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Política

CPI da Covid: assista aos momentos mais polêmicos e marcantes em quase seis meses de comissão

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Troca de ofensas, prisão de Roberto Dias, machismo contra senadora, discurso anti-homofobia e depoimentos emocionados estão entre os principais momentos da CPI da Covid. Ao longo de quase seis meses e de mais de 50 depoimentos, a CPI da Covid ficou marcada também por controvérsias e bate-bocas. Até que se chegasse à leitura do relatório final, nesta quarta-feira (20), a comissão sediou embates tanto entre os próprios senadores quanto entre parlamentares e depoentes.
Instalado em 27 de abril, o colegiado teve seu primeiro depoimento em 4 de maio, quando foi ouvido o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. O último ocorreu nesta terça-feira (19), com Elton da Silva Chaves, representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais (Conasems) junto à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec).
CPI sugere indiciamento de 66 pessoas e duas empresas
Leia a íntegra do relatório
Entenda os principais pontos do relatório
Nos vídeos abaixo, o g1 relembra os momentos mais polêmicos da CPI da Covid.
‘Vacina antirrábica’
VÍDEO: Otto Alencar alfineta Heinze: ‘Vacina antirrábica não ficava inadequada’
Os incontáveis atritos entre senadores começaram ainda na primeira semana de depoimentos. Durante o depoimento do ex-ministro da Saúde Nelson Teich – o segundo a ser ouvido pela comissão –, o senador Luis Carlos Heinze (Progressistas-RS) foi alfinetado por Otto Alencar (PSD) por defender o uso da cloroquina. Otto perdeu a paciência e sugeriu vacina antirrábica ao senador da ala governista.
Contatos da Pfizer
Executivo da Pfizer diz na CPI que governo ignorou cinco ofertas de vacina
Um ponto em comum chamou a atenção nos depoimentos de Carlos Murillo, gerente-geral da Pfizer na América Latina, e Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República. As propostas de negociação do imunizante feitas entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021 – e que foram ignoradas pelo governo.
Murillo relatou aos senadores seis vezes em que tentou, sem sucesso, vender doses da vacina ao governo. E no depoimento de Wajngarten foi descoberto que uma carta enviada pela Pfizer ao governo federal ficou sem resposta durante dois meses. Na época, as revelações repercutiram pelas redes em formato de memes e virais, como o protagonizado pelo humorista ‘Esse Menino’.
Ofensas a Renan Calheiros
VÍDEO: Flavio Bolsonaro chama Renan Calheiros de ‘vagabundo’ e CPI é suspensa
A sessão que ouvia o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten foi suspensa após o senador Flávio Bolsonaro chamar Renan Calheiros de ‘vagabundo’. Apesar de não integrar a comissão, Flávio Bolsonaro saiu defesa de Wajngarten após Calheiros ter ameaçado pedir a prisão do depoente após ter dado à CPI informações consideradas mentirosas.
Contradições de Pazuello
VÍDEO: “É só olhar o número de mortos”, diz Eduardo Braga sobre falta de oxigênio no AM
O depoimento de Eduardo Pazuello esteve entre os mais aguardados pela CPI – e também um dos mais tensos e recheados de contradições. O ex-ministro da Saúde revoltou os senadores ao dizer que só faltou oxigênio em Manaus por três dias e foi duramente contestado por Eduardo Braga (MDB-AM), que chamou de mentirosa a afirmação do ex-ministro.
Após dois dias de depoimento do ex-ministro, o senador Renan Calheiros apontou 15 mentiras contadas por Pazuello. Veja o que foi #Fato ou #FAKE nas afirmações de Eduardo Pazuello.
