Economia
Crise energética leva Cuba a suspender combustível para aviões
Cuba vai suspender fornecimento de querosene em aeroportos
As autoridades cubanas anunciaram a suspensão do abastecimento de querosene de aviação no país a partir desta terça-feira (10), devido à crise energética.
A medida obrigará as companhias que operam voos de longa distância a realizar uma “escala técnica” no retorno para garantir o reabastecimento.
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O Kremlin denunciou nesta segunda-feira (9) os “métodos” dos Estados Unidos que “asfixiam” Cuba.
“A aviação civil cubana notificou todas as companhias de que não haverá mais abastecimento de Jet Fuel, o combustível de aviação, a partir de terça-feira (10) às 0h” no horário local (5h GMT), declarou o dirigente de uma empresa aérea europeia.
Os voos regionais deverão continuar operando normalmente. O escritório da Air France em Havana informou que sua rota está mantida, com uma escala técnica prevista em outro país do Caribe.
Crise energética
Cuba enfrenta uma grave crise energética após o fim do fornecimento de petróleo pela Venezuela, interrompido sob pressão dos Estados Unidos, que ameaçam aplicar tarifas aos países que venderem o produto para a ilha.
O governo cubano anunciou na sexta-feira (6) uma série de medidas emergenciais para enfrentar o problema.
Elas incluem semana de quatro dias, trabalho remoto para repartições públicas e estatais e restrições à venda de combustíveis, reduções nos serviços de ônibus e trens entre províncias e o fechamento de alguns estabelecimentos turísticos.
Nas escolas, as aulas serão mais curtas, e as universidades funcionarão de forma semipresencial. As medidas visam economizar combustível para priorizar “a produção de alimentos e a geração de eletricidade” e garantir “a continuidade das atividades fundamentais que geram divisas”, declarou o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga na televisão estatal.
Após interromper o envio de petróleo desde a Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro no início de janeiro, Donald Trump assinou na semana passada um decreto permitindo que os EUA imponham tarifas aos países que venderem petróleo para Havana.
Segundo ele, o México, fornecedor de petróleo a Cuba desde 2023, também interromperá a distribuição do produto.
Para justificar essa política, Washington alega que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos, já que a ilha caribenha fica a apenas 150 km da costa da Flórida.
Havana acusa Donald Trump de tentar “asfixiar” a economia cubana, onde apagões e falta de combustível, frequentes nos últimos anos, tornaram-se ainda mais intensos.
Kremlin denuncia “métodos” dos EUA O Kremlin denunciou nesta segunda-feira os “métodos” dos Estados Unidos, após o anúncio de Cuba. “A situação em Cuba é de fato crítica”, declarou o porta-voz Dmitri Peskov durante sua coletiva de imprensa diária.
“Os métodos asfixiantes dos Estados Unidos causam muitas dificuldades ao país”, lamentou, acrescentando que a Rússia mantém discussões com as autoridades cubanas para prestar assistência.
“Estamos em contato com nossos amigos cubanos por meio de canais diplomáticos (…) e discutimos possíveis soluções para esses problemas, ao menos algum tipo de ajuda”, acrescentou Peskov.
Um homem empurra um carrinho com bagagem no Aeroporto Internacional José Martí em Havana, Cuba
Reuters/Norlys Perez
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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