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Política

Da defesa em recepção em Brasília ao susto com ‘banho de sangue’: como a relação de Lula e Maduro murchou

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Brasil ainda não se posicionou oficialmente sobre se reconhece ou não o anúncio da vitória de Maduro, mas pediu para o governo publicar integralmente as atas da eleição presidencial. Como a relação de Lula e Maduro murchou
A relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, murchou desde o início do mandato de Lula, e se desdobrou com troca de farpas e indiretas entre os dois mandatários nas últimas semanas.
Maduro vive um impasse político em seu país desde domingo (28), quando disputou a eleição. A situação é delicada para o Brasil, porque Maduro costumava ser um aliado de Lula, mas o governo queria eleições limpas e democráticas. E a oposição venezuelana e autoridades de outros países disseram que isso não ocorreu.
Assim que o presidente brasileiro assumiu o cargo, uma das primeiras ações do governo foi retomar as relações com a Venezuela, que até então tinham sido rompidas no governo anterior (leia mais abaixo).
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, gesticulam no Palácio do Planalto no dia de uma cúpula com presidentes da América do Sul para discutir o relançamento do bloco de cooperação regional UNASUL, em Brasília, Brasil, 29 de maio de 2023
REUTERS/Ueslei Marcelino
Manifestantes protestam em Caracas após vitória de Maduro ser declarada
No primeiro ano de mandato, Lula fez questão de destacar a importância da aliança com a Venezuela e de reconhecer o governo de Maduro.
Mas após o país vizinho tomar ações contrariando acordos e excluindo observadores internacionais das eleições, além de invalidar candidaturas da oposição, a relação estremeceu (veja os detalhes adiante).
Nos últimos dias, Maduro mentiu que as eleições brasileiras não são auditadas, o que foi classificado pelo governo brasileiro como desrespeitoso.
O Brasil ainda não se posicionou oficialmente sobre se reconhece ou não a vitória de Maduro, anunciada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão eleitoral da Venezuela, que é ligado ao governo daquele país.
O CNE declarou que o atual presidente se reelegeu por 51,2% dos votos.
O assessor especial do governo Lula para relações exteriores, Celso Amorim, está em Caracas, capital da Venezuela, onde acompanha os desdobramentos das eleições, e tenta manter o diálogo com Maduro.
Em uma conversa de cerca de uma hora na noite desta segunda, Amorim reforçou o pedido do governo brasileiro para a Venezuela publicar integralmente as atas da eleição presidencial.
Conselho Nacional Eleitoral proclama Maduro vencedor da eleição na Venezuela
Elogios em público
Em maio do ano passado, Maduro esteve no Brasil para a cúpula de líderes da América do Sul. Antes disso, a última passagem dele pelo país tinha sido em 2015.
No dia anterior ao evento, que ocorreu em Brasília, Maduro esteve no Palácio do Planalto, onde se reuniu com Lula. Em seguida, os dois presidentes almoçaram juntos no Palácio Itamaraty.
Ao chegar ao Itamaraty, Lula posou para fotos ao lado de Maduro e fez a seguinte indagação antes de apertar a mão do presidente venezuelano: “Quantos anos vocês passaram ouvindo dizer que o Maduro era um homem mau?”. Maduro respondeu: “Muitos anos” (veja vídeo abaixo).
Durante declaração naquele dia, o presidente brasileiro classificou o momento como “histórico” e disse que “brigou muito” com governos que não reconheciam Maduro como presidente da Venezuela. Ressaltou que o governo buscaria a “integração plena” entre os dois países.
Lula ainda afirmou, na época, que existia um preconceito contra o país vizinho e que o Brasil foi criticado por ser amigo da Venezuela. Foi nesse contexto em que o presidente brasileiro disse que a Venezuela precisaria divulgar sua “narrativa” — frase bastante criticada pela oposição do petista.
“Acho que cabe à Venezuela mostrar a sua narrativa, para que possa efetivamente fazer pessoas mudarem de opinião. […] É preciso que você construa a sua narrativa, e eu acho que por tudo que conversamos, a sua narrativa vai ser melhor do que a narrativa que eles têm contado contra você”, pontuou Lula na ocasião.