Negacionismo e ‘pênis inflável’
VÍDEO: Mayra Pinheiro afirma que Fiocruz tinha ‘pênis’ inflável na porta da instituição
O depoimento de Mayra Pinheiro – secretária do Ministério da Saúde que ficou conhecida como ‘capitã cloroquina’ – esteve entre os que mais causaram alvoroço nas redes sociais. Em um áudio ouvido na CPI, a secretária citou um ‘pênis’ inflável na porta da Fiocruz (vídeo acima). Ela manteve posição aos senadores, ignorando o fato de se tratar apenas de um desenho com o símbolo da instituição de pesquisa.
Vírus ou protozoário
VÍDEO: ‘A senhora não sabe nada de infectologia’, diz Otto Alencar a Nise Yamaguchi
Outro momento de grande repercussão foi o depoimento da médica Nise Yamaguchi, uma das principais defensoras da cloroquina. Convidada para dar explicações sobre a existência de um gabinete paralelo, ela foi acuada por Otto Alencar. O senador questionou se Nise sabia a diferença entre um vírus e um protozoário. Na falta de uma resposta, ele subiu o tom e disse que Nise “não sabia nada de infectologia”.
Referência a ex-BBB
VÍDEO: ‘Desse jeito o Brasil tá lascado’, diz Omar Aziz citando ex-BBB Gilberto Nogueira
Ainda durante a sessão, Yamaguchi defendeu a “imunidade de rebanho”, e após mais um bate-boca, o presidente da comissão Omar Aziz fez referência a um bordão do ex-BBB Gil do Vigor: ‘O Brasil tá lascado’.
Críticas a tratamento precoce
VÍDEO: Luana Araújo e senador Eduardo Girão debatem sobre medicamentos usados para Covid
Já o depoimento de Luana Araújo foi marcado pelas duras críticas da médica infectologista ao chamado ‘tratamento precoce’. Ela fez uma defesa enfática da ciência e ainda debateu o uso de medicamentos para a Covid com a ala governista da cúpula.
Luana trabalhou por dez dias como secretária de Enfrentamento à Covid até ser informada que não seria nomeada pelo governo. Na comissão, os senadores insinuaram que ela teria ficado intimidada após depoimento de Nise Yamaguchi, e que por isso prestou depoimento acompanhada do pai e advogado. No vídeo abaixo, a infectologista rebate os parlamentares; assista.
VÍDEO: Luana Araújo explica a presença do seu pai na CPI
Bula das vacinas
VÍDEO: Senador Otto Alencar e o ministro Queiroga batem boca na sessão
Marcelo Queiroga teve duas passagens pela CPI da Covid. Na primeira, incentivou o uso de máscaras e vacinação. Na segunda, mudou versões do depoimento anterior e se esquivou de criticar Bolsonaro por contrariar as recomendações de sua própria pasta. Em um determinado momento da sessão, o ministro da Saúde admitiu que não havia lido a bula de todas as vacinas contra a Covid, o que gerou uma discussão acalorada com o senador Otto Alencar.
Na reta final, a CPI chegou a cogitar a convocar Queiroga pela 3ª vez – desta vez para explicar a suspensão da vacinação em adolescentes sem comorbidades – mas desistiu.
Citação a Mia Khalifa
Senador Randolfe Rodrigues pede que Mia Khalifa seja convocada após Luis Carlos Heinze voltar a citar pesquisa
O nome da ex-atriz pornô foi relacionado pela primeira vez à CPI a partir de uma interpretação equivocada de uma fala de Luiz Carlos Heinze (Progressistas-RS). Depois, durante o depoimento do diretor da Prevent Senior Pedro Batista, o vice-presidente da comissão Randolfe Rodrigues citou Mia Khalifa para provocar o senador governista e a brincadeira não só ‘pegou’, como chegou até a celebridade. Mia Khalifa também foi tema dos episódios de ‘Adnet na CPI’. Confira aqui.
