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Política

De presidenciável a cabo eleitoral: André Janones usa perfil ‘troll’ para engajar Lula nas redes sociais

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Deputado federal deixou a candidatura à Presidência para virar principal articulador do petista na internet, com atuação mais agressiva e “zoeira”. Lula tem “campanha mais discreta e Janones entra como um influenciador”, diz especialista. Lula e Janones
Reprodução/Facebook
André Janones deixou o papel de candidato à Presidência pelo Avante para se tornar importante articulador de Lula (PT) nas redes sociais. Como uma espécie de “troll” a favor da esquerda, ele mantém um comportamento provocador contra bolsonaristas –o que poupa Lula de fazer ataques diretos ao presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, e aliados.
Janones virou figura influente nas redes sociais em 2018, durante greve dos caminhoneiros no governo de Michel Temer. Naquele mesmo ano, o advogado nascido em Ituiutaba – município no oeste de Minas Gerais – foi eleito deputado federal.
No começo de 2022, lançou sua candidatura presidencial aos 38 anos, o que não durou muito tempo. Em 4 de agosto, desistiu da candidatura para apoiar Lula já no 1º turno. Daí em diante, assumiu o papel de pautar o debate a favor do petista e de atrair para si ataques de adversários na eleição.
São publicações no Twitter e Facebook em tom mais incisivo do que o adotado pela campanha oficial de Lula. Janones chama bolsonaristas de “gado” e interage com provocações a políticos como o senador Flávio Bolsonaro, os deputados Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Carlos Jordy, e o empresário Luciano Hang.
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“Antes dos gados começarem a mugir contra a ‘censura’ e a favor da ‘liberdade de expressão’, só quero lembrar que, segundo o Jornal O Estado de São Paulo, o miliciano mor entrou na justiça pra que eu seja proibido de chamar ele de miliciano tá?”, publicou o deputado, no Twitter, em 25 de agosto.
É Janones quem busca furar a bolha da esquerda para assuntos sensíveis ao atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição. Por exemplo, faz publicações sobre auxílios aprovados pelo governo federal que duram até o fim do ano.
É uma espécie de contra-ataque da esquerda: o comportamento provocador e com ataques pessoais é mais característico nas redes de Bolsonaro, dos filhos dele e de aliados.
Ao longo de julho, postagens de Lula e Janones sobre o fim do Auxílio Brasil de R$ 600 no fim do ano alcançaram 3,5 milhões de interações no Facebook. Jair Bolsonaro, seus filhos e apoiadores, como Carla Zambelli, não chegaram a 1 milhão de interações no mesmo período para falar do aumento no valor do auxílio.
Ele tem 7,9 milhões de seguidores no Facebook, 2 milhões de seguidores no Instagram, 1,4 milhão de seguidores no Youtube, 412,7 mil no Tiktok e 263 mil seguidores no Twitter.
Mudança de foco
O episódio mais recente protagonizado por Janones ocorreu na quinta-feira (25), dia em que o candidato Lula deu entrevista para o Jornal Nacional. O deputado foi em frente ao Palácio do Planalto, sede do governo federal, e gravou um vídeo em que discute com seguranças.
“Urgente! Bolsonaro acaba de mandar os capangas dele armados pra cima de mim aqui no Palácio! Denunciem, me ajudem! Chamem a PF, MPF, STF e o Ministério Público!”, publicou em seu Twitter.
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Estatísticas divulgadas pelo analista de dados Pedro Barciela apontam que a publicação no Facebook feita por Janones obteve 178 mil interações nas primeiras quatro horas no ar. Tempo suficiente para virar o post de maior alcance em 24 horas.
Duas postagens de Bolsonaro, feitas na noite anterior, somavam 107 mil e 73 mil interações nas mesmas 24 horas – ambas publicadas na noite anterior.
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Horas depois de divulgar o vídeo, Janones soltou em suas redes sociais o jingle oficial para sua campanha à reeleição como deputado federal. Depois, divulgou trechos da entrevista dada por Lula à TV Globo.
Houve reação do próprio presidente Bolsonaro que, sem citar o nome de Janones, rebateu as falas sobre o Auxílio Brasil. “Esse outro deputado eu não quero citar o nome [Janones] porque é uma figura inexpressiva, mentirosa, sem caráter. Tanto é que se jogou nos braços do Lula aí, fazendo demagogia. Nós fazemos a coisa certa”, disse, em sua live na quinta-feira (25).
Bolsonaristas reagiram abertamente à ação de Janones, como o ministro de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.
“O deputado André Janones utilizou palavras agressivas visando a atacar o Presidente e os agentes de segurança. Tentou tirar proveito das suas ofensas, dirigidas à guarda do Palácio, que, treinada e preparada, as ignorou”, publicou no Twitter.
Em resposta, Janones adotou o tom “troll” – termo usado por pessoas de perfil “zoeiro” nas redes sociais. “Você só manja de torrar o dinheiro do povo com viagra, vovô!”, disse, ao fazer referência à compra do medicamento feito pelo Exército Brasileiro.
Janones como influenciador pró-Lula
O papel adotado por André Janones é visto como o de fazer a campanha se mexer, segundo Raquel Recuero, diretora do Laboratório de Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
“Acaba fazendo papel de influenciador, com o Lula no papel dele de candidato enquanto o Janones fala, cria, mexe, cria um evento de grande visibilidade e não necessariamente é de campanha, mas afeta. Gera pauta, dá um movimento”, afirma.
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A especialista vê a atual campanha do PT à Presidência em tom mais calmo em comparação a outros momentos históricos antes de eleições. Para ela, Janones entra como peça diferente no jogo.
“Não sei se é pensado, mas dá um impacto, visibilidade, leva as pautas adiante. A opção do PT talvez seja para uma campanha mais discreta e o Janones entra como um influenciador”, diz.
O g1 contatou a assessoria de imprensa de André Janones para uma entrevista, mas não obteve resposta até a sua publicação da reportagem.

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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