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Política

Deputado escoltado, tensão em comissão, deputada internada; em ‘dia difícil’, Câmara encerra trabalhos sem votar projetos

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Janones troca empurrões com deputados no final da sessão do Conselho de Ética da Câmara
A Câmara dos Deputados encerrou a sessão desta quarta-feira (5) sem votar projetos, em um dia marcado por tumultos e tensão nas comissões da Casa.
No fim da noite, prevaleceu o apelo de deputados governistas, que pediram o fim da sessão do plenário depois de tomarem conhecimento da internação da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP).
“O que aconteceu hoje aqui foi tudo muito grave, muito grave. Houve agressões. Nós estamos interditando o debate político e abrindo caminho para a violência e para a agressão. É o que está acontecendo no parlamento brasileiro. Não vejo hoje condições tranquilas para nós seguirmos uma pauta neste plenário. Os ânimos estão exaltados, está todo mundo tenso, há deputados agredidos, jornalistas agredidos, policiais agredidos, e a deputada Erundina internada”, resumiu a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Com isso, os parlamentares da base conseguiram adiar a votação de um requerimento de urgência que pretende restringir o aborto em casos de estupro e equiparar a prática ao crime de homicídio.
Segundo parlamentares, Erundina, de 89 anos, passou mal após discussões na Comissão dos Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial na Câmara dos Deputados. Ela foi levada ao hospital e estava consciente e falando no fim da noite.
No momento, a Comissão dos Direitos Humanos discutia um projeto de lei que estabelecia que o Estado brasileiro tem o dever de identificar locais de repressão política utilizados por agentes da ditadura, da qual Erundina é relatora. Deputados da oposição pediram a retirada de pauta.
“Entendemos que isso é fora de tempo, já se passaram 60 anos”, disse o deputado Pr. Marco Feliciano (PL-SP). O deputado ainda afirmou que uma terrorista assumiu a presidência do Brasil, em referência à ex-presidente Dilma Rousseff.
O deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) cobrou que a deputada colocasse no projeto a necessidade de identificação de locais utilizados pela guerrilha armada. “A senhora vai identificar o prédio da Polícia Civil do Estado de São Paulo? Vai identificar os prédios utilizados pelos grupos terroristas que ocupavam o Brasil e tentaram tomar o nosso Brasil e instalar, via violência e terrorismo, uma ditadura comunista?”, disse.
A deputada Luiza Erundina reagiu. “Essa matéria decorre de uma legislação internacional do direito à verdade e direito de transição a todo crime de lesa humanidade que um determinado Estado cometa em determinado momento da história”, afirmou. Erundina ainda afirmou que existem “feridas abertas” em vítimas da ditadura. Após encerrar sua fala, Erundina foi auxiliada por assessores que informaram seu mal-estar.
Tumulto no Conselho de Ética
Confusão envolvendo o deputado André Janones (Avante-MG), na Câmara, nesta quarta-feira (5).
Lula Marques/Agência Brasil
Mais cedo, durante sessão do Conselho de Ética da Câmara, os ânimos dos parlamentares se exaltaram.
O colegiado analisava um processo sobre André Janones (Avante-MG), suspeito de ter praticado “rachadinha”, ou seja, desvio de salário de funcionários do seu gabinete.
Ao final da reunião, que terminou com o arquivamento da representação, parlamentares de oposição se dirigiram a Janones aos gritos de “rachador” e “covarde”.
Após alguns minutos em silêncio, Janones reagiu. Partiu para cima de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Zé Trovão (PL-SC). Os parlamentares trocaram empurrões e insultos. Janones e Nikolas desafiaram um ao outro a participar de briga fora das dependências da Câmara.
Em meio à confusão, a Polícia Legislativa da Casa precisou intervir. André Janones teve deixar o plenário do colegiado escoltado.
‘Dia difícil’
Buscando o adiamento da sessão, que poderia avançar sobre temas polêmicos, como a urgência a um projeto que restringe o aborto e a proibição de se fechar delações premiadas com presos, deputados governistas argumentaram que não havia clima na Casa.
“A Casa hoje serviu de palco para envergonhar nossos eleitores como um todo no país”, disse Gervásio Maia (PSB-PB). ”
“Temos que colocar um ponto final nisso. Fazemos um apelo não só ao presidente Arthur Lira, mas a todos da Mesa Diretora, para que possamos sentar e estabelecer um respeito ao regramento existente, aquele que descumprir terá que ser cassado. Ou vamos terminar aqui, como em décadas passadas, no meio de um tiroteio”, disse.
Líder do PSOL, a deputada Erika Hilton (SP) cobrou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), “dê resposta” à escalada de brutalidade na Casa.
“Venho a esta tribuna dizer a brutalidade e barbaridade do que estamos vivenciando desta Casa e deste Parlamento, que deveria por essência ser um espaço respeitoso e republicano. A nossa nobre, querida e gigante deputada Luiza Erundina se encontra indo para a UTI neste momento por conta do nervoso que foi submetida na Comissão de Direitos Humanos. Isto é a escala da brutalidade, da falta de respeito, da falta de diplomacia. Hoje foi um dia marcado por brutalidade em quase todas as comissões desta Casa.”
A deputada Laura Carneiro pediu, em nome da bancada feminina da Câmara, que a sessão fosse suspensa. “Nós, mulheres deputadas, queremos nos solidarizar com a deputada Erundina no hospital”, afirmou. “Ela só foi parar na UTI porque o nível de ódio e agressão sofrida na Comissão dos Direitos Humanos não nos permite continuar.
“Vamos hoje pelo menos suspender a sessão, porque está perigoso”, pediu o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ).

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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