis independentes para vender suas lojas, sob ameaça de morte.
A força-tarefa da Operação Carbono Oculto aponta que o Grupo Copape/Aster fazia um grande derramamento de combustível mais barato no mercado e de qualidade duvidosa, distribuindo a gasolina e o etanol mais barato e adulterado, inclusive para postos de gasolina com redes grandes definidas.
O promotor Yuri Fisberg afirmou nesta quinta (28) que os combustíveis utilizados por alguns postos do esquema tinham até 90% de metanol, mas a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) só permite até 0,5% dessa substância na gasolina e etanol.
Na decisão judicial que embasou a Operação Carbono Oculto, a Justiça decretou a indisponibilidade dos bens de Mohamad Hussein Mourad e Renato Steinle de Camargo.
Dono de uma série de postos de gasolina, Mohamad Hussein Mourad é investigado pela polícia por fraude na importação de matéria-prima para produção de gasolina
Reprodução/TV Globo
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Recuperação judicial
No ano passado, a Copape e a Aster entraram com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para tentar reverter a cassação de suas licenças de funcionamento pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) por diversas irregularidades na operação.
A ANP cassou a licença das duas empresas logo após uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, que revelou os esquemas do empresário Mohamad Hussein Mourad e sua mulher Silvana Correa, em julho do ano passado.
Na época, Mourad já era apontado como controlador direto de mais de 50 postos e outras empresas do setor de combustíveis, que estão todos em nome de laranjas (veja mais aqui).
Refinaria da empresa Copape em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Reprodução/TV Globo
Ao aprofundar as investigações, os promotores, auditores e policiais federais descobriram tentáculos ainda maiores do empresário, com participação de membros do PCC.
No pedido de recuperação judicial feito à Justiça paulista, as empresas alegam dívida de R$ 830 milhões.
Segundo o grupo, a licença de ambas foi revogada sem qualquer notificação da ANP para que elas pudessem se defender.
A ANP suspendeu a licença de ambas por infração de regras na comercialização e no armazenamento de combustível. Também considerou as investigações do Ministério Público de São Paulo que apontaram a sonegação de R$ 1,3 bilhão em ICMS, entre 2020 e 2021, em apuração feita em conjunto com a Secretaria da Fazenda estadual de São Paulo (Sefaz-SP).
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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