Economia
‘Dinheiro esquecido’: 3,8 milhões já pediram resgate de mais de R$ 254 milhões, diz Banco Central
Maior valor resgatado por uma única pessoa continua sendo de R$ 750 mil, na última quarta (8). Notas e moedas de real.
Natalia Filippin/G1
Os saques de dinheiro esquecido em instituições financeiras já somam mais de R$ 254,7 milhões, informou o Banco Central do Brasil nesta sexta-feira (10). Até o momento, mais de 3,8 milhões de pessoas físicas e empresas solicitaram a devolução de valores, segundo balanço parcial do BC.
A autoridade monetária informou que o maior valor sacado por uma pessoa física foi de quase R$ 750 mil, na quarta-feira (8). Por pessoa jurídica, o resgate mais alto foi de R$ 252,3 mil, no mesmo dia.
O BC reforçou que o SVR permanecerá aberto para todos, sem interrupções programadas, para o resgate de valores no sistema financeiro. “Independente do montante, o recurso pertence ao cidadão e deve a ele ser devolvido”, afirmou, em nota.
Ao todo, 38 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de empresas têm cerca de R$ 6 bilhões a resgatar, segundo o BC. A página para consulta inicial de valores esquecidos está ativa desde o dia 28 de fevereiro.
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Confira o passo a passo para resgatar seu dinheiro:
Se você já confirmou que possui recursos a receber (veja como fazer), atente-se à próxima etapa, que é o pedido de transferência do dinheiro.
Antes do passo a passo, é importante ressaltar que, via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução.
Caso não tenha uma chave cadastrada, você precisará entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação.
1 – Não custa reforçar: a primeira etapa é saber se você tem valores a receber.
Isso é feito pela página www.valoresareceber.bcb.gov.br. O BC ressalta que este é o único site disponibilizado para consulta.
Sistema do BC é o único disponibilizado para consulta.
Reprodução/Banco Central
2 – Após clicar no botão da imagem acima, você será encaminhado para consulta pública.
Nessa etapa, é preciso preencher os campos com CPF e data de nascimento.
No caso de empresas, a busca é feita pelo CNPJ e data de abertura do negócio.
Primeiro passo é saber se você tem dinheiro a resgatar.
Reprodução/Banco Central
Caso tenha valores a receber, a tela irá indicar o terceiro passo.
Em caso contrário, o sistema irá sugerir uma nova consulta em outro momento, após possíveis atualizações de dados encaminhados por instituições ao BC.
3 – Confirmado que há dinheiro a resgatar, você será encaminhado para uma nova página do SVR.
De acordo com o BC, esse sistema é semelhante à compra de ingressos.
Ou seja, se houver acessos simultâneos acima da capacidade, você ficará em uma sala de espera virtual aguardando sua vez.
BC terá ‘sala de espera’ caso sistema seja sobrecarregado.
Reprodução/Banco Central
4 – Na sequência, é preciso fazer login com a conta gov.br. Não tem? Saiba criar uma.
A criação da conta gov.br é gratuita. O cadastro pode ser feito pelos seguintes caminhos:
Site Acesso (https://sso.acesso.gov.br)
App gov.br (link iOS ou link Android)
Conta gov.br é necessária para resgate de ‘dinheiro esquecido’.
Reprodução/Banco Central
5 – Nessa etapa, você será encaminhado para o valor a receber, seja pessoa física ou jurídica.
Página também leva à consulta de pessoas falecidas.
Quinto passo irá levar à consulta de valores a receber.
Reprodução/Banco Central
6 – Você precisará aceitar o Termo de Ciência para prosseguir no sistema.
É preciso selecionar o quadradinho abaixo e clicar em “confirmar”.
Usuário terá que aceitar o Termo de Ciência.
Reprodução/Banco Central
7 – A tela seguinte trará as seguintes informações:
montante a receber;
nome e dados da instituição que deve devolver o valor;
origem (tipo) do valor a receber;
informações adicionais, quando for o caso.
Nessa página, também será possível acessar os dados e solicitar diretamente a devolução para a instituição financeira.
8 – A última etapa é o pedido de devolução dos valores.
Clique no botão “solicitar por aqui” e siga as orientações indicadas.
Em seguida, selecione uma das suas chaves PIX e, caso deseje, informe seus dados pessoais.
Nesse caso, a instituição devolverá o valor via PIX em até 12 dias úteis após a solicitação.
O botão “solicitar por aqui” só irá aparecer, no entanto, caso a instituição na qual você tem dinheiro esquecido tenha firmado um termo de adesão com o Banco Central.
Do contrário, o resgate não será feito diretamente pelo sistema do BC.
O sistema irá apenas informar o valor a receber e em qual instituição está aquele recurso.
Aparecerá, nesse caso, uma mensagem informando contatos oficiais (e-mail e telefone) para que você entre em contato diretamente com a instituição e combine a forma de devolução.
Você tem dinheiro esquecido? Saiba como consultar no Banco Central
Confira abaixo respostas para as seguintes perguntas:
Há alguma novidade neste ano?
É possível gerar um comprovante para tomar empréstimos?
Quando o dinheiro será pago?
Como não cair em golpes
Há alguma novidade neste ano?
Além de valores esquecidos em contas correntes, poupanças, cooperativas de crédito, consórcios e tarifas e empréstimos, o sistema do Banco Central agora mostra valores oriundos de contas de pagamento, corretoras de títulos e valores mobiliários.
Neste ano, há também uma sala de espera virtual, que permanece aberta por prazo indeterminado, para efetuar o pedido do saque. Ou seja: não haverá, como no ano passado, necessidade de agendamento.
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O que acontece se eu não fizer o resgate do ‘dinheiro esquecido’?
Segundo o BC, o sistema também ganhou mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares solicitar o saque de dinheiro esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações da solicitação: valor, data e CPF de quem solicitou.
A consulta a valores de pessoa falecida ganhou acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, e informará os dados de contato da instituição responsável pelo valor e a faixa de valor.
É possível gerar um comprovante para tomar empréstimos?
Sim. Ao acessar o Sistema de Valores a Receber (SVR), a partir desta terça (10), você vai poder gerar um comprovante.
O documento é gerado com um número de protocolo e o valor correspondente que pode ser sacado, podendo ser usado como prova para um credor.
Quando o dinheiro será pago?
Segundo o Banco Central, o prazo de devolução é em até 12 dias úteis, se você solicitou o seu valor pelo SVR, clicando em “Solicitar por aqui”, e indicou uma chave PIX.
Em casos diretamente combinados com a instituição financeira correspondente, não há prazo definido.
Como não cair em golpes
Segundo o site do BC, a melhor forma de se precaver é:
Não fazer qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos valores: todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos.
Não clicar em links que indicam confirmação de dados pessoais: o BC não envia links nem entra em contato com você para tratar sobre valores a receber ou para confirmar seus dados pessoais.
Somente a instituição que aparece no Sistema de Valores a Receber é que pode te contatar e ela nunca irá pedir sua senha.
Não clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram.
O único site para saber informações sobre valores a receber é valoresareceber.bcb.gov.br
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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