Economia
Departamento de Justiça e SEC investigam colapso do Silicon Valley Bank, diz imprensa americana
Procedimento é comum quando há grandes perdas no mercado financeiro americano e não necessariamente leva a alguma acusação formal. Silicon Valley Bank, banco financiador de startups, quebra nos EUA
Reuters
O Departamento de Justiça e a SEC (comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos), estão investigando o colapso do Silicon Valley Bank, segundo disseram fontes a par do assunto ouvidas por jornais americanos como “The Wall Street Journal” e “The New York Times”. O banco colapsou na semana passada depois que houve uma corrida de seus clientes para sacar dinheiro.
As investigações, feitas separadamente, estão em suas fases preliminares e podem não levar a acusações ou alegações de irregularidades. Os promotores e reguladores dos EUA geralmente abrem investigações depois que instituições financeiras ou empresas públicas sofrem perdas grandes e inesperadas. As ações do SVB Financial Group, que era dono do banco, caíram 60% na semana passada e não estão mais sendo negociadas na bolsa desde sexta-feira.
As investigações também devem examinar as vendas de ações que os diretores do SVB Financial Group fizeram dias antes da falência do banco, disseram as fontes do “Wall Street Journal”. A investigação do Departamento de Justiça envolve os promotores de fraude do departamento em Washington e San Francisco.
Luta contra a inflação
EUA fecham o segundo banco e anunciam medidas para evitar crise no setor
O colapso dramático do Silicon Valley Bank e a turbulência do mercado que ele desencadeou fazem parte da “batalha entre fogo e gelo” nos esforços globais para conter a inflação após anos de dinheiro fácil, disse o copresidente do Morgan Stanley, Ted Pick, nesta terça-feira.
Os aumentos acentuados nas taxas de juros pelo Federal Reserve e outros bancos centrais para combater os crescentes preços ao consumidor inevitavelmente levaram a surtos de estresse, disse Pick na Morgan Stanley European Financials Conference, acrescentando que os bancos norte-americanos SVB e Signature Bank foram vítimas dessas circunstâncias.
“Isso faz parte do processo de girar o botão para apertar as condições financeiras e garantir que estamos no caminho certo para normalizar um mundo com taxas de juros mais altas”, disse Pick.
“Mas pode muito bem haver surpresas, pode muito bem haver reações”, disse ele, acrescentando que o mercado está no meio de uma luta para “matar a inflação” que será travada em 12 a 18 meses.
O executivo-chefe do Lloyds, Charlie Nunn, disse anteriormente ao evento que os bancos britânicos ainda não estavam vendo uma “voo para a qualidade” nos depósitos entre clientes nervosos com a segurança dos seus recursos após o colapso do SVB.
Os principais bancos dos Estados Unidos, incluindo JP Morgan e Citigroup, viram uma onda de clientes solicitando a transferência de suas contas para bancos maiores, informou o Financial Times nesta terça.
Os analistas do Goldman Sachs disseram em nota na segunda-feira que o estresse bancário dos Estados Unidos pode se espalhar diretamente para os bancos europeus.
O Santander foi descrito como a única instituição com “exposição significativa” aos detentores de depósitos dos Estados Unidos, com cerca de 12% do total de depósitos nos Estados Unidos, enquanto o HSBC tinha 6% e o Barclays tinha 8% nas Américas como um todo, disse a pesquisa.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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