Saída de Witzel
VÍDEO: Witzel pede para se retirar, e sessão da CPI da Covid é encerrada
Ataques ao governo e bate-boca com Flávio Bolsonaro. Assim foi a passagem de Wilson Wiztel pela CPI em um dos depoimento mais curtos da comissão. Após 3 horas e 20 minutos de sessão, o ex-governador do Rio de Janeiro achou certo pedir para sair. Enquanto esteve lá, investiu firmemente contra Jair Bolsonaro. E se retirou quando questionado sobre a gestão estadual na área da saúde.
A presença de Flavio Bolsonaro na sessão foi percebida pelos senadores como um ato de intimidação contra o ex-governador. Witzel, por sua vez, negou se sentir intimidado e chamou o filho do presidente de “mimado”. Veja o bate-boca abaixo.
VÍDEO: Witzel chama Flávio Bolsonaro de ‘mimado’ e diz que não se intimida com ele na CPI
Luis Miranda fala…
Luis Miranda diz à CPI que Bolsonaro citou envolvimento de Ricardo Barros ao ouvir denúncia
Após mais de 8 horas de depoimento, o deputado Luis Miranda (DEM) cedeu à pressão dos senadores e revelou que o líder do governo na câmara Ricardo Barros foi o nome citado por Bolsonaro ao ouvir denúncias de irregularidades na compra da vacina Covaxin. O depoimento de Miranda definiu uma das mais importantes linhas de investigação da cúpula, que associa Bolsonaro ao crime de prevaricação.
…E Wizard fica ‘caladinho’
VÍDEO: ‘O Brasil está vendo que os machões da internet ficam caladinhos aqui na CPI’, diz Renan Calheiros
Já o empresário Carlos Wizard – investigado por suspeitas de integrar o gabinete paralelo – abusou do direito de ficar em silêncio concedido pelo STF e, após uma fala de 15 minutos à comissão, informou que não responderia nenhuma das perguntas dos senadores. Diante da recusa, o empresário foi provocado pelo senador Renan Calheiros, que disse que os “machões de internet” ficavam “caladinhos na CPI”.
“Testemunha plantada”
VÍDEO: Deputado Luis Miranda aparece na sala da CPI após ser citado no depoimento de Luiz Paulo Dominguetti
Luiz Paulo Dominghetti chegou a ser considerado “testemunha plantada” pelos senadores. O policial militar que denunciou a cobrança de propina de 1 US$ dólar por cada uma das 400 milhões de doses da Astrazeneca exibiu um áudio de Luis Miranda, sugerindo que o deputado tentava negociar vacinas.
Ao ser citado, Miranda surgiu na sala da cúpula e protagonizou outro momento de tensão. A informação foi desmentida e o celular de Dominghetti apreendido; veja abaixo.
VÍDEO: Celular de Luiz Paulo Dominguetti é levado para passar por perícia
Dominghetti disse ainda que o pedido de propina pelas doses de vacina partiu ‘exclusivamente’ de Roberto Dias, ex-diretor de logística do ministério da Saúde.
Prisão de Roberto Dias
Dias, por sua vez, foi convocado para explicar as acusações de Dominghetti de que teria pedido propina de US$ 1 por dose de vacina, mas acabou preso por “violar o juramento de falar a verdade” à comissão. O ex-diretor de logística do ministério da Saúde deixou a prisão no mesmo dia, após pagar uma fiança de R$ 1,1 mil.
VÍDEO: A reação de Roberto Dias ao receber a ordem de prisão de Omar Aziz
Machismo na comissão
‘Descontrolada’, ‘moleque’: troca de ofensas entre Tebet e Rosário gera confusão na CPI
Desde o início da comissão, as senadoras foram interpeladas por momentos de machismo – e mesmo assim tiveram atuações de destaque na CPI. Mas o momento que Simone Tebet foi chamada de “descontrolada” por Wagner Rosário gerou tumulto e indignação. O presidente da comissão, Omar Aziz, pediu ao relator Renan Calheiros que o ministro da Controladoria-Geral da União deixasse de ser testemunha para se tornar investigado.
Outro momento de machismo na comissão envolveu a advogada Bruna Morato, representante dos médicos que denunciaram irregularidades cometidas pela Prevent Senior. Ela teve a legitimidade de seu depoimento contestada pelo senador governista Marcos Rogério, que impedia que a advogada completasse sua fala.
‘Senador, gostaria que o senhor direcionasse a pergunta a mim’, diz Bruna Morato a Marcos Rogério
Bruna Morato declarou à CPI que a Prevent e médicos do ‘gabinete paralelo’ fizeram ‘pacto’ para validar a cloroquina como remédio contra a Covid e assim evitar um lockdown.
Prevent Senior e as ‘cobaias humanas’
A operadora denunciada por Bruna Morato entrou na mira da CPI depois que um dossiê ao qual a GloboNews teve acesso apontou que a Prevent Senior ocultou mortes em um estudo com hidroxicloroquina. Os indícios da fraude apareceram em documentos, áudios e denúncias de médicos e ex-médicos. A suposta pesquisa seria um desdobramento de um acordo da operadora de planos de saúde com o governo federal, e teria resultado na disseminação do uso da cloroquina e de outros medicamentos. Os documentos também relevaram que a Prevent Senior também omitiu causa da morte do médico Anthony Wong e da mãe do empresário Luciano Hang.
E ainda… Um paciente da Prevent Senior ouvido pela CPI disse à comissão que médicos da operadora usaram o prontuário de outra paciente para tentar convencer a família dele a tirá-lo da UTI e enviá-lo aos cuidados paliativos quando ele ainda estava intubado com Covid. Veja, a seguir, trechos do depoimento do advogado Tadeu de Andrade.
Paciente diz que Prevent usou ficha de outra pessoa e queria deixá-lo morrer; veja relato
A vez de Luciano Hang
Omar Aziz pede para advogado de Luciano Hang se retirar da CPI e suspende sessão após tumulto
O depoimento do empresário bolsonarista Luciano Hang esteve entre os mais tumultuados de todas as sessões. O senador Omar Aziz chegou a suspender a sessão depois que o empresário bolsonarista levantou placas com dizeres como “não me deixam falar”. Já o advogado de Hang se envolveu em uma discussão com o senador Rogério Carvalho e teve de deixar a sessão.
Convocado para esclarecer as suspeitas de que teria financiado a disseminação de fake news, Luciano Hang confirmou que a mãe foi submetida a remédios e terapias ineficazes contra a Covid, mas negou ter conhecimento de que a causa da morte foi omitida do atestado de óbito.
Contarato contra homofobia
‘A minha família não é pior do que a sua’, diz Fabiano Contarato
O discurso do senador Fabiano Contarato (Rede-ES) esteve entre os momentos que mais chamaram atenção na CPI. O parlamentar reagiu a uma frase homofóbica publicada em rede social pelo empresário bolsonarista Otávio Fakhoury, depoente da sessão. Contarato, que é casado com um homem e tem dois filhos” disse ao empresário: “O senhor não é um adolescente. O senhor é casado, tem filhos. A sua família não é melhor que a minha”. Ele também pediu a investigação do empresário por homofobia.
Momentos de emoção
“Nossa dor não é mimimi”. A frase é do taxista Márcio Antônio Silva, pai de Hugo Dutra do Nascimento, vítima da pandemia. Ele foi um dos sete familiares de mortos pela covid convidados a falar aos senadores. Os depoimentos emocionados roubaram os holofotes na reta final da comissão.
‘A nossa dor não é mimimi, nós não somos palhaços’, diz à CPI pai que perdeu filho
Outro momento de grande emoção ficou por conta do intérprete de libras João Gleverson de Oliveira. Durante a sessão, ele teve de interromper a tradução do depoimento de uma jovem de 19 anos que perdeu o pai e a mãe para a Covid-19.
Intérprete de libras se emociona com relato na CPI da Covid

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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