Economia
‘Danone continua comprando soja brasileira’, diz presidente da empresa na América Latina
Imagem de soja.
Prefeitura de Itapetininga/Divulgação
A presidente da Danone na América Latina, Silvia Dávila, disse nesta quarta-feira (30) que a empresa “continua comprando soja brasileira, em conformidade com as regulamentações locais e internacionais” (veja abaixo a nota na íntegra).
A declaração foi feita por meio de uma nota publicada na página oficial da Danone global, no Linkedin.
“Lamentamos as informações incorretas que circulam sobre a Danone e o fornecimento de soja brasileira”, disse Silvia, que também faz parte do Comitê Executivo Global da empresa.
A afirmação da representante da América Latina foi feita seis dias depois de o diretor financeiro da multinacional, Juergen Esser, afirmar à agência Reuters, em Londres, que a gigante francesa de laticínios tinha deixado de importar o cereal brasileiro.
Na nota publicada nesta quinta-feira (30), a Danone, contudo, não explica a declaração de Esser.
Em sua declaração, Silvia afirma que, na União Europeia, “os produtores de leite obtêm sua ração diretamente de fornecedores de sua escolha” e que “a soja brasileira é um insumo importante para a indústria” da região.
“A Danone trabalha ativamente com os produtores de leite para garantir que a soja seja proveniente de fontes sustentáveis e verificadas, livres de desmatamento, independentemente da origem geográfica. Também incentivamos ativamente os produtores de leite a comprar ração apenas de comerciantes que respeitem seus compromissos ou tenham certificações confiáveis”, afirma.
Nota da Danone
Lamentamos as informações incorretas que circulam sobre a Danone e o fornecimento de soja brasileira. Confirmamos que a Danone continua comprando soja brasileira, em conformidade com as regulamentações locais e internacionais.
Reconhecemos de todo o coração o sólido compromisso do governo brasileiro com a preservação das florestas locais e seus notáveis programas dedicados à proteção da floresta tropical e ao avanço da agricultura sustentável de soja. Também reconhecemos as associações de classe e os agricultores brasileiros que têm se dedicado incansavelmente à sustentabilidade e à inovação no campo.
A Danone tem uma forte presença no Brasil há mais de 50 anos e investe anualmente em ações que priorizam o apoio e o desenvolvimento de grandes e pequenos produtores locais, incentivando práticas mais sustentáveis em toda a nossa cadeia de suprimentos.
A soja brasileira é um insumo importante na cadeia de suprimentos de ração da empresa para produtores de leite no Brasil e continua a ser usada, com a maior parte desse volume sendo disponibilizada aos produtores de leite por meio da Central de Compras da Danone, incluindo processos que garantem sua origem em áreas não desmatadas.
Em outras regiões, como na UE, onde os produtores de leite obtêm sua ração diretamente de fornecedores de sua escolha, a soja brasileira é um insumo importante para a indústria. A Danone trabalha ativamente com os produtores de leite para garantir que a soja seja proveniente de fontes sustentáveis e verificadas, livres de desmatamento, independentemente da origem geográfica. Também incentivamos ativamente os produtores de leite a comprar ração apenas de comerciantes que respeitem seus compromissos ou tenham certificações confiáveis.
Mais uma vez, reafirmamos com orgulho o compromisso inabalável da Danone com todos os nossos stakeholders no Brasil, incluindo fornecedores, produtores, governo, consumidores, clientes e comunidades.
Silvia Dávila, membro do Comitê Executivo Global e Presidente Regional América Latina na Danone.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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