Economia
Dataprev muda tecnologia e diz que reduziu pela metade tempo de processamento da folha de aposentados do INSS
Com mudança, sistemas passam a utilizar linguagens mais modernas e servidores menores, com mais segurança, informou o governo. Iniciativa ajuda no objetivo de reduzir a fila do instituto. O Dataprev, empresa pública que fornece soluções de tecnologia da informação e comunicação, informou que implementou neste mês uma nova forma de processamento da folha de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), reduzindo pela metade o tempo do processo.
Segundo o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, o tempo de processamento, a partir deste mês, caiu de 96 horas para 48 horas. Atualmente, o folha de pagamentos do INSS conta com 38,2 milhões de pessoas.
“Parece pouco, mas era um momento de foco intenso aqui na casa. São 48 anos pagando pontualmente. É considerada, corretamente, a tarefa mais importante da casa. Isso libera energias nossas e do INSS, que tinha depois de aferir se tudo estava sendo feito corretamente. Libera tempo para fazer coisas até mais importantes, como análise desses dados, estudos. Que só podem ser pensados depois”, declarou.
Assumpção explicou que a Dataprev deixou de usar a chamada “plataforma alta”, que se utilizava de um equipamento “mainframe”, centralizado e com linguagem considerada antiga.
A estatal passou a usar a “plataforma baixa”, com sistemas que utilizam linguagens mais modernas e servidores menores, e proporcionam mais segurança.
De acordo com Assumpção, a mudança representa uma “parte importantíssima” da solução para reduzir as filas do INSS. Nesta terça-feira (18), o vice-presidente Geraldo Alckmin assinou uma medida provisória (MP) que cria o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social.
Segundo o governo, há cerca de 1,78 milhão de pessoas na fila do INSS atualmente. A expectativa do ministro da Previdência, Carlos, Lupi, é de que a situação esteja normalizada, ou seja, com tempo de espera de até 45 dias, conforme determinado em lei, até dezembro desse ano.
O presidente da Dataprev avaliou que a fila do INSS é um problema complexo e multifacetado, que tem camadas de gestão, orçamentária, logística, infraestrutura, dimensões de atendimento remoto e presencial.
“Isso [redução no prazo de processamento da folha do INSS] é parte importantíssima da solução, porque é um pouco esse trabalho de batimento de dados, de tempo para desenvolver projetos de prova de vida, de investir em conexões com ‘gov.br’. Como a segurança e qualidade dos processos melhora, podemos avançar em outros processos”, afirmou ele.
De acordo como presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, a tecnologia é mais um elemento importante para reduzir a fila dos aposentados.
“Para nós, o processamento ser menor no tempo nos dá folga para usar energia em melhorar o atendimento aos brasileiros. Tecnologia e investimentos que estão sendo feitos aqui é uma das partes dos quebra cabeças mais importante para sair da situação em que estamos. Tecnologia é uma das pecinhas da fila do INSS”, declarou.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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