Economia
Delphine Arnault, a herdeira do homem mais rico do mundo que comandará a Dior
Ela assume a posição como parte de uma reformulação da LVMH, a empresa mais valiosa da Europa. Os cinco filhos de Arnault ocupam cargos de gestão em marcas do grupo. Delphine Arnault, a herdeira do homem mais rico do mundo que comandará a Dior
Getty Images
Ela é filha do homem mais rico do mundo e agora comandará a Dior.
Delphine Arnault, a filha mais velha do bilionário Bernard Arnault, foi escolhida por ele para assumir essa função.
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Bernard Arnault é o atual presidente e diretor executivo do grupo de artigos de luxo LVMH, que inclui a própria Dior e Louis Vuitton e vale cerca de £ 336 bilhões (aproximadamente R$ 2,1 trilhões). Ele desbancou Elon Musk como homem mais rico do mundo em dezembro de 2022.
Bernard Arnault, CEO do grupo LVMH, em foto de janeiro de 2020
Thibault Camus/AP/Arquivo
Delphine, de 47 anos, era vice-presidente adjunta da Louis Vuitton desde 2013 e agora substituirá Pietro Beccari, que assumirá a liderança da Louis Vuitton no lugar de Michael Burke.
A nomeação faz parte de uma série de rearranjos na alta direção do conglomerado mais valioso da Europa, no qual os cinco filhos do fundador ocupam cargos de destaque.
Tanto Beccari quanto Delphine Arnault “são bastante respeitados”, então essas são “promoções lógicas dentro do grupo”, afirmou Natasha Brilliant, analista do Credit Suisse.
As mudanças, que entram em vigor a partir de fevereiro, foram anunciadas após a recente nomeação de Antoine Arnault, filho mais velho de Bernard Arnault, para chefiar a holding da família.
Alexandre Arnault, de 30 anos, é responsável por produtos e comunicação na Tiffany, enquanto Frederic Arnault, de 28, é CEO de outra marca do grupo, a Tag Heuer.
O filho mais novo, Jean Arnault, de 24 anos, comanda o marketing e o desenvolvimento de produtos da divisão de relógios da Louis Vuitton.
As empresas de Arnault vendem artigos sofisticados, incluindo malas de luxo da Louis Vuitton e champanhe Moet and Chandon.
“O planejamento da sucessão em funções estratégicas tem sido fundamental para o sucesso das principais marcas da LVMH nos últimos 20 anos, portanto, os movimentos de hoje são significativos”, diz Thomas Chauvet, analista do Citi.
Recordes de vendas
Delphine Arnault deixará o cargo de vice-presidente executiva da Louis Vuitton, posição que ocupa desde 2013, para assumir o comando da Dior.
A Louis Vuitton bateu novos recordes de vendas sob a liderança de Arnault, segundo informou a LVMH.
Esta não será a primeira vez que Delphine trabalhará na icônica Dior, cujos desfiles em Paris sempre atraem celebridades globais como Rihanna e a estrela do K-pop Jisoo. Entre 2001 e 2013, ela fez parte do comitê executivo da Dior.
A carreira profissional dela começou na consultoria McKinsey, onde trabalhou como consultora por dois anos.
Posteriormente, passou a trabalhar na empresa do estilista John Galliano, onde teve suas primeiras experiências no mundo da moda.
Outros herdeiros
Planos de sucessão semelhantes aconteceram em outras grandes empresas do mundo da moda nos últimos anos.
A gigante da moda Inditex, dona de marcas como Zara e Massimo Dutti, nomeou a filha do fundador como sua nova presidente em 2021. Marta Ortega tinha 37 anos na época.
À frente da grife Prada, Patrizio Bertelli anunciou recentemente que espera passar o comando da empresa para o filho Lorenzo dentro de dois anos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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