Economia
Coreia do Sul negociará com os EUA por termos favoráveis em tarifas sobre chips, diz autoridade
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30).
Reuters/Evelyn Hockstein
A Coreia do Sul buscará termos favoráveis para as tarifas dos Estados Unidos sobre importações de chips de memória, afirmou neste domingo (18) um porta-voz do gabinete presidencial, em uma coletiva televisionada.
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No ano passado, o país divulgou uma ficha técnica conjunta sobre seu acordo comercial com os EUA que incluía termos garantindo que a Coreia do Sul não receberia tratamento desfavorável em relação a tarifas americanas sobre chips importados, em comparação com concorrentes-chave, disse o porta-voz ao ser questionado sobre a proclamação do governo Trump que impõe tarifas sobre chips de inteligência artificial.
No sábado (17), o ministro do Comércio da Coreia do Sul afirmou que as tarifas dos EUA sobre alguns chips avançados de computação teriam impacto limitado sobre as empresas sul-coreanas.
A Samsung Electronics e a SK Hynix estão entre os maiores produtores de chips de memória do mundo.
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Acordo comercial fechado
Em outubro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Washington e Seul haviam fechado um acordo comercial. A declaração impulsionou a valorização do won frente ao dólar, ao sinalizar a redução das incertezas que pesavam sobre a economia sul-coreana, altamente dependente do comércio exterior.
“Nós conseguimos, conseguimos. Chegamos a um acordo”, afirmou Trump ao ser questionado sobre o desfecho das negociações, antes de participar de um jantar oferecido pelo presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung. Mais tarde, reforçou que o pacto estava “praticamente concluído”.
Segundo Kim Yong-beom, assessor do presidente sul-coreano, o acordo define tarifas sobre automóveis e detalha compromissos de investimento da Coreia do Sul nos Estados Unidos. Pelo acerto, as tarifas aplicadas por ambos os países aos automóveis seriam reduzidas para 15%.
O pacote inclui ainda um plano de investimentos sul-coreanos de US$ 350 bilhões nos EUA, sendo US$ 200 bilhões em aportes diretos e US$ 150 bilhões destinados à cooperação no setor de construção naval.
Sem o acordo, montadoras e siderúrgicas sul-coreanas estariam sujeitas a tarifas de 25%, o que as colocaria em desvantagem em relação a concorrentes japoneses, que passaram a pagar 15% após o acordo firmado entre Tóquio e Washington.
A cúpula entre Trump e Lee ocorreu durante a viagem do presidente norte-americano por três países da Ásia, iniciada na Malásia, onde participou de uma reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Apesar do anúncio, autoridades sul-coreanas afirmaram que os dois países ainda mantêm divergências significativas sobre a parte financeira do pacote de investimentos de US$ 350 bilhões, já que Seul tenta reduzir o montante ao ampliar a participação de empréstimos e garantias.
Com informações da agência de notícias Reuters.
Trump e Xi Jinping se encontram na Coreia do Sul
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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