Ao lado do presidente da Venezuela, Lula diz para a imprensa que Maduro não é um homem mau
As eleições venezuelanas também fizeram parte da fala de Lula naquele dia. O presidente brasileiro argumentou que somente o povo da Venezuela, por meio de um pleito livre, poderia dizer quem iria governar o país. Chegou a mencionar que os adversários teriam de “pedir desculpas pelo estrago que fizeram na Venezuela.”
As relações entre Brasil e Venezuela tinham sido rompidas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ainda em 2019, após assumir, Bolsonaro deixou de reconhecer Maduro como presidente venezuelano e passou a aceitar Juan Guaidó como presidente interino. Outros países também aceitaram a representação de Guaidó.
A relação foi retomada assim que Lula assumiu a presidência e, em 18 de janeiro, o Brasil estabeleceu representação diplomática para atuar na embaixada brasileira em Caracas.
Nicolás Maduro está no poder desde 2013. Ele sucedeu na função o seu padrinho político Hugo Chávez, que chefiou o país a partir de 1999 e morreu em 2013.
Telefonemas sobre eleição
Em outubro e dezembro do ano passado, Lula e Maduro conversaram por telefone.
Na conversa de outubro, Lula e o aliado esquerdista trataram sobre eleições na Venezuela; sanções dos Estados Unidos ao país vizinho; fornecimento de energia elétrica; e também propostas para o pagamento da dívida venezuelana com o Brasil.
De acordo com o Planalto, na ligação, Lula solicitou informações sobre negociações entre governo e oposição na Venezuela em torno da realização das eleições.
Lula também tratou, segundo o governo, sobre tratativas entre Venezuela e Estados Unidos para a suspensão de sanções norte-americanas, que, nas palavras do Planalto, “atingem a economia e a população civil” da Venezuela.
Contrários ao governo de Maduro, os EUA impuseram sanções econômicas à Venezuela. As medidas agravaram a crise econômica do país.
Outro assunto do telefonema de Lula e Maduro, segundo o Planalto, foram as propostas para a retomada do pagamento da dívida da Venezuela com o Brasil.
A dívida da Venezuela junto ao governo brasileiro estava estimada em US$ 1,2 bilhão em maio de 2023, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Em dezembro, os dois presidentes voltaram a se falar em ligação. Na ocasião, Maduro telefonou para Lula — momento em que havia uma tensão entre Venezuela e Guiana por uma disputa territorial pela região denominada Essequibo. A região hoje faz parte do território da Guiana, mas estava sendo reivindicada pelo governo de Maduro.
A região de Essequibo corresponde a 70% de todo o território da Guiana
Jornal Nacional/ Reprodução
Na conversa, segundo o governo brasileiro, o presidente manifestou preocupação com a crise e fez um “chamado ao diálogo”. Segundo fontes do governo brasileiro na época, Maduro recebeu bem a proposta de o Brasil ser uma espécie de mediador entre os dois países na disputa.
Depois de falar com Lula, Maduro publicou uma mensagem no X (antigo Twitter) em que mencionou uma possibilidade de diálogo com a Guiana. Mas, na época, não foi possível dizer se a postagem já estava programada ou se foi resultado da conversa.
Mudança de temperatura
Em 1º de março deste ano Lula e Maduro voltaram a se encontrar durante a 8ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em São Vicente e Granadinas.
A expectativa de auxiliares próximos de Lula era que o presidente medisse a temperatura no país com relação às eleições presidenciais.
O Itamaraty buscava, por meios diplomáticos, levar a Venezuela a cumprir o Acordos de Barbados, que determina eleições transparentes no país.
Lula estava preocupado com a situação do país vizinho, após Maduro ter tomado ações que colocavam em risco esses acordos (veja algumas delas abaixo).
Na semana anterior, pelo menos 12 funcionários de um escritório local do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) deixaram a Venezuela, depois que o governo determinou sua saída.
Outros fatores também contribuíram para insegurança por parte de Lula, segundo relataram assessores do presidente do Brasil. Entre eles:
No fim de janeiro, a líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, teve a candidatura para as eleições presidenciais barrada pelo Supremo Tribunal.
No início de fevereiro, foi a vez de a ativista Rocío San Miguel ser presa, considerada terrorista e traidora da pátria pelo governo Maduro.
González e Machado disseram que a oposição venceu as eleições realizadas no domingo (28/7).
Getty Images via BBC
Aliado a esses fatores estava a disputa pela região de Essequibo, que aumentava o nível de tensão. Maduro já tinha sido avisado por emissários do governo brasileiro sobre o risco de perder o controle da situação.
