Economia
Criminosos se passam por profissionais e aplicam golpes via Pix e cartão; entenda esquema
Em alguns casos, criminosos chegam a realizar parte do serviço antes de aplicar o golpe com maquininhas adulteradas ou trocas de cartão, alerta Febraban. Motorista
Dan Gold/ Unsplash
⚠️ Criminosos estão se passando por profissionais autônomos para aplicar golpes em quem contrata serviços pela internet.
O crime, que inclui anúncios falsos e cobranças indevidas por Pix ou cartão, chamou a atenção da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que emitiu um alerta sobre o aumento desses casos.
A tática dos golpistas começa com a criação de anúncios em redes sociais e aplicativos de serviços. Eles oferecem consertos, instalações, mudanças, serviços hidráulicos e elétricos, muitas vezes acompanhados de falsos depoimentos de supostos clientes satisfeitos.
“A fraude começa com anúncios bem produzidos, que passam credibilidade. Mas, na verdade, quem está por trás muitas vezes nem presta o serviço ou age com má-fé durante o atendimento”, explica Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban.
O golpe pode ocorrer de duas maneiras. Em uma delas, o falso profissional solicita pagamento antecipado via Pix, alegando que é para “reservar o horário”. Após a transferência, ele desaparece e não realiza o serviço.
Em outro caso, o criminoso chega a comparecer e realiza parte do serviço, o que aumenta a confiança da vítima. No momento do pagamento, porém, ele exige o cartão e utiliza uma maquininha adulterada.
A maquininha pode ter o visor danificado ou estar posicionada de modo que o cliente não veja o valor digitado. O valor cobrado costuma ser superior ao combinado, e a vítima só percebe ao conferir o extrato bancário.
Em alguns casos, o criminoso memoriza a senha e troca o cartão na devolução, utilizando os dados para realizar compras posteriormente.
Como se proteger
Para ajudar na prevenção, a Febraban reuniu cinco orientações simples que podem evitar grandes transtornos:
Pesquise o fornecedor com cuidado: antes de contratar, consulte o CNPJ no site da Receita Federal e leia avaliações em plataformas confiáveis. Desconfie de perfis recentes ou com elogios genéricos.
Peça recomendações: amigos, familiares e vizinhos são fontes mais confiáveis do que anúncios aleatórios na internet.
Evite pagamentos antecipados via Pix: especialmente se for a primeira vez que utiliza o serviço ou se tiver dúvidas sobre a reputação do profissional.
Atenção ao usar o cartão: sempre confira o valor na tela da maquininha antes de digitar a senha e proteja os números ao digitar.
Não entregue seu cartão: insira o cartão você mesmo e, ao recebê-lo de volta, verifique se é realmente o seu.
“Esses cuidados simples podem fazer toda a diferença para não cair em uma armadilha. O criminoso conta com o momento de distração da vítima. Por isso, desconfie sempre e redobre a atenção”, reforça Walter Faria.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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