Economia
Crise de combustíveis se agrava na Argentina, e governo ameaça interromper exportações
Postos já estão sem gasolina ou com longas filas em Buenos Aires. Situação prejudica a imagem do governo antes do 2º turno da eleição presidencial, marcado para 19 de novembro. ‘Não temos gasolina ou diesel’, diz placa em posto de gasolina em Buenos Aires.
Reuters/Tomas Cuesta
A crise dos combustíveis na Argentina se agravou nesta segunda-feira (30). Na capital do país, Buenos Aires, postos já estão sem gasolina ou com longas filas.
A Argentina é uma grande produtora de petróleo e gás de “shale”, mas vem sofrendo com a falta de gasolina e de diesel desde a semana passada. A situação ocorre em meio a problemas internos com o refino, além da escassez de dólares, o que atrasou as importações.
Diante do cenário, o governo cogita interromper as exportações para preservar os estoques, e trabalhadores do setor ameaçam entrar em greve (veja mais abaixo).
A crise tem prejudicado a imagem do governo antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 19 de novembro.
O confronto será entre o peronista Sergio Massa, atual ministro da Economia, e o candidato ultraliberal Javier Milei. Até a última atualização desta reportagem, o governista era visto como líder da corrida.
Na capital, repórteres da Reuters presenciaram postos de gasolina sem o produto e com placas avisando que não havia mais combustível. Em outros lugares, longas filas se formavam, e alguns estabelecimentos estavam fazendo racionamento das vendas.
Fila de carros para abastecer em posto de Buenos Aires.
Reuters/Tomas Cuesta
Greves
Executivos de empresas petrolíferas afirmam que há greves sendo planejadas nas refinarias locais, que fornecem 80% do suprimento doméstico.
De acordo com os representantes do setor, o fato de a nação ter poucas reservas internacionais de dólares tem dificultado as importações.
“Não é um problema de falta de petróleo. O problema é que não há mais capacidade de processamento com as refinarias que temos na Argentina”, afirmou uma fonte da indústria, que pediu para não ser identificada.
“Além disso, você precisa de dólares para pagar pelas importações, e o Banco Central não tem. E, mesmo se importassem, as refinarias perdem dinheiro, vendendo na bomba a um preço inferior daquele que usam para comprar.”
Para tentar diminuir a inflação, que está em quase 140% em termos anualizados, o governo argentino fixou o preço do petróleo em US$ 56 o barril, muito abaixo dos praticados no mercado internacional, de cerca de US$ 86 — decisão que distorce a lógica econômica das companhias que importam produtos do exterior.
Ameaça de fim das exportações
Durante o fim de semana, Massa disse às petrolíferas que elas precisam resolver o problema da demanda interna até o fim da terça-feira, ou o governo vai interromper as remessas de exportação de petróleo de xisto do grande campo de Vaca Muerta.
“Defenderei o suprimento interno, defenderei o consumo dos argentinos”, afirmou.
Sindicatos locais apoiaram a posição de Massa e estão ameaçando realizar uma greve a partir de quarta-feira se a situação doméstica não se resolver. Eles afirmam que a produção é recorde e que as empresas petrolíferas estão sendo “oportunistas e mesquinhas”.
Uma segunda fonte anônima disse que o problema realmente não é a produção, mas o refino e as barreiras às importações. E afirmou que, por outro lado, interromper a produção em Vaca Muerta não ajudaria a resolver a situação.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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