Auxiliares do presidente brasileiro ainda disseram que Lula não apoiaria qualquer “aventura” de Maduro ao tentar anexar o território. Na época, o governo brasileiro reforçou as fronteiras e o efetivo de militares.
E, como o previsto, naquele dia da ligação, os dois líderes conversaram sobre eleições as venezuelanas. Mas também estiveram na pauta o contexto econômico, o comércio bilateral entre os dois países, e as parcerias para frear o garimpo ilegal nas regiões fronteiriças.
O único tema que ficou de fora na conversa desse dia, segundo assessores, foi Essequibo.
LEIA MAIS:
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Já no fim de março, Lula voltou a falar sobre as eleições da Venezuela, durante uma visita do presidente da França, Emmanuel Macron, a Brasília.
Lula classificou como “grave” o veto à principal candidata de oposição a Maduro. Na ocasião, a professora Corina Yoris, não conseguiu completar o registro da candidatura à presidência.
“É grave que a candidata não possa ter sido registrada. Ela não foi proibida pela Justiça. Me parece que ela se dirigiu até o lugar e tentou usar o computador local e não conseguiu entrar. O dado concreto é que não tem explicação, não tem explicação jurídica, política, você proibir um adversário de ser candidato. Eu quero que as eleições sejam feitas igual a gente faz aqui no Brasil, com a participação de todos. Quem quiser participar, participa, quem perder chora, quem ganhar ri, e assim a democracia continua”, desse Lula na época.
Outro candidato da oposição, Manuel Rosales, acabou conseguindo se inscrever de última hora.
Foi nesse momento em que Maduro começou a se tornar um vizinho incômodo para Lula.
Maduro sugere “chá de camomila” a Lula
Troca de farpas
No dia 17 de julho, Nicolás Maduro disse em um comício, na Parroquia de la Vega, um distrito popular na Zona Oeste de Caracas, que o país poderia enfrentar um “banho de sangue” e uma “guerra civil” caso ele não fosse reconduzido ao cargo nas eleições de 28 de julho.
Na semana seguinte, em entrevista a agências internacionais, Lula disse ter ficado “assustado” com a declaração de Maduro. Acrescentou que o presidente venezuelano deveria aprender que, quando se perde uma eleição, é preciso respeitar o resultado e ir “embora”.
“Eu já falei para o Maduro duas vezes, e o Maduro sabe, que a única chance da Venezuela voltar à normalidade é ter um processo eleitoral que seja respeitado por todo o mundo”, afirmou o presidentes às agências.
Naquele momento, Lula destacou que o Brasil enviaria observadores internacionais ao país, e o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, para acompanhar o processo eleitoral do país vizinho.
No mês anterior, Lula já tinha conversado com Maduro sobre a importância da “ampla presença” dos observadores nas eleições venezuelanas e reiterou o apoio brasileiro aos Acordos de Barbados.
Isso porque a Venezuela tinha excluído a União Europeia da lista de observadores internacionais para as eleições de julho.
Em 23 de julho, após a declaração de Lula sobre estar assustado, Maduro rebateu a fala do presidente brasileiro sem citá-lo nominalmente. O presidente venezuelano afirmou: “Quem se assustou que tome um chá de camomila.”
Nesse mesmo dia, ao falar sobre “banho de sangue”, Maduro justificou que fez uma referência à revolta popular de 1989, conhecida como “Caracaço”.
À época, dezenas de pessoas morreram. O evento provocou uma virada política na Venezuela nos anos seguintes, além da ascensão da popularidade de Hugo Chávez.
Mas, no dia seguinte, outra fala polêmica fez o Brasil se posicionar.
Maduro mentiu durante um comício, sem citar provas, que as eleições brasileiras não são auditadas, o que foi classificado pela equipe do governo como “provocação desrespeitosa”.
Diante disso, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, reiterou que “as urnas e as eleições brasileiras são auditadas, desde o início do seu processo até o seu final”.
Após a fala, o TSE, então, decidiu voltar atrás e não enviar mais os observadores para acompanhar a eleição.
Ficou mantida apenas a ida de Celso Amorim como observador, que, até a publicação desta reportagem, acompanhava os desdobramentos do resultado da eleição.
Em conversa, com Maduro nesta segunda (29), Amorim reforçou o pedido do governo brasileiro para a Venezuela publicar integralmente as atas da eleição presidencial.

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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