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Política

Datafolha: colunistas analisam resultado da pesquisa presidencial desta quinta; veja vídeos

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Levantamento foi feito de 13 a 15 de setembro. Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o Datafolha, cenário da disputa segue estável. Pesquisa Datafolha: Bolsonaro tem 53% de rejeição, e Lula, 38%
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (15), encomendada pela Globo e pelo jornal “Folha de S. Paulo” aponta que Lula manteve 45% das intenções de voto e Bolsonaro oscilou de 34% para 33% em relação ao levantamento anterior, realizado em 9 de setembro.
Comentaristas do g1 e da Globonews avaliam que o cenário de estabilidade indica que a campanha de Bolsonaro não conseguiu melhorar sua popularidade – mesmo após os discursos do presidente durante a comemoração do Bicentenário da Independência.
A tendência de rejeição ao candidato revelada pela pesquisa mostra que as investidas do comitê de Bolsonaro acabaram neutralizadas.
Veja as análises abaixo:
Mauro Paulino
Paulino analisa nova pesquisa Datafolha para presidente: ‘Intenções de voto não se mexem’
O comentarista da GloboNews Mauro Paulino reforçou que esta é mais uma pesquisa eleitoral que aponta cenário de estabilidade.
“O tempo vai se esgotando, e as intenções de voto não se mexem. Continua uma estabilidade muito forte, muito sólida. São dois rochedos, Lula e Bolsonaro nos seus patamares.”
Valdo Cruz
Datafolha: Valdo e Camarotti analisam rejeição a Bolsonaro (53%) e Lula (38%)
O colunista do g1 Valdo Cruz chama atenção para o índice de rejeição a Bolsonaro , que avançou de 51% para 53% desde 9 de setembro.
“O comitê de reeleição do presidente Jair Bolsonaro havia definido desde o início da campanha eleitoral como prioridade a redução da rejeição…Só que agora ela volta a oscilar negativamente.”
A avaliação dentro da equipe de Bolsonaro é que o candidato é o responsável pela manutenção da rejeição.
“O candidato ataca mulheres e faz um discurso agressivo, então são duas forças em sentidos opostos: uma é o comitê tentando reduzir a rejeição, outra é o candidato trabalhando no sentido contrário.”
Leia mais: Ataque a jornalista desgasta Bolsonaro e vira problema na reta final da campanha
Gerson Camarotti
Mesmo com a interferência do presidente com o uso eleitoreiro da comemoração do 7 de setembro, Gerson Camarotti avalia que Bolsonaro não atingiu o objetivo de melhorar sua popularidade.
“Todo o objetivo era diminuir essa rejeição, que é proibitiva, sendo que o candidato e aliados continuam fazendo fatos negativos.”
Camarotti cita como exemplo as agressões do deputado bolsonarista Douglas Garcia à jornalista Vera Magalhães, que usou a mesma frase que o presidente para ofende-la após o debate de candidatos ao governo de São Paulo realizado na quarta-feira (14).
“Bolsonaro está tentando fazer um figurino ‘paz e amor’ e chegou a revisar uma frase muito dura quando falou que não era coveiro, já pensando nessa rejeitçaõ. Então a rejeição é um ponto de preocupação da campanha.”
Monica Waldvogel
Mônica: ‘Estratégias de campanha de Bolsonaro não estão dando certo’
Mônica Waldvogel também avalia que as estratégias de campanha do presidente Jair Bolsonaro não estão funcionando.
“Todos os analistas diziam que essa diferença iria diminuir porque, talvez raciocinando com o passado, do efeito da máquina [pública] na mão de alguém que está usando ela deliberadamente para ganhar votos. Isso não aconteceu”.
Mônica relembrou a aprovação da PEC Eleitoral, que ampliou o valor do Auxílio Brasil, e da lei que limitou a alíquota do ICMS nos estados, que resultou na queda do preço da gasolina.
“Afetou a classe média, afetou os mais pobres. Nada se mexeu. Eles usaram a Michele [Bolsonaro] para ganhar as mulheres e as evangélicas. E o discurso de paz e amor, que é a última tentativa, também não está colando.” z
Miriam Leitão
Miriam: Contexto econômico favorável não refletiu nas pesquisas de intenção de voto
Miriam Leitão avalia que o cenário econômico é favorável ao presidente Bolsonaro. Mesmo assim, os números positivos da economia não se refletiram nas pesquisas.
“O contexto econômico é o melhor possível para o presidente, levando-se em conta esse período longo que a gente teve de recessão e estagnação. A gente tem o país crescendo, os números surpreendendo.”
Por que a economia cresce mais do que era previsto para o ano e o que esperar para 2023
A jornalista também citou os esforços do Ministério da Economia, nos últimos meses, para produzir uma “bolha de crescimento”.
“Você tem crescimento, deflação, queda do desemprego. Então, aquela ideia de que era a economia que definia uma eleição… essa eleição vai ter que ser estudada”, afirmou.
Julia Duailibi
Julia: Comitê de Lula vai focar em voto útil só nos últimos dias de campanha
Lula tem 43% das intenções de voto no Sudeste e Bolsonaro tem 34%. A região “é o principal palco hoje por causa do peso do eleitorado”, aponta Julia Duailibi.
” Como está consolidada a votação no Nordeste, que é a segunda região com maior número de eleitores pró-Lula, a tentativa da estratégia toda de Bolsonaro era diminuir a vantagem ou avançar.”
Natuza Nery
Para a jornalista Natuza Nery, a pesquisa Datafolha é uma “péssima notícia” para o presidente Jair Bolsonaro.
“Foram feitas diversas investidas para diminuir a rejeição de Bolsonaro, aumentar a intenção de voto. E a distância em pontos inclusive aumenta, em relação a Lula.”
Natuza também lembra que há estabilidade entre os demais candidatos que concorrem à Presidência, como Ciro Gomes e Simone Tebet, que têm 8% e 5% das intenções de voto, respectivamente.
“É um voto muito endurecido nesses quatro candidatos”, disse.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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