Economia
Demissões na GM em São José dos Campos (SP) atingem 800 trabalhadores, diz sindicato
Montadora não divulgou o número de demitidos nas três fábricas com cortes no Brasil. Também foram anunciadas demissões em São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. Funcionários demitidos protestam com uniformes pendurados no entorno da fábrica da GM em São José
Rauston Naves/ TV Vanguarda
As demissões anunciadas pela General Motors atingem cerca de 800 funcionários da fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo.
O número foi divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Sindicato dos Metalúrgicos. Desde o anúncio dos cortes, no sábado (21), a montadora não informou quantos trabalhadores foram demitidos em São José e também nas fábricas de São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes.
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Os trabalhadores das três unidades com demissões estão em greve desde segunda-feira (23) e cobram o cancelamento do corte em massa, que foram informados por meio de telegramas e e-mail.
Funcionários demitidos protestam com uniformes pendurados no entorno da fábrica da GM em São José
Rauston Naves/ TV Vanguarda
Em São José, funcionários demitidos realizaram um ato em frente à sede da fábrica nesta quarta-feira. Em forma de protesto, eles penduraram os uniformes com mensagens nos alambrados da unidade da montadora.
Nas mensagens, trabalhadores pediam o emprego de volta, reclamavam de anos de serviços prestados que haviam sido desconsiderados pela empresa e solicitavam ajuda dos governos estadual e federal.
Funcionários demitidos protestam com uniformes pendurados no entorno da fábrica da GM em São José
Rauston Naves/ TV Vanguarda
O g1 acionou a empresa novamente nesta quarta-feira e não obteve retorno até a publicação da reportagem.
Em nota anterior, a GM alegou que as demissões foram motivadas por “queda nas vendas e nas exportações”. Disse ainda entender “o impacto que esta decisão pode provocar na vida das pessoas, mas que a adequação é necessária”.
Funcionários da GM estão em greve em São José dos Campos
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Funcionários demitidos protestam com uniformes pendurados no entorno da fábrica da GM em São José
Rauston Naves/ TV Vanguarda
Em São José dos Campos, onde a empresa produz os modelos S-10 e Trailblazer, são cerca de quatro mil colaboradores, sendo que 1,2 mil já estavam em layoff – suspensão temporária dos contratos de trabalho.
Em São Caetano, onde são fabricados os modelos Spin, Tracker e Montana, são mais de 7 mil trabalhadores. A unidade de Mogi das Cruzes conta com cerca de 500 trabalhadores e produz peças de montagem para a S10.
Funcionários demitidos protestam com uniformes pendurados no entorno da fábrica da GM em São José
Rauston Naves/ TV Vanguarda
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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