Economia
Criação de empregos formais soma 132,7 mil em outubro, com queda de 29%
Esse é o pior resultado para outubro desde o início da série histórica. Nos dez primeiros meses do ano, país criou 2,12 milhões de vagas com carteira assinada, aumento de 18,7% em relação a 2023. Carteira de trabalho
Geraldo Bubniak/AEN
A economia brasileira gerou 132,71 mil empregos formais em outubro deste ano, informou nesta quarta-feira (27) o Ministério do Trabalho e Emprego.
Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em outubro:
2,22 milhões de contratações;
2,09 milhões de demissões.
O resultado representa queda de 29% em relação a outubro do ano passado, quando foram criados cerca de 187,1 mil empregos com carteira assinada.
Esse também é o pior resultado para meses de outubro desde o início da série histórica do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 2020.
Veja os resultados para os meses de outubro:
2020: 366 mil vagas abertas
2021: 252,8 mil empregos criados
2022: 160,4 mil vagas abertas
A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada, porque o governo mudou a metodologia.
Parcial do ano
De acordo com o Ministério do Trabalho, 2,12 milhões de empregos formais foram criados no país nos dez primeiros meses deste ano.
O número representa alta de 18,7% na comparação com o mesmo período de 2023, quando foram criadas 1,78 milhão de vagas com carteira assinada.
Esse foi o melhor resultado para os dez primeiros meses de um ano desde 2022 — quando foram criadas 2,34 milhões de vagas formais de emprego.
Ao fim de outubro de 2024, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 47,63 milhões de empregos com carteira assinada.
O resultado representa aumento na comparação com setembro deste ano (47,5 milhões) e com outubro de 2023 (45,85 milhões).
Estado de SP lidera geração de empregos formais em setembro, de acordo balanço do Caged
Empregos por setor
Os números do Caged de outubro de 2024 mostram que foram criados empregos formais em três dos cinco setores da economia. O maior número absoluto foi no setor de serviços. A agricultura demitiu no mês passado.
Regiões do país
Os dados também revelam que foram abertas vagas nas cinco regiões do país no mês passado.
Salário médio de admissão
O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.153,18 em outubro deste ano, o que representa queda real (descontada a inflação) em relação a setembro de 2024 (R$ 2.172,13).
Na comparação com outubro de 2023, houve crescimento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.126,65..
Caged x Pnad
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais.
Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).
Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil encerrou o trimestre terminado em setembro com taxa de desemprego em 6,4%. É a segunda menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, só perdendo para o trimestre encerrado em dezembro de 2013 (6,3%).
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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