Economia
Deriva de agrotóxicos ameaça criação do bicho da seda
Atualmente, o Brasil tem pouco mais de 1.000 famílias que trabalham com a criação do bicho-da-seda, número bem menor do que em épocas anteriores. Deriva de agrotóxicos ameaça criação do bicho da seda
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O centro-oeste paulista tem um papel importante na criação do bicho-da-seda. A atividade reúne pequenos produtores que lidam com uma ameaça: a contaminação por agrotóxicos das amoreiras, principal alimento dos insetos, que dificultando o crescimento do setor.
Em uma fábrica que fica em Bastos (SP), que é a única do Brasil a trabalhar com produtos de origem do bicho-da-seda, os casulos são recebidos, separados e seguem para o cozimento para dar início ao processo de fiação. Pouco tempo depois, o fio de seda está pronto para passar pelo acabamento.
Cada casulo rende aproximadamente 1.400 metros de fio e o maior desafio da empresa é entregar fios com qualidade cada vez maior para atender às demandas do mercado.
Finalizados, os fios de seda são exportados para o mundo todo. No ano passado, mais de 260 toneladas foram produzidas. Apesar disso, a indústria tem capacidade para produzir quatro vezes mais, o que não foi possível por causa da realidade no campo.
Veja a reportagem exibida no programa em 31/03/2024:
Deriva de agrotóxicos ameaça criação do bicho da seda
No município de Moreiras (SP), Regina Bizinotti cria lagartas há mais de 30 anos, e para alimentá-las, tem uma pequena plantação de amoreiras, suficiente para manter os bichos-da-seda.
A maior dificuldade encontrada por Regina é a contaminação por agrotóxicos que são aplicados na região. Ela conta que já chegou a perder toda a produção por conta disso.
Atualmente, o Brasil tem pouco mais de 1.000 famílias que trabalham com a criação do bicho-da-seda, número bem menor do que em épocas anteriores.
Genildo é um dos 1.200 criadores do inseto no país, ele cria em média 12 caixas de lagartas e vende aproximadamente 600 quilos de casulos por mês.
O que contribui para os bons resultados é que por perto da sua propriedade não existe nenhuma lavoura e recebe aplicação de agrotóxicos, e por isso, consegue manter a mesma média de produção.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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