Política
Cúpula do Mercosul: veja acordos que devem ser celebrados nesta quinta e outros que ainda serão discutidos
Brasil assumiu comando do Mercosul em julho e tentou avançar nas negociações por acordos comerciais. Cúpula de chefes dos países que integram bloco ocorre nesta quinta, no Rio. Presidente Lula na 62ª cúpula do Mercosul, na Argentina
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Representantes dos países que integram o Mercosul se reúnem nesta quinta-feira (7) no Rio de Janeiro para a cúpula do bloco, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Criado em 1991, o Mercosul busca garantir a integração entre países da região, implementando parcerias em nível comercial, político e diplomático, além de aumentar os investimentos.
Ao assumir a presidência temporária do bloco, em julho deste ano, o Brasil colocou como uma das prioridades a tentativa de conclusão dos acordos comerciais em negociação, com a realização de novas rodadas de conversas.
Ao longo dos últimos meses, o acordo comercial mais mencionado pelo presidente Lula – e por outros líderes em discursos nos fóruns internacionais – foi o negociado com a União Europeia, cujas tratativas ocorrem desde 1999.
O objetivo da diplomacia brasileira era anunciar a conclusão das negociações ainda na cúpula que começa nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, mas um posicionamento recente da França frustrou os planos. As conversas, no entanto, vão prosseguir, dizem diplomatas.
Oficialmente, o Ministério das Relações Exteriores já confirmou que, durante a cúpula, será assinado o acordo comercial com Singapura e também será promulgado o Protocolo de Adesão da Bolívia ao Mercosul – até então, o país integrava o grupo na condição de Estado Associado, assim como Chile, Colômbia e Equador, por exemplo.
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Os acordos comerciais
Ao assumir a presidência do Mercosul, o Brasil listou os seguintes acordos comerciais como prioritários para o bloco:
União Europeia
EFTA
Singapura
Canadá
Vietnã
Indonésia
União Europeia
Discutido desde 1999, o acordo teve a primeira parte da negociação encerrada em 2019. Desde então, foi iniciada a fase de revisão. Os dois blocos, no entanto, ainda não chegaram a um entendimento final sobre o texto.
Entre outros pontos, a União Europeia incluiu um documento adicional que, em linhas gerais, prevê sanções em caso de descumprimento de metas ambientais, o que não foi bem recebido pelo Mercosul.
Além disso, o Brasil passou a defender a adoção de regras para as chamadas compras governamentais (medida que o governo Lula entende ser necessária para estimular a indústria nacional).
Ao assumir o comando do Mercosul, o Brasil colocou no topo das prioridades o fechamento do acordo com a União Europeia, e o presidente Lula já disse que, enquanto não terminar a presidência brasileira, o país buscará concluir as negociações.
Países como a Espanha e a Alemanha – além da própria Comissão Europeia – defendem o fechamento do acordo. A França, por sua vez, se posiciona contra a assinatura.
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Ricardo Stuckert
EFTA
A Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês) reúne quatro países europeus que não integram a União Europeia: Noruega, Suíça, Islândia e Lichenstein.
O acordo começou a ser negociado em 2017 e envolve áreas como serviços, investimentos, compras governamentais, facilitação do comércio e desenvolvimento sustentável.
De acordo com o Itamaraty, desde 2019 as partes têm tentado “equacionar as últimas pendências” para iniciar a fase de revisão do acordo. Ainda segundo o governo brasileiro, houve novas conversas em 2023, e o objetivo é concluir as negociações – o ministério não informou qual a previsão de conclusão.
Singapura
O Ministério das Relações Exteriores informou que o acordo comercial com Singapura será assinado durante a cúpula de líderes do Mercosul no Rio de Janeiro. Este será o primeiro acordo comercial do bloco com um país da Ásia.
Segundo o Itamaraty, o acordo pode representar incremento de R$ 28 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2041, além do aumento de R$ 49,1 bilhões no fluxo comercial.
“Singapura é o principal destino das exportações brasileiras de óleos combustíveis, o quinto principal destino dos embarques de carne suína, o sexto para as vendas de ferro-gusa/spiegel e ferros ligas e o sétimo para óleos brutos de petróleo”, afirma o governo.
Canadá
As conversas entre o Mercosul e o Canadá começaram em 2003 e, um ano depois, as negociações em si. Após três rodadas, porém, as conversas foram paralisadas em razão de divergências entre as partes. Em 2018, as negociações foram retomadas oficialmente.
De acordo com a página oficial do Itamaraty, desde então, aconteceram sete rodadas de negociações. O governo tem evitado apresentar uma previsão sobre quando o acordo deverá ser fechado, mas o Itamaraty afirma ser possível concluir as conversas com “poucas rodadas adicionais de trabalho”.
Indonésia e Vietnã
Quando o Brasil assumiu a presidência do Mercosul, o Itamaraty informou que os acordos comerciais negociados com Indonésia e Vietnã eram “importantes”, mas não estavam “tão avançados”.
De acordo com a página oficial do Ministério das Relações Exteriores, no caso do Vietnã, foi aberta consulta pública, mas ainda não foram publicados os resultados.
Em setembro, o primeiro-ministro Pham Mihn Chinh esteve em Brasília, e o presidente Lula reforçou que o Brasil é um dos principais exportadores de soja, carne e algodão para o Vietnã e que levaria aos demais líderes do Mercosul a proposta de “avançar”com as discussões sobre o acordo comercial.
Já no caso da Indonésia, também foi aberta a consulta pública e os resultados, divulgados. As negociações foram lançadas em 2021.
Diálogos em busca de novos acordos
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, há também diálogos iniciados com El Salvador e República Dominicana para que, mais adiante, possam ser iniciadas oficialmente as negociações relacionadas ao eventual fechamento e acordos comerciais com esses países